segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DENÚNCIA GRAVE NA USP

Graves denúncias surgiram contra os estudantes fura-greves da USP nessa semana. O relato acusa os fura-greves de serem "pró-polícia e fascistas", por ninguém menos do que a nossa Musa do Lixo da greve de abril, com a mesma voz, mas o cabelo, ah, quanta diferença...

Consta na gravíssima denúncia que mulheres, no "processo de mobilização e greve que passamos em nosso curso" (sic), sofreram agressões do gênero "machismo" e "misoginia". É de se pensar que a elite intelectual das Humanidades brasileira, aquela que se orgulha de estar entre as DUZENTAS melhores faculdades do mundo (e ainda errando a conta), todas adultas, maduras, críticas da sociedade de consumo, não-alienadas, antenadas, atualizadas, cultas e vacinadas não vão se ofender com pouca merda. Tem de ser AGRESSÃO com pau maiúsculo pra deixar as moças cabreiras. Algo como uma voadora giratória no saco. Vejam só esse exemplo (cuidado, imagem forte, chocante e pingando sangue):

print flavio feminismo.jpg

Como se vê, é preciso mesmo muita violência para fazer com que uma mulher pertencente à elite intelectual se sinta agredida. Essas daí não são atingidas pelo que vem de baixo.

Uma das agredidas, rosto coberto para não mostrar os hematomas para o pessoal de casa, tascou logo a seguir que não deixaria impune e iria denunciar esse tipo de agressão extrema e sanguinária. Denunciar ao Ministério Público o crime de MACHISMO, que não consegui encontrar a tipificação no Código Penal? Não. ELAS ESTÃO SE LIXANDO PARA A LEI BURGUESA. Iriam denunciar é para o Coletivo de Mulheres da Letras! Após uma sugestão, uma ainda acatou: nada de Ministério Público para receber a denúncia de negaçao de contrato da ex-letranda como empregada ali (MACHISMO!!!): iriam mesmo era denunciar o machista flagrante para Lola Aronovich - aquela, que defende estupro em moças de 13 anos, agora alçada a poder de polícia da Stasi feminista.

Conforme uma delas mesmo relatou: "É o agredido que tem de saber quando foi agredido", como qualquer um sabe, quando encontra pentelhos de estro próprio em sua sopa em restaurantes, exigindo abatimentos pela agressão. O que justifica que, além de acusarem até homossexuais assumidos de "machismo" (talvez também "misoginia", em um uso pouco ortodoxo do termo), tenham feito esse maravilhoso cartaz-denúncia:

coletivo feminista.jpg

Melhor frase para começar, impossível. A cada dia, 10 mulheres são assassinadas no Brasil. Não se esqueça de que todas elas começaram sua sevícia com a gigantesca AGRESSÃO de não serem contratadas sequer para empregadas após serem jubiladas depois de perderem a vaga do curso por estarem fazendo "greve" discente (ignorando-se que estudante, não sendo trabalhador, não faz greve: como se recusa a receber um serviço, faz um boicote).

ISSO TEM QUE MUDAR. A violentíssima agressão contra mulheres não pode continuar impune desse jeito! Onde já se viu não contratarem uma estudante grevista que não concluiu o curso como faxineira?! Esse patriarcalismo não pode continuar desse jeito!

Mas a denúncia mais grave vem a seguir. Uma moça, num dos dias de greves com piquetes (a saber: uma mesa com duas grevistas sentadas em cima), foi para a faculdade acompanhada do pai. Impedida que fora pelo piquete de exercer seu livre direito de ir e vir ( Cárcere privado! Cárcere privado!!! ), seu pai cometeu o gravíssimo ato de... retirar o piquete, com grevistas junto, no braço! Uma enorme afronta à democracia e o direito de democraticamente votar, na calada da noite, por atitudes fascistas! Onde esse mundo vai parar? Isso foi demais. O Coletivo de Mulheres não deixou por menos e, além de denunciar à diretoria da FFLCH, à ADUSP e, autoritas autoritatem, à Frente Feminista da USP (e que se lasque a lei burguesa!), ainda registraram um Boletim de Ocorrência da violenta agressão sofrida:

feminismo BO.jpg

Então é isso aí, agora temos até B.O. contra os não-grevistas! E isso tem que mudar. Se o patriarcalismo continuar, as grevistas podem até... chamar a polícia!

émilie.jpg . rumo equivocado.jpg . sujeicao das mulheres.jpg

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DENÚNCIA GRAVE NA USP


Graves denúncias surgiram contra os estudantes fura-greves da USP nessa semana. O relato acusa os fura-greves de serem "pró-polícia e fascistas", por ninguém menos do que a nossa Musa do Lixo da greve de abril, com a mesma voz, mas o cabelo, ah, quanta diferença...

Consta na gravíssima denúncia que mulheres, no "processo de mobilização e greve que passamos em nosso curso" (sic), sofreram agressões do gênero "machismo" e "misoginia". É de se pensar que a elite intelectual das Humanidades brasileira, aquela que se orgulha de estar entre as DUZENTAS melhores faculdades do mundo (e ainda errando a conta), todas adultas, maduras, críticas da sociedade de consumo, não-alienadas, antenadas, atualizadas, cultas e vacinadas não vão se ofender com pouca merda. Tem de ser AGRESSÃO com pau maiúsculo pra deixar as moças cabreiras. Algo como uma voadora giratória no saco. Vejam só esse exemplo (cuidado, imagem forte, chocante e pingando sangue):

print flavio feminismo.jpg

Como se vê, é preciso mesmo muita violência para fazer com que uma mulher pertencente à elite intelectual se sinta agredida. Essas daí não são atingidas pelo que vem de baixo.

Uma das agredidas, rosto coberto para não mostrar os hematomas para o pessoal de casa, tascou logo a seguir que não deixaria impune e iria denunciar esse tipo de agressão extrema e sanguinária. Denunciar ao Ministério Público o crime de MACHISMO, que não consegui encontrar a tipificação no Código Penal? Não. ELAS ESTÃO SE LIXANDO PARA A LEI BURGUESA. Iriam denunciar é para o Coletivo de Mulheres da Letras! Após uma sugestão, uma ainda acatou: nada de Ministério Público para receber a denúncia de negaçao de contrato da ex-letranda como empregada ali (MACHISMO!!!): iriam mesmo era denunciar o machista flagrante para Lola Aronovich - aquela, que defende estupro em moças de 13 anos, agora alçada a poder de polícia da Stasi feminista.

Conforme uma delas mesmo relatou: "É o agredido que tem de saber quando foi agredido", como qualquer um sabe, quando encontra pentelhos de estro próprio em sua sopa em restaurantes, exigindo abatimentos pela agressão. O que justifica que, além de acusarem até homossexuais assumidos de "machismo" (talvez também "misoginia", em um uso pouco ortodoxo do termo), tenham feito esse maravilhoso cartaz-denúncia:

coletivo feminista.jpg

Melhor frase para começar, impossível. A cada dia, 10 mulheres são assassinadas no Brasil. Não se esqueça de que todas elas começaram sua sevícia com a gigantesca AGRESSÃO de não serem contratadas sequer para empregadas após serem jubiladas depois de perderem a vaga do curso por estarem fazendo "greve" discente (ignorando-se que estudante, não sendo trabalhador, não faz greve: como se recusa a receber um serviço, faz um boicote).

ISSO TEM QUE MUDAR. A violentíssima agressão contra mulheres não pode continuar impune desse jeito! Onde já se viu não contratarem uma estudante grevista que não concluiu o curso como faxineira?! Esse patriarcalismo não pode continuar desse jeito!

Mas a denúncia mais grave vem a seguir. Uma moça, num dos dias de greves com piquetes (a saber: uma mesa com duas grevistas sentadas em cima), foi para a faculdade acompanhada do pai. Impedida que fora pelo piquete de exercer seu livre direito de ir e vir ( Cárcere privado! Cárcere privado!!! ), seu pai cometeu o gravíssimo ato de... retirar o piquete, com grevistas junto, no braço! Uma enorme afronta à democracia e o direito de democraticamente votar, na calada da noite, por atitudes fascistas! Onde esse mundo vai parar? Isso foi demais. O Coletivo de Mulheres não deixou por menos e, além de denunciar à diretoria da FFLCH, à ADUSP e, autoritas autoritatem, à Frente Feminista da USP (e que se lasque a lei burguesa!), ainda registraram um Boletim de Ocorrência da violenta agressão sofrida:

feminismo BO.jpg

Então é isso aí, agora temos até B.O. contra os não-grevistas! E isso tem que mudar. Se o patriarcalismo continuar, as grevistas podem até... chamar a polícia!

émilie.jpg . rumo equivocado.jpg . sujeicao das mulheres.jpg