quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Bule Voador é prejudicial aos ateus

Com estranha facilidade todo o mundo se colocou de acordo para combater e injuriar o velho liberalismo. A coisa é suspeita. Porque as pessoas não costumam pôr-se de acodo a não ser em coisas um pouco velhacas ou um pouco tolas. Não pretendo que o velho liberalismo seja uma idéia plenamente razoável: como pode ser se é velho e se é ismo! Mas sim penso que é uma doutrina sobre a sociedade muito mais profunda e clara do que supõem seus detratores coletivistas, que começam por desconhecê-lo." - Ortega y Gasset, A Rebelião das Massas

O site Bule Voador já é considerado uma espécie de referencial no que se refere a ateísmo (no formato de "ismo") por estas bandas. Ligado a uma tal Liga Humanista Secular, prega valores derivados de uma ideologia muito mais partidarizada e específica do que o "ateísmo", ou a simples descrença em Deus, jogando no mesmo saco um ateu com um "humanista secular".

Não é mais um fato do Destino facilmente ignorável como alto índice de culiformes fecais em nossa alimentação - se é muito mais fácil brincar de discutir com um discípulo de Silas Malafaia do que com São Tomás de Aquino (dá pra parar de escrever o nome dele com "Santo" no lugar de "São"? puta cacofonia horrível), o mesmo se dá nessa brincadeira: cada vez mais se vê cristãos e teístas (são conceitos diversos, ignaros!) atacando os fracos argumentos do "humanismo secular" e atingindo todos os ateus, inclusive os que não se organizam em igrejas, na mesma toada.

Humanismo secular: não me representa.

O "humanismo secular" revela e esconde o que é em seu nome: por um lado, uma versão new age do espiritualismo chumbreca da geração beatnick que achava que todos se amariam se se escorassem em conceitos como "fraternidade" e "boa vontade", visto que odiavam o capitalismo e já vinham percebendo que defender as idéias decadentes do socialismo pegaria muito mal dali a poucos anos (Hipótese MacMilliam à parte). No entanto, é "secular": ou seja, o mesmo papo espiritualista, sem espíritos. É uma espécie de terceira via jurando ser boazinha. É a fraternidade universal amai-vos uns aos outros porque eu assim determinei.

umberto_creem.jpgPoderia ser apenas uma versão esteticamente desagradável do ateísmo, ignorando-se sua platitude intelectual. É a típica idéia de que falta compreensão e compaixão pelo outro para o mundo dá certo - embora este outro nunca seja um outro que esteja atualmente no poder. Mas os humanistas seculares, como toda seita modernosa, querem tratar de uma porralhada de assuntos que vão muito além de sua alçada (e capacidade), reduzindo-os todos a uma dicotomia humanista x não humanista, no máximo diferenciando entre humanistas seculares e não seculares no lado A da primeira distinção.

O termo "humanista" é tão vago em significado que tudo o que representa só tem em comum o fato de querer uma gerência mais "humana" na forma de organização social -eagleton_deus.jpg o que, afinal, não significa nada. Qualquer reformador é "humanista". Os socialistas eram humanistas. Os democratas são humanistas. A pedagogia reformadora é humanista. O existencialismo é um humanismo. O estruturalismo também é humanista. E também o pragmatismo. Qualquer coisa é arrolada sob auspícios deste conceito, desde que tenha mais intenções do que capacidade de mudar algo. A única coisa que não é "humanista" é o rigor tecnológico e intelectual que gerou progresso pra essa tal de raça humana. O humanismo é caracterizado por uma utopia cheia de boas intenções, mas que nunca escreve uma linha prática sobre um problema real específico passível de resolução.

Como bem afirmou o Ricardo Wagner, os auto-intitulados "neo-ateus" (o ateu oldschool precisa ser recauchutado? estava errado? quanto custa o recall?) discutem tudo, seja filosofia, ideologia, ética, aborto, casamento gay, cultura, literatura, culinária, videogame ou cor preferida do vibrador tentando colocar ateísmo no meio. Não é suficiente não acreditar: é preciso alardar a descrença e concordar com outros descrentes em um movimento organizado, reafirmando todo o tempo que não são de outro grupo - o cristianismo. E aplicam esse raciocínio inclusive para falar de política.

No que crêem os que não crêem

Um texto do site intitulado "O humanismo secular entre a direita e a esquerda" dá uma boa amostra dos riscos dessa cegueira.

Com um conhecimento político que eu já dominava de cor e salteado no primeiro colegial, o texto se surpreende com a maior eureka de toda a heurística do Ocidente: a direita prega um Estado tão pequeno que quase lembra os ideais anarquistas. É o problema de falar de "esquerda" e "direita" já no título de um artigo só conhecendo por esquerda Marx, Bakunin e a galerinha da Sorbonne, e por direita... nada. 15 páginas de Murray Rothbard e os meninos já não correriam o risco de se trancarem no banheiro da escola chorando.

Porém, constatado o que qualquer conhecedor da tal "direita" trata como o mais simplório fato evidente, imediatamente a gurizada passa a criticar a direita a la Sarah Palin (com foto e tudo) reclamando... dos anarquistas, por parágrafos a fio, recheados de pérolas da sabedoria humana como "os anarquistas anti-Estado que pensam que todo ser humano é um poço de racionalidade", como se qualquer irracionalidade humana, a coisa que mais critico, incluindo esses revoltadinhos, fosse se tornar racionalidade se organizada em algo estatal, preferencialmente com os escolhidos pelos editores do Bule Voador nos postos mais altos.

É curioso que ser "racional" e bancar o mega cientista conhecedor de variáveis, se achando Carl Sagan só por usar sua imagem no avatar do Twitter, para a meninada, é tratar variáveis como "irracional", e a centralização planificada e unifidacada como a racionalidade extrema. São "cientistas" com medo de números. Para eles, o mercado financeiro é uma anarquia complicada. Melhor acabar com tudo e botar a mão do Estado para organizar tudo. O Bule Voador é a "ciência" da centralização. Surpreende bastante que o site ainda não tenha patrocínio da Petrobras.

Ainda completa cerejosamente o bolo afirmando que a tal irracionalidade humana não é capaz de controlar "a infraestrutura ao seu redor", nem "a não cometer crimes". O argumento do Estado, e não da moral, controlando crimes, misturado à ânsia de culpar "a infraestrutura ao seu redor" como a veia motiz da canalhada, vale por um Maluf lendo Foucault em um palanque.

Prosseguem os tolinhos:

"Em segundo lugar, não é suficiente que o Estado seja um totem que muito simboliza e pouco faz, e é aqui que se equivoca a extrema-direita que quer transferir as funções agregadoras seculares do Estado à religião, ao mercado ou à simples iniciativa pessoal do 'homem de bem'."

A "função agregadora secular do Estado" (a ROTA na rua? o culto ao PT? que tal os analistas céticos cientistas definirem com precisão o objeto de suas análises sem termos genéricos que podem significar qualquer coisa?) é colocada em oposição "ao mercado" e à "simples iniciativa pessoal do 'homem de bem'". Eu já vi Estados seculares mais seculares do que essa religiãozinha anti-mercado e anti-iniciativa pessoal... mas como assim os liberais (é dos liberais que eles estão falando? nem eles devem saber) são a "extrema-direita"? A extrema-direita não é, justamente, uma força que toma o Estado para descer seus valores no cacete?

carlsagan_broca.jpgNessa, como fico eu, que não acredito nem em Deus (e ainda escrevo às mancheias contra o pensamento religioso), nem no Estado? Para piorar, sou a favor da livre iniciativa, da liberação das drogas, do casamento gay e também das piadas com todo mundo? Sou ateu? Ou sou "totêmico" por preferir o mercado ao Estado? O mercado não é "laico", enquanto o Estado pode ser? Sou de "extrema-direta", querendo menos influência estatal na vida privada de cada cidadão? Onde mais no mundo houve tal "extrema-direita" que valoriza o mercado e a livre iniciativa de cada cidadão? A escola austríaca é a "extrema-direita"? Então, o fascismo é o quê?

Sou humanista secular? Sou só humanista? Sou só secular e "homem de bem" entre aspas? É preciso ser um cara do mal para ser humanista secular? Posso só não acreditar em Deus e nem roubar, mas ter mp3 pirata e zerar Tomb Raider com cheat para ser considerado do mal o suficiente para ser humanista secular? Paulo Freire, que educou essas crianças, só merece críticas por ser religioso? Ou sua educação desinformante voltada para "a revolução" é o perfeito exemplo do que é o tal humanismo secular?

Pra variar, é apenas o showzinho histérico de quem adora falar de política por clichês, e não por conhecimento de causa. dawkins.jpgÉ a típica empulhação de quem cita o nome de 10 intelectuais de esquerda que mal leram para falar mal da direita, mas nunca leram uma linha de algo minimamente direitista (a ponto de confundir "extrema-direita" com liberalismo, o que me faz perguntar o que seria a direita não extrema). Showzinho esse que, por ter como platéia uma massa enorme e burbulenta de pequenezes com o mesmo desconhecimento de causa, sempre terá aplausos com o discurso mais manjado e repetitivo de sempre, que se julga "crítico" repapagueando o que sua platéia já acredita a priori cegamente. É a captatio benevolentiæ em graus liliputianos. Sua platéia aplaude achando que, com isso, consegue aplaudir a própria falta de estudos.

Continua a chuva de chavões:

"Seus pares [de Sarah Palin] foram contra o sistema de saúde público implantado no governo Obama, mas gastaram trilhões de dólares num projeto de caça internacional de terroristas que é um mal disfarçado sistema de defesa de interesses comerciais de corporações (também escolhidas como substitutas bastardas do Estado em alguns aspectos)."

Traduzindo: se for ateu, você é obrigado a concordar com o sistema de saúde americano, que pode ser danoso para a saúde dos pobres muito mais (óbvio) do que pros ricos. E se seu país sofre atentados terroristas, deixa pra lá. O que são alguns milhares de mortos, que provavelmente eram judaico-cristãos, mesmo?

A propósito, fora empresas que abocanharam a terceirização do Exército (a doutrina Rumsfeld) a Blackwater (que critiquei duramente em pleno aniversário do 11 de setembro, e sempre recomendo o livro Blackwater: A ascensão do exercito mercenário mais poderoso do mundo, do esquerdista anti-privatizante Jeremy Scahill), julgar que se caça assassinos como Osama bin Laden só porque "corporablackwater.jpgções" lucram com a guerra (era dever moral delas falir? não produzir tecnologia militar? não processar comida para os soldados?), e que estariam funcionando como "substitutas bastardas do Estado em alguns aspectos" (de novo, generalidades bom-mocísticas para obrigar o leitor a admitir sem argumentos que o Estado tem "papéis" indefinidos) é como supor que quem decide algo em Washington seja o Rupert Mordoch - quando é característica intrínseca da direita se meter cada vez menos com o governo. Como bem diz P. J. O'Rourke: "Giving money and power to government is like giving whiskey and car keys to teenage boys."

Numa associação livre sem pé nem cabeça digna do delírio de um psicanalista, o site coloca uma foto do grupo católico brasileiro que organizou a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" em 1964, tentando associá-la sabe lá como à ala neoconservadora (neocon) do Partido Republicano atual, dizendo na legenda: "sob a desculpa de combater o comunismo e defender valores tradicionais, deu força ao antilegalismo de direita que culminou no golpe militar de 1964". Como não poderia deixar de faltar, "foram estes os grandes responsáveis, em conjunto com o expansionismo americano reativo ao comunismo, por nos dar de presente uma ditadura militar de 20 anos". E eu jurando que a política externa focada no eixo sul-sul e nitidamente anti-americana baseada em "independência" de paspalhos como Muniz Bandeira tivesse começado justamente com o ditador militar Geisel, o maior criador de estatais do planeta...

Eu ainda não entendi se, para os os ateus ninja mutantes adolescentes, "a direita" é anarquista, anti-Estado e não respeita leis ou se é capaz de criar ditaduras com força estatal bruta, e onde a lei vale mais do que o cidadão. De minha parte, de Jouvenel a Reale, de Rand a Nozick, de Buchanan a Rawls, de Santayana a Block, nunca vi algo sequer parecido com essa mantícura que o site se esmera em alvejar.

A conclusão é a cagação de regra politicamente correta de sempre: "À direita e à esquerda, a lição do autoritarismo antihumanista foi o fracasso epistemológico, sem falar do moral (inclusive, Palin agora sofre ameaças de morte)." Em um passe de mágica, o anti-Estado pseudo-racional da direita vira "autoritarismo antihumanista". São esses fracassados epistemológicos que adoram criticar o "fracasso epistemológico" alheio.

Mas claro que, estando acima do bem e do mal, ou da esquerda e da direita, podendo julgar as duas redefinindo de estro próprio o que cada uma é, os "humanistas" logo mostram sua cara. Não sem antes mais umas provocaçõezinhas:

"Talvez por isso as fronteiras entre uma posição e outra estejam cada vez mais nebulosas, com um Barack Obama decepcionantemente conservador inclusive em assuntos de liberdade de expressão (WikiLeaks e Julian Assange que o digam!) e personalidades ditas neoliberais de direita paradoxalmente endossando um Estado inflado quando a questão diz respeito a assuntos economicamente estratégicos ou de defesa."

Para quem quer superar a dicotomia esquerda x direita, é curioso que reclame repentinamente das fronteiras ficarem nebulosas. E para quem se julga um bom juiz (!), é excelente perceber que questionar a liberdade do WikiLeaks vazar documentos oficiais seja "decepcionantemente conservador".

chesterton_universo.jpgNo mais, há uma pedra de toque fundamental na discussão política: quem usa a palavra "neoliberal" está errado. É simples. Simplesmente porque não existe neoliberalismo. Esse termo, cunhado por Alexander Rüstow, quer apenas reclamar de teorias adversas a posteriori, reunindo-as todas sob a mesma égide. Acaso existe uma "escola neoliberal"? Seria a Escola Austríaca? Seriam os Chicago Boys? Seriam os objetivistas? Seria o PSDB? Seriam os neocons ou o decepcionante Barack Obama? Se o Bule Voador conseguir encontrar alguém "dito neoliberal de direita" (?!), ao invés de jogar a culpa em moinhos de vento, poderá algum dia sonhar em ser um guardião da moral, da análise e da ciência em oposição à fé cega em invenções mirabolantes de profetas fracassados.

Antes de concluir, os mancebos não deixam de cometer um ato falho:

"Não há mente crítica e livre quando o interesse é a imposição da religião, a morte do Estado ou a reforma revolucionária inconsequente."

Quod erat demonstrandum, meus caros.

Mostram então as garras os recém-desfraldados:

"E é por isso que eu acredito que o humanismo secular deve ser não uma terceira via, mas um árbitro para ampliar nossa lealdade das poucas centenas para os bilhões.

'O mundo é meu país, e a ciência, minha religião', disse famosamente o astrônomo holandês Christiaan Huygens. Está na hora de repetirmos e acrescentarmos: 'e o humanismo secular é minha política prioritária, antes de me alinhar à esquerda ou à direita', se é que um alinhamento ainda faz sentido."

Alguém sem religião aí está sentindo falta de alguém ditando dogmas em sua cabeça? Pois toda religião tem o seu Silas Malafaia: o ateísmo já tem o Bule Voador. É mais importante defender essa estrovenga de "humanismo secular" do que ter um pensamento político independente (e sobretudo culto). Tudo em nome da "mente crítica". E é muito importante ser humanista antes de ser de esquerda, embora o pensamento de um humanista secular e de um esquerdista médio seja tão distinto quanto os (?) de Edir Macedo e de R. R. Soares.

"Se queremos fazer uma diferença, deve ser pela evolução (cultural), que, mesmo com toda sua aparente lentidão, fará com que causas polêmicas e acirradas de hoje virem as trivialidades de amanhã de uma sociedade laica, democrática e aberta que respeita os direitos das minorias - condição última para julgar sua saúde como sociedade que 'expande' conotativamente o número de Dunbar, com meta em um mundo que seja o país de todos."

Então está dado o recado: se você não sabe qual é a sua e nem tem uma solução política apresentável, justamente por isso você é um evoluído culturalmente, que trata qualquer polêmica como trivialidade, por ter nascido avant les temps. E, sobretudo, lute pelas minorias: porque ateísmo é isso: trocar Deus pela luta incondicional do direito de quem se diga minoria (qualquer minoria), do contrário não será ateu. Porque a meta é "um mundo que seja o país de todos" (olha o imperialismo da propaganda do governo aí!).

Note-se: isso tudo para ficar em um texto dessas crianças. Alguém precisa explicar para elas que só montar um site, por bonito que seja, não te torna cientista, filósofo ou crítico político de respeito.

Bullying voador

Um dia, após reclamar dessa queimação de filme que o site promove (fazendo com que TODO ateu pareça um leitor do facilmente refutável Bule Voador), seu Twitter oficial me respondeu que, quando eles defendem sei lá que medida "ateista", eu fico pianinho". É curioso que os guardiões alumiados da razão, da democracia, da sociedade laica, aberta e democrática que respeita todos possa dizer qual é meu comportamento sem me conhecer.

É o site que diz que defende o Bolsa-Família porque "são humanistas", mas não tem nada de partidário. Eu defendo o Bolsa-Família por ser um passo de um programa criado por Milton Friedman e que funcionou, embora seu caráter esmolista e não integrante (além de partidário) no Brasil vá torná-lo um estorvo. Ter "boas intenções" (ou "ser humanista" tem mais sentido do que isso?) não o ajuda em absolutamente nada. Boa intenção qualquer um tem. Qualquer crente tem.

eagleton_jesus.jpgCom uma boa platéia pagando pra ver o arranca-rabo, o Bule não gostou de eu dizer que esse ateísmo de butique queima o filme. Imediatamente me perguntou se "filósofos GAYZISTAS de direita como [Robert] Nozick e [Thomas] Nagel queimam o filme". Ora, a resposta é simples: não, eles são foda. Como Einstein, Hawking, Heidegger, Schopenhauer, Camus, Dickens, Dennett, Comte-Sponville, Asimov, Clarke, Diamond, Mencken, Andreiev, Cioran, Horstmann, Hemingway, Santayana, Rand, Croce, Calin, Block e tantos outros. A questão é que vocês do Bule não são eles. Eles são ótimos. Vocês são queima-filme. Ou acham que só por usar uma foto de Carl Sagan já valem tanto quanto o original? Quer dizer que os "racionais", quando criticados, confundem a si próprios com sumidades como Nozick e Nagel?!

Claro, para o Bule, isso são as falácias argumentum ad hominem e argumentum ad verecundiam, que ele me recomenda procurar em um manual de falácias. Manuais de nomes em latim existem porque latinistas como eu compilam tais termos, retirados de obras de retórica do cânone da Humanidade, desde a Retórica de Aristóteles até a Nova Retórica de Chaïm Perelman, passando por obras fundamentais como De Oratore de Cícero ou Quintiliano. Acreditar que estas duas formas de argumentação constituem falácias é prova de nunca ter topado com uma obra como Institutio Oratoria ou De Partitione Oratoria. É de se perguntar se os meninos sabem mesmo a diferença entre argumentum ad rem e ad hominem, para não perceberem por que têm estes nomes. Mas também seria interessante saber o que "eu ficar pianinho" quando o Bule defende sei lá que medida ateísta (se o site nem me conhecia) é diferente de uma falácia (esta sim) ad hominem.

Mais gente quis saber por que o GAYZISTA (em caixa alta do original) apareceu na discussão. Ainda mais depois de eu ganhar mais de 200 RTs com dois tweets zoando o Orgulho Hetero. Foi preciso explicar para muita gente: não, o Bule não me flagrou em nenhuma ação de homofobia. Só precisou imputar a mim o que não sou, preferencialmente um rótulo odioso, para poder, refutando um rótulo bobo, achar que me atinge.

Para "provar" por que enfiava "gayzismo" em caixa alta na conversa, o Bule mostrou uma imagem com minhas respostas. Peço a algum racional ateu que não acredita em fantasmas encontrar menções à palavra "gay" sendo proferida por mim:

print bule 2.jpg

Deu pra notar como os ateus aí são "científicos", "analistas" e "críticos" que não usam de chutes lógicos e golpes de fé pra ver se acertam algo?

Hoje já foi diferente. Publiquei o texto Os Bolsonaros da esquerda são piores no Implicante, que começa com simplesmentre 12 parágrafos com meu típico humor refinado (sabemos como o humor é nocivo para o pensamento religioso). Um deles, dizendo que o maior motivo para os filhos rspeitarem os pais é que estes últimos são mais fortes - não sei quanto aos "analíticos" do Bule, mas em casa, nenhum argumento doía em meus pais tanto quanto as cintadas doíam em mim.

A galera que me chama de "cricri" por reclamar do Bule sempre lembra que eles gostam de argumentar civilizada e democraticamente. O que o Bule fez foi repassar aos fiéis de sua igrejinha o tweet:

print bule 3.jpg

Não cita a fonte para os "cientistas" seguidores analisarem eles próprios. Não é capaz de identificar uma piada, e ainda querem se supor guardiões de um entendimento de textos maior do que crentes (ao menos estudei dialética, exegese e hermenêutica com nêgo tentando entender parábola). Apenas passam uma mensagem já mastigada a ser engolida sem questionamento por seus fiéis seguidores. Até agora não tiveram coragem de revelar a fonte para seus fiéis (quem costuma ter esse comportamento, mesmo?), preferindo apenas a difamação localizada e descontextualizada.

O que esse Bule consegue é apenas dar chutes cegos e ver se atinge algo. Supor que alguém é "gayzista" por ser crítico das ridículas medidas pró-gay do governo, que só devem é causar constrangimento na população gay. Supor que alguém "fica pianinho" (como se tivesse o dever de criticar cada coisa criticável em um todo site ruim) sem a conhecer (medida que o Eli Vieira, um dos "famosos" militantes desse tal humanismo secular, também adota, como me chamar de "germanista" entre aspas sem conhecer meu trabalho). São golpes de fé. Não são argumentos - são afirmações genéricas deslocadas, mas trocando o "Jesus está voltando" (e o que isso significa? estou com o carnê do Baú celestial em dia?) por "ateus são mais inteligentes e racionais".

Repetir que é racional 20 vezes não te torna uma pessoa racional. Ainda menos do que ler manual de falácia na internet e repetir ad nauseam (!) a expressão "ad hominem", como se todo argumento ad hominem fosse falacioso.

É nocivo que um site que consiga cometer tantos erros e dar tantos chiliques em público e seja tratado como "representante dos ateus". Ateu é apenas o cara que não acredita. Não preciso de uma igreja para tal. Não preciso concordar com outros ateus em tudo - ainda mais porque a religião cometeu infinitamente menos mal em 3 milênios do que ateus comuno-fascistas conseguiram cometer em um século (e que mal há em encarar o fato? seria como "não gostar" de 2 + 2 serem 4). E não preciso aplaudir a ignorãncia do Bule ao lidar com n assuntos só porque concordo com o ateísmo do site.

Ainda mais sendo um site que critica tanto o enriquecimento de igrejas que cobram dízimo em troca de ameaças de Inferno, e aplaudem um governo que cobra 35,04% do que trabalhamos em impostos, sob ameaça de cadeia.

26 pessoas leram e discordaram:

Anônimo disse...

Flávio,
Ótimo texto, certo e coerente, como de costume.

Por outro lado, deixo-te, e agradeceria se pudesses comentá-lo, um trecho do artigo "Capitalism and Freedom" do Vol. 1, Ed. 1, da Revista "The New Individualist",
datada de abril de 1961, que serviu de base pro clássico homônimo, no qual o Friedamnn explica a utilização dos termos "liberalismo" e "neoliberalismo":

"IN DISCUSSING the principles of a free society it is desirable to have a convenient
label and this has become extremely difficult. In the late 18th and early 19th centuries,
an intellectual movement developed that went under the name of Liberalism. This
development, which was a reaction against the authoritarian elements in the prior
society, emphasized freedom as the ultimate goal and the individual as the ultimate
entity in the society. It supported laissez faire at home as a means of reducing the role
of the state in economic affairs and thereby avoiding interfering with the individual; it
supported free trade abroad as a means of linking the nations of the world together
peacefully and democratically. In political matters, it supported the development of
representative government and of parliamentary institutions, reduction in the arbitrary
power of the state, and protection of the civil freedoms of individuals.
Beginning in the late 19th century, the intellectual ideas associated with the term
liberalism came to have a very different emphasis, particularly in the economic area.
Whereas 19th century liberalism emphasized freedom, 20th century liberalism tended
to emphasize welfare. I would say welfare instead of freedom though the 20th century
liberal would no doubt say welfare in addition to freedom. The 20th century liberal
puts his reliance primarily upon the state rather than on private voluntary
arrangements.
The difference between the two doctrines is most striking in the economic sphere, less
extreme in the political sphere. The 20th century liberal, like the 19th century liberal,
puts emphasis on parliamentary institutions, representative government, civil rights,
and so on. And yet even here there is an important difference. Faced with the choice
between having the state intervene or not, the 20th century liberal is likely to resolve
any doubt in favor of intervention; the 19th century liberal, in the other direction.
When the question arises at what level of government something should be done, the
20th century liberal is likely to resolve any doubt in favor of the more centralized
level—the state instead of the city, the federal government instead of the state, a
world organization instead of a federal government. The 19th century liberal is likely
to resolve any doubt in the other direction and to emphasize a decentralization of
power.
This use of the term liberalism in these two quite different senses renders it difficult to
have a convenient label for the principles I shall be talking about. I shall resolve these
difficulties by using the word liberalism in its original sense. Liberalism of what I
have called the 20th century variety has by now become orthodox and indeed
reactionary. Consequently, the views I shall present might equally be entitled, under
current conditions, the “new liberalism,” a more attractive designation than
“nineteenth century liberalism.”

Transcrevi o trecho somente porque tu sustentaste a inexistência do termo neoliberalismo.

Grato

Anônimo disse...

E vá para o caralho o cidadão que colocou esse tomo de texto sobre o neoliberalismo...

Anônimo disse...

É diante de ignaros como esses do "Bule" que eu penso em me converter ao cristianismo.

Rapidfire disse...

Assino em baixo. Já fizeram um artigo lá excomungando Hitchens do "Humanismo Secular" pelo crime de ter criticado Assange e ter apoiado a deposição do genocida Saddam Hussein e sua família de psicopatas a força.

E em discussões políticas por lá sempre rola o "exemplo" do paraíso do welfare state nórdico. Os ditos racionalistas não se propõe a um minuto de pesquisa no Google pra se darem conta da besteira que falam e o tiro no pé da argumentação;

livre disse...

O Bule Viador é um site/twitter homo-ateísta, controlado por um tal Eli Vieira, militante gay esquerdopata que se julga o supra-sumo da racionalidade, assim como a quase totalidade dos babacas que saem repetindo cada bobagem que ele posta.

Percebe-se que a motivação dele e de seu bando é atacar o Cristianismo por este ser o principal obstáculo ao avanço da autoritária agenda gay e à implantação do tão sonhado totalitarismo esquerdista.

O Bule Viador parece cumprir muito bem pelo menos um papel: é motivo de piada para cristãos e de vergonha para ateus.

Anônimo disse...

Não tenho nada contra homossexuais, só não gosto dos viados do Bule Viador.
O Bule Viador é a típica militância de esquerda. Lembra-se de FHC, esquerdista sim, de mão cheia, que por motivos políticos se vendeu à ICAR? Pois bem, o Bule Viador mantém fanáticos crentes em seus quadros para fazer proselitismo religioso e justificar um fantasma chamado jesus histórico. Para isso já existem os PedirmaIScedoS e os Malacheias da vida. Se o Bule Viador abre espaço para essa gente, é porque o ateísmo é o que menos importa lá. O propósito é o totalitarismo de esquerda, com ou sem religião, de preferência com, pois uma manada iludida é mais fácil de ser controlada.
Leitores do Bule Viador estão pedindo neste momento os endereços dos sites de seus "caluniadores". Até agora não divulgaram. Talvez porque o tiro possa sair pela culatra.

Anônimo disse...

Saca o nível dos comentários. hehe

fzort disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fzort disse...

Não conhecia esse tal de Bule, mas pelo jeito o raciossímio deve ser mais ou menos o seguinte: "uma pessoa como Sarah Palin é cristã declarada e de direita; logo, para ser um cara bacana com Carl Sagan, ateu, amigo da razão e da humanidade, eu preciso ser de esquerda."

Oi, já ouviram falar de Lysenko? Ou a expressão "pseudociência burguesa"? A ciência se fodeu na União Soviética; disciplinas como a cibernética foram banidas porque não eram consideradas compatíveis com o materialismo dialético. (Aliás, a ciência se fodeu sob qualquer regime totalitário: os Aliados inventaram o radar e produziram a fissão nuclear, enquanto os Nazistas faziam experiências com sinos capazes de matar à distância.) Isso está lembrando o comentário que alguém fez lá no Implicante: só os esquerdistas são tolerantes a opções sexuais não convencionais; a perseguição que os homossexuais sofreram em TODOS os regimes socialistas da história é mero detalhe.

Como dito, não conhecia esse Bule, mas o seu post serviu para alguma coisa: depois dessa vou tentar ler mais sobre lógica, porque confesso que eu também andei lendo listinhas de falácias com nomes em latim nas internets.

Paulo - (estudos, e afins) disse...

Flavio,

não porque sou teísta (uma espécie de teísta agnóstico... rs), e não porque já tinha dito de alguma forma que o BULE deixam as coisas fáceis para Teístas Tomistas ou leitores de Chesterton... nada disso!
Simplesmente porque seu texto realmente ficou muito bom! Principalmente em relação ao neo-liberalismo. Gostei das observações que você faz em relação as óbvias intenções (políticas? esquerdistas? tanto faz, lá esses "termos" se identificam!) pretendidas pelo BULE.

Abraços,

Paulo Júnio

Anônimo disse...

Tio Morgen,

Creio que tenha sido erros de digitação, mas três palavras me pareceram um tanto "tortas". Em duas mantenho séria dúvida se minha intervenção apresenta substrato sólido (que serão listadas primeiras). Adianto que não pude averiguar determinadas possibilidades por conta de alguns empecilhos técnicos.

Primeira palavra, "culiformes". Reputo a grafia "não ortodoxa" à um trocadilho. Não tenho, entretanto, certeza. Fica a observação.

Segunda, "mantícura". Sou péssimo leitor da mitologia grega, mas tinha para mim que era manticora. Grafia que encontra ressonância com o corretor do chrome (e do Houaiss). Desconheço, porém, o processo de agregação da palavra ao português. Novamente, fica a observação, com as reservas já referidas.

Terceira. Aqui tenho mais segurança em afirmar o equívoco. "ignorãncia". Pleonasmo fonético.

Fora essas questões pontuais (e secundárias, uma vez que não deves fazer severa inspeção no alinhamento textual), faço, de modo um tanto desnecessário, elogios ao texto. Mui bem arquitetado, como sói de acontecer. Como "crítica" (afinal, chamar algo que se baseia unicamente em gosto pessoal em crítica é abusar do sentido da mesma, não que ela já não tenha sido repetidademente molestada) é ausência de expressões que o "pudor-burguês-reacionário-conservador-hipócrita-castrador" chamaria de chulas.

Respeitosamente,

Alexandre B.

Guilherme Balan disse...

Opa. Faltou conhecimento do que é a Liga.

Chama Liga por isso: são textos de várias pessoas, cada uma com uma opinião. O autor desse texto de política só fala por ele mesmo.

No twitter, mesma coisa, uma galera se reveza lá. Já foram várias mancadas, e eu sei que ele acaba representando uma entidade, mas a verdade é que as mancadas são individuais e que há muito pau nos bastidores da Liga.

Terceiro, humanismo quer mesmo dizer um monte de coisa, mas o da LiHS tá bem explicado no site deles. Sugiro que leia e fale mal daquele especificamente :)

No mais cê tá no seu direito, tem que bater pra LiHS aprender!

um abraço!

AbsintheSuper disse...

Apreciei seu comentário! Sempre estoi de olho no Bule Voador no Youtube. Colocam coisas legais. De resto, concordo com você, sou ateu, sou livre, tenho minhas próprias idéias e críticas. Critico tudo, sempre.

marciogaroni disse...

O Senhor defeca pela boca! :D

Félix Maranganha disse...

Que dizer? Bem vindo ao meu mundo (http://ocalangoabstrato.blogspot.com/2011/07/quando-os-humanos-te-decepcionam.html), ao mundo de Arthur Golgo Lucas (http://arthur.bio.br/2011/08/21/religiao/a-seita-fundamentalista-do-bule-voador) e Pedro Gabriel (http://www.facebook.com/note.php?note_id=311217892237671). Na verdade, é uma lista muito grande de quem é ateu, humanista ou ambos que não anda gostando muito do que o Bule Voador anda fazendo, seja em nome do ateísmo, seja em nome do humanismo.

Ah, e discordo um pouco de sua visão de humanismo, pois existe também uma visão ética da coisa que o próprio Bule Voador negligencia ou transparece desconhecer.

No mais, é um ótimo texto.

Anônimo disse...

Quanto ao conceito de "Liga", o kara aí está enganado. È claro "liga" é a junção de indivíduos(textos e pensamentos diversos mas dentro uma área especifica.), mas muito longe de isso significar uma coletânea de textos sem nenhuma "ligação" entre eles,como o kara colocou acima "cada uma com uma opinião. O autor desse texto de política só fala por ele mesmo". Não é bem assim, assim como a DIlma não fala só por ela, mas fala pelo PT também, salvo, uma ressalva dela assim como a Marina fazia quanto ao partido verde. Liga na seara política é sinônimo de ASSOCIAÇÃO. Então, ao menos que o autor faça uma ressalva sobre sua opinião em particular, o seu texto, publicado pela LiHS responde pela Liga como ao todo.


liga
li.ga
sf (lat med liga) 1 Ato ou efeito de ligar. 2 Metal Substância composta de dois ou mais metais intimamente misturados e unidos, geralmente por fusão. 3 Metal Combinação de um metal e um metalóide, como o aço, que é uma combinação de ferro e carbono. 4 Proporção em que um metal menos valioso entra em outro precioso para dar-lhe mais dureza ou outra qualidade; título: Liga das moedas. 5 Metal misturado a outro mais valioso para dar a este mais dureza ou outra qualidade desejada, por exemplo em moedas. 6 Associação (política, cultural, desportiva etc.). 7 Coligação, aliança. 8 Pacto. 9 Fita, geralmente elástica, com a qual se prende a meia à perna. 10 Reg (Rio Grande do Sul) Felicidades, sorte no jogo, em amores etc. adj gír Bom, camarada; que secunda, desculpa, facilita. Não fazer boa liga: não se ajustar bem uma coisa ou pessoa com outra, não se harmonizar; não dizer bem. [michaelis, dicionário]

Pedro G.

Damião Pereira disse...

O Caneco Avoado é um site GLS, feminista e abortista que apenas usa a capa de ateísmo para atrair retardos fanáticos para a militância dessas causas. São tão fanáticos quanto um muçulmano xiita. E fascistas pois defendem liberdade de uns e restrição da liberdade de outros. Ditadores que expulsam, xingam e fazem buylling com todos os ateus que postam qualquer comentário que contrarie os seus dogmas hedonistas. A tal de Liga dos Hedonistas Sensualistas é uma grande farsa.
Pra representar os ateus (e não apenas 50% deles, os que concordam com a agenda gayanista: http://planetaateu.blogspot.com/2011/08/pesquisa-comprova-nao-acreditar-em-deus.html) eles teriam que conceder o espaço a todos os ateus postarem artigos os pró-gays e os contrários ao homossexualismo; aos feministas e aos não-feministas; aos abortistas e aos pró-vida; aos hedonistas e aos pró-família. E todos deveriam ser igualmente respeitados. Por isso mesmo não pode falar em nome dos ateus, pois não representa a todos os ateus, apenas a banda podre. Eles são uma seita proselitista.

Neto disse...

Fiquei intrigado com essa frase " Eu defendo o Bolsa-Família por ser um passo de um programa criado por Milton Friedman e que funcionou".

Você poderia me passar um texto dele de referência?

Anônimo disse...

Crie uma organização dedicada um tema, qualquer tema, e sempre os proselitistas fanáticos vão eventualmente dominar o grupo.
Larguei a militancia ateia quando me dei conta que o grupo em que trabalhava estava quase virando uma igreja.
Larguei na hora certa, já são uma seita completa hoje: até tabu alimentar ja possuem. Morreria de vergonha de ainda estar associado a eles.

Anônimo disse...

Essa merda de Bule Voador me da vergonha.

Eli Vieira = Riquinho esquerdista...

Os americanos chamam de "Limousine Liberal"...

riquinho, sempre teve tudo na mão e agora quer salvar o mundo. No You Tube disse que o estado tem de existir, citou um biologo pra afirmar que se o estado cessar;...vejam só: vamos entrar em guerra civil(pois somos seres sociais).

O babaquinha comunista, acredita em coerção e controle.
Ele é viado... e quer que todo mundo ame viados, e ele quer usar o estado pra isso.

Nada contra viados, mas tudo contra Eli Vieira.

Uma vergonha para os gays, uma vergonha para os ateus.

Um riquinho trouxa...

yuri disse...

Eu ia destacar alguns trechos que me fizeram até rir, mesmo com febre, gripe e etc, mas também por isso, não citarei XD

Limito-me a dizer que foi um dos maiores MASSACRES que já vi. Parabéns.

Bule Viado'r disse...

Detonou... :)

Os homosexuais NS ficam putinhos...
Nem sabem do que tão falando, cambada de revolucionario filhinho de mamãe e papaizinho.

Anônimo disse...

Não sei não. Do pouco que aprendi nas aulas de Teoria do Estado na faculdade de Direito, sabe-se que a sociedade existe para facilitar a sobrevivência humana. Isso porque cada "sócio" colabora com a sua força de trabalho aliada às suas habilidades. Assim sendo, deve o Estado, a quem a coletividade sede parte da sua liberdade e força proteger a todos e resguardar das mazelas sociais na medida das possibilidades da máquina estatal. Não é um favor. É para isso que ele existe.

Anônimo disse...

É pobre esse maniqueísmo esquerda x direita e termos como esquerdista, petralha (seja lá o que isso for) e afins. Me parece um espantalho que criam para ridicularizar a busca da concretização de direitos fundamentais estampados na Constituição Federal brasileira. Não de ser contra ou a favor do homossexualismo. Orientação sexual é muito mais genético que simples escolha. Se você não sente o mesmo tipo de atração, bem, isso não lhe dá o direito de interferir na vida íntima de ninguém que tenha experiências sexuais diferentes das suas.

Anônimo disse...

Ateu contra a homossexualidade?! Pois sim! Está sabendo que o único argumento que se apresenta contra a relação sexual ou afetiva entre pessoas de mesmo sexo é religioso, não?

Isabelle disse...

Que texto fraco. É sua opinião, mas é fraco. Fala que o Bule que faz a cabeça das pessoas sendo que você tenta o mesmo, com esse texto medíocre. E pelos comentários, teve sucesso; muitos sem opinião própria ou discernimento acataram as besteiras que disse. E falar sobre a homossexualidade é muito coisa de idiota, se você quer ser ateu e homofóbico, seja, mas saiba que é extremamente incoerente, assim como negro cristão. Você é livre pra ser idiota, só não interfira na vida alheia com sua imbecilidade. Abraço!

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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O Bule Voador é prejudicial aos ateus


Com estranha facilidade todo o mundo se colocou de acordo para combater e injuriar o velho liberalismo. A coisa é suspeita. Porque as pessoas não costumam pôr-se de acodo a não ser em coisas um pouco velhacas ou um pouco tolas. Não pretendo que o velho liberalismo seja uma idéia plenamente razoável: como pode ser se é velho e se é ismo! Mas sim penso que é uma doutrina sobre a sociedade muito mais profunda e clara do que supõem seus detratores coletivistas, que começam por desconhecê-lo." - Ortega y Gasset, A Rebelião das Massas

O site Bule Voador já é considerado uma espécie de referencial no que se refere a ateísmo (no formato de "ismo") por estas bandas. Ligado a uma tal Liga Humanista Secular, prega valores derivados de uma ideologia muito mais partidarizada e específica do que o "ateísmo", ou a simples descrença em Deus, jogando no mesmo saco um ateu com um "humanista secular".

Não é mais um fato do Destino facilmente ignorável como alto índice de culiformes fecais em nossa alimentação - se é muito mais fácil brincar de discutir com um discípulo de Silas Malafaia do que com São Tomás de Aquino (dá pra parar de escrever o nome dele com "Santo" no lugar de "São"? puta cacofonia horrível), o mesmo se dá nessa brincadeira: cada vez mais se vê cristãos e teístas (são conceitos diversos, ignaros!) atacando os fracos argumentos do "humanismo secular" e atingindo todos os ateus, inclusive os que não se organizam em igrejas, na mesma toada.

Humanismo secular: não me representa.

O "humanismo secular" revela e esconde o que é em seu nome: por um lado, uma versão new age do espiritualismo chumbreca da geração beatnick que achava que todos se amariam se se escorassem em conceitos como "fraternidade" e "boa vontade", visto que odiavam o capitalismo e já vinham percebendo que defender as idéias decadentes do socialismo pegaria muito mal dali a poucos anos (Hipótese MacMilliam à parte). No entanto, é "secular": ou seja, o mesmo papo espiritualista, sem espíritos. É uma espécie de terceira via jurando ser boazinha. É a fraternidade universal amai-vos uns aos outros porque eu assim determinei.

umberto_creem.jpgPoderia ser apenas uma versão esteticamente desagradável do ateísmo, ignorando-se sua platitude intelectual. É a típica idéia de que falta compreensão e compaixão pelo outro para o mundo dá certo - embora este outro nunca seja um outro que esteja atualmente no poder. Mas os humanistas seculares, como toda seita modernosa, querem tratar de uma porralhada de assuntos que vão muito além de sua alçada (e capacidade), reduzindo-os todos a uma dicotomia humanista x não humanista, no máximo diferenciando entre humanistas seculares e não seculares no lado A da primeira distinção.

O termo "humanista" é tão vago em significado que tudo o que representa só tem em comum o fato de querer uma gerência mais "humana" na forma de organização social -eagleton_deus.jpg o que, afinal, não significa nada. Qualquer reformador é "humanista". Os socialistas eram humanistas. Os democratas são humanistas. A pedagogia reformadora é humanista. O existencialismo é um humanismo. O estruturalismo também é humanista. E também o pragmatismo. Qualquer coisa é arrolada sob auspícios deste conceito, desde que tenha mais intenções do que capacidade de mudar algo. A única coisa que não é "humanista" é o rigor tecnológico e intelectual que gerou progresso pra essa tal de raça humana. O humanismo é caracterizado por uma utopia cheia de boas intenções, mas que nunca escreve uma linha prática sobre um problema real específico passível de resolução.

Como bem afirmou o Ricardo Wagner, os auto-intitulados "neo-ateus" (o ateu oldschool precisa ser recauchutado? estava errado? quanto custa o recall?) discutem tudo, seja filosofia, ideologia, ética, aborto, casamento gay, cultura, literatura, culinária, videogame ou cor preferida do vibrador tentando colocar ateísmo no meio. Não é suficiente não acreditar: é preciso alardar a descrença e concordar com outros descrentes em um movimento organizado, reafirmando todo o tempo que não são de outro grupo - o cristianismo. E aplicam esse raciocínio inclusive para falar de política.

No que crêem os que não crêem

Um texto do site intitulado "O humanismo secular entre a direita e a esquerda" dá uma boa amostra dos riscos dessa cegueira.

Com um conhecimento político que eu já dominava de cor e salteado no primeiro colegial, o texto se surpreende com a maior eureka de toda a heurística do Ocidente: a direita prega um Estado tão pequeno que quase lembra os ideais anarquistas. É o problema de falar de "esquerda" e "direita" já no título de um artigo só conhecendo por esquerda Marx, Bakunin e a galerinha da Sorbonne, e por direita... nada. 15 páginas de Murray Rothbard e os meninos já não correriam o risco de se trancarem no banheiro da escola chorando.

Porém, constatado o que qualquer conhecedor da tal "direita" trata como o mais simplório fato evidente, imediatamente a gurizada passa a criticar a direita a la Sarah Palin (com foto e tudo) reclamando... dos anarquistas, por parágrafos a fio, recheados de pérolas da sabedoria humana como "os anarquistas anti-Estado que pensam que todo ser humano é um poço de racionalidade", como se qualquer irracionalidade humana, a coisa que mais critico, incluindo esses revoltadinhos, fosse se tornar racionalidade se organizada em algo estatal, preferencialmente com os escolhidos pelos editores do Bule Voador nos postos mais altos.

É curioso que ser "racional" e bancar o mega cientista conhecedor de variáveis, se achando Carl Sagan só por usar sua imagem no avatar do Twitter, para a meninada, é tratar variáveis como "irracional", e a centralização planificada e unifidacada como a racionalidade extrema. São "cientistas" com medo de números. Para eles, o mercado financeiro é uma anarquia complicada. Melhor acabar com tudo e botar a mão do Estado para organizar tudo. O Bule Voador é a "ciência" da centralização. Surpreende bastante que o site ainda não tenha patrocínio da Petrobras.

Ainda completa cerejosamente o bolo afirmando que a tal irracionalidade humana não é capaz de controlar "a infraestrutura ao seu redor", nem "a não cometer crimes". O argumento do Estado, e não da moral, controlando crimes, misturado à ânsia de culpar "a infraestrutura ao seu redor" como a veia motiz da canalhada, vale por um Maluf lendo Foucault em um palanque.

Prosseguem os tolinhos:

"Em segundo lugar, não é suficiente que o Estado seja um totem que muito simboliza e pouco faz, e é aqui que se equivoca a extrema-direita que quer transferir as funções agregadoras seculares do Estado à religião, ao mercado ou à simples iniciativa pessoal do 'homem de bem'."

A "função agregadora secular do Estado" (a ROTA na rua? o culto ao PT? que tal os analistas céticos cientistas definirem com precisão o objeto de suas análises sem termos genéricos que podem significar qualquer coisa?) é colocada em oposição "ao mercado" e à "simples iniciativa pessoal do 'homem de bem'". Eu já vi Estados seculares mais seculares do que essa religiãozinha anti-mercado e anti-iniciativa pessoal... mas como assim os liberais (é dos liberais que eles estão falando? nem eles devem saber) são a "extrema-direita"? A extrema-direita não é, justamente, uma força que toma o Estado para descer seus valores no cacete?

carlsagan_broca.jpgNessa, como fico eu, que não acredito nem em Deus (e ainda escrevo às mancheias contra o pensamento religioso), nem no Estado? Para piorar, sou a favor da livre iniciativa, da liberação das drogas, do casamento gay e também das piadas com todo mundo? Sou ateu? Ou sou "totêmico" por preferir o mercado ao Estado? O mercado não é "laico", enquanto o Estado pode ser? Sou de "extrema-direta", querendo menos influência estatal na vida privada de cada cidadão? Onde mais no mundo houve tal "extrema-direita" que valoriza o mercado e a livre iniciativa de cada cidadão? A escola austríaca é a "extrema-direita"? Então, o fascismo é o quê?

Sou humanista secular? Sou só humanista? Sou só secular e "homem de bem" entre aspas? É preciso ser um cara do mal para ser humanista secular? Posso só não acreditar em Deus e nem roubar, mas ter mp3 pirata e zerar Tomb Raider com cheat para ser considerado do mal o suficiente para ser humanista secular? Paulo Freire, que educou essas crianças, só merece críticas por ser religioso? Ou sua educação desinformante voltada para "a revolução" é o perfeito exemplo do que é o tal humanismo secular?

Pra variar, é apenas o showzinho histérico de quem adora falar de política por clichês, e não por conhecimento de causa. dawkins.jpgÉ a típica empulhação de quem cita o nome de 10 intelectuais de esquerda que mal leram para falar mal da direita, mas nunca leram uma linha de algo minimamente direitista (a ponto de confundir "extrema-direita" com liberalismo, o que me faz perguntar o que seria a direita não extrema). Showzinho esse que, por ter como platéia uma massa enorme e burbulenta de pequenezes com o mesmo desconhecimento de causa, sempre terá aplausos com o discurso mais manjado e repetitivo de sempre, que se julga "crítico" repapagueando o que sua platéia já acredita a priori cegamente. É a captatio benevolentiæ em graus liliputianos. Sua platéia aplaude achando que, com isso, consegue aplaudir a própria falta de estudos.

Continua a chuva de chavões:

"Seus pares [de Sarah Palin] foram contra o sistema de saúde público implantado no governo Obama, mas gastaram trilhões de dólares num projeto de caça internacional de terroristas que é um mal disfarçado sistema de defesa de interesses comerciais de corporações (também escolhidas como substitutas bastardas do Estado em alguns aspectos)."

Traduzindo: se for ateu, você é obrigado a concordar com o sistema de saúde americano, que pode ser danoso para a saúde dos pobres muito mais (óbvio) do que pros ricos. E se seu país sofre atentados terroristas, deixa pra lá. O que são alguns milhares de mortos, que provavelmente eram judaico-cristãos, mesmo?

A propósito, fora empresas que abocanharam a terceirização do Exército (a doutrina Rumsfeld) a Blackwater (que critiquei duramente em pleno aniversário do 11 de setembro, e sempre recomendo o livro Blackwater: A ascensão do exercito mercenário mais poderoso do mundo, do esquerdista anti-privatizante Jeremy Scahill), julgar que se caça assassinos como Osama bin Laden só porque "corporablackwater.jpgções" lucram com a guerra (era dever moral delas falir? não produzir tecnologia militar? não processar comida para os soldados?), e que estariam funcionando como "substitutas bastardas do Estado em alguns aspectos" (de novo, generalidades bom-mocísticas para obrigar o leitor a admitir sem argumentos que o Estado tem "papéis" indefinidos) é como supor que quem decide algo em Washington seja o Rupert Mordoch - quando é característica intrínseca da direita se meter cada vez menos com o governo. Como bem diz P. J. O'Rourke: "Giving money and power to government is like giving whiskey and car keys to teenage boys."

Numa associação livre sem pé nem cabeça digna do delírio de um psicanalista, o site coloca uma foto do grupo católico brasileiro que organizou a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" em 1964, tentando associá-la sabe lá como à ala neoconservadora (neocon) do Partido Republicano atual, dizendo na legenda: "sob a desculpa de combater o comunismo e defender valores tradicionais, deu força ao antilegalismo de direita que culminou no golpe militar de 1964". Como não poderia deixar de faltar, "foram estes os grandes responsáveis, em conjunto com o expansionismo americano reativo ao comunismo, por nos dar de presente uma ditadura militar de 20 anos". E eu jurando que a política externa focada no eixo sul-sul e nitidamente anti-americana baseada em "independência" de paspalhos como Muniz Bandeira tivesse começado justamente com o ditador militar Geisel, o maior criador de estatais do planeta...

Eu ainda não entendi se, para os os ateus ninja mutantes adolescentes, "a direita" é anarquista, anti-Estado e não respeita leis ou se é capaz de criar ditaduras com força estatal bruta, e onde a lei vale mais do que o cidadão. De minha parte, de Jouvenel a Reale, de Rand a Nozick, de Buchanan a Rawls, de Santayana a Block, nunca vi algo sequer parecido com essa mantícura que o site se esmera em alvejar.

A conclusão é a cagação de regra politicamente correta de sempre: "À direita e à esquerda, a lição do autoritarismo antihumanista foi o fracasso epistemológico, sem falar do moral (inclusive, Palin agora sofre ameaças de morte)." Em um passe de mágica, o anti-Estado pseudo-racional da direita vira "autoritarismo antihumanista". São esses fracassados epistemológicos que adoram criticar o "fracasso epistemológico" alheio.

Mas claro que, estando acima do bem e do mal, ou da esquerda e da direita, podendo julgar as duas redefinindo de estro próprio o que cada uma é, os "humanistas" logo mostram sua cara. Não sem antes mais umas provocaçõezinhas:

"Talvez por isso as fronteiras entre uma posição e outra estejam cada vez mais nebulosas, com um Barack Obama decepcionantemente conservador inclusive em assuntos de liberdade de expressão (WikiLeaks e Julian Assange que o digam!) e personalidades ditas neoliberais de direita paradoxalmente endossando um Estado inflado quando a questão diz respeito a assuntos economicamente estratégicos ou de defesa."

Para quem quer superar a dicotomia esquerda x direita, é curioso que reclame repentinamente das fronteiras ficarem nebulosas. E para quem se julga um bom juiz (!), é excelente perceber que questionar a liberdade do WikiLeaks vazar documentos oficiais seja "decepcionantemente conservador".

chesterton_universo.jpgNo mais, há uma pedra de toque fundamental na discussão política: quem usa a palavra "neoliberal" está errado. É simples. Simplesmente porque não existe neoliberalismo. Esse termo, cunhado por Alexander Rüstow, quer apenas reclamar de teorias adversas a posteriori, reunindo-as todas sob a mesma égide. Acaso existe uma "escola neoliberal"? Seria a Escola Austríaca? Seriam os Chicago Boys? Seriam os objetivistas? Seria o PSDB? Seriam os neocons ou o decepcionante Barack Obama? Se o Bule Voador conseguir encontrar alguém "dito neoliberal de direita" (?!), ao invés de jogar a culpa em moinhos de vento, poderá algum dia sonhar em ser um guardião da moral, da análise e da ciência em oposição à fé cega em invenções mirabolantes de profetas fracassados.

Antes de concluir, os mancebos não deixam de cometer um ato falho:

"Não há mente crítica e livre quando o interesse é a imposição da religião, a morte do Estado ou a reforma revolucionária inconsequente."

Quod erat demonstrandum, meus caros.

Mostram então as garras os recém-desfraldados:

"E é por isso que eu acredito que o humanismo secular deve ser não uma terceira via, mas um árbitro para ampliar nossa lealdade das poucas centenas para os bilhões.

'O mundo é meu país, e a ciência, minha religião', disse famosamente o astrônomo holandês Christiaan Huygens. Está na hora de repetirmos e acrescentarmos: 'e o humanismo secular é minha política prioritária, antes de me alinhar à esquerda ou à direita', se é que um alinhamento ainda faz sentido."

Alguém sem religião aí está sentindo falta de alguém ditando dogmas em sua cabeça? Pois toda religião tem o seu Silas Malafaia: o ateísmo já tem o Bule Voador. É mais importante defender essa estrovenga de "humanismo secular" do que ter um pensamento político independente (e sobretudo culto). Tudo em nome da "mente crítica". E é muito importante ser humanista antes de ser de esquerda, embora o pensamento de um humanista secular e de um esquerdista médio seja tão distinto quanto os (?) de Edir Macedo e de R. R. Soares.

"Se queremos fazer uma diferença, deve ser pela evolução (cultural), que, mesmo com toda sua aparente lentidão, fará com que causas polêmicas e acirradas de hoje virem as trivialidades de amanhã de uma sociedade laica, democrática e aberta que respeita os direitos das minorias - condição última para julgar sua saúde como sociedade que 'expande' conotativamente o número de Dunbar, com meta em um mundo que seja o país de todos."

Então está dado o recado: se você não sabe qual é a sua e nem tem uma solução política apresentável, justamente por isso você é um evoluído culturalmente, que trata qualquer polêmica como trivialidade, por ter nascido avant les temps. E, sobretudo, lute pelas minorias: porque ateísmo é isso: trocar Deus pela luta incondicional do direito de quem se diga minoria (qualquer minoria), do contrário não será ateu. Porque a meta é "um mundo que seja o país de todos" (olha o imperialismo da propaganda do governo aí!).

Note-se: isso tudo para ficar em um texto dessas crianças. Alguém precisa explicar para elas que só montar um site, por bonito que seja, não te torna cientista, filósofo ou crítico político de respeito.

Bullying voador

Um dia, após reclamar dessa queimação de filme que o site promove (fazendo com que TODO ateu pareça um leitor do facilmente refutável Bule Voador), seu Twitter oficial me respondeu que, quando eles defendem sei lá que medida "ateista", eu fico pianinho". É curioso que os guardiões alumiados da razão, da democracia, da sociedade laica, aberta e democrática que respeita todos possa dizer qual é meu comportamento sem me conhecer.

É o site que diz que defende o Bolsa-Família porque "são humanistas", mas não tem nada de partidário. Eu defendo o Bolsa-Família por ser um passo de um programa criado por Milton Friedman e que funcionou, embora seu caráter esmolista e não integrante (além de partidário) no Brasil vá torná-lo um estorvo. Ter "boas intenções" (ou "ser humanista" tem mais sentido do que isso?) não o ajuda em absolutamente nada. Boa intenção qualquer um tem. Qualquer crente tem.

eagleton_jesus.jpgCom uma boa platéia pagando pra ver o arranca-rabo, o Bule não gostou de eu dizer que esse ateísmo de butique queima o filme. Imediatamente me perguntou se "filósofos GAYZISTAS de direita como [Robert] Nozick e [Thomas] Nagel queimam o filme". Ora, a resposta é simples: não, eles são foda. Como Einstein, Hawking, Heidegger, Schopenhauer, Camus, Dickens, Dennett, Comte-Sponville, Asimov, Clarke, Diamond, Mencken, Andreiev, Cioran, Horstmann, Hemingway, Santayana, Rand, Croce, Calin, Block e tantos outros. A questão é que vocês do Bule não são eles. Eles são ótimos. Vocês são queima-filme. Ou acham que só por usar uma foto de Carl Sagan já valem tanto quanto o original? Quer dizer que os "racionais", quando criticados, confundem a si próprios com sumidades como Nozick e Nagel?!

Claro, para o Bule, isso são as falácias argumentum ad hominem e argumentum ad verecundiam, que ele me recomenda procurar em um manual de falácias. Manuais de nomes em latim existem porque latinistas como eu compilam tais termos, retirados de obras de retórica do cânone da Humanidade, desde a Retórica de Aristóteles até a Nova Retórica de Chaïm Perelman, passando por obras fundamentais como De Oratore de Cícero ou Quintiliano. Acreditar que estas duas formas de argumentação constituem falácias é prova de nunca ter topado com uma obra como Institutio Oratoria ou De Partitione Oratoria. É de se perguntar se os meninos sabem mesmo a diferença entre argumentum ad rem e ad hominem, para não perceberem por que têm estes nomes. Mas também seria interessante saber o que "eu ficar pianinho" quando o Bule defende sei lá que medida ateísta (se o site nem me conhecia) é diferente de uma falácia (esta sim) ad hominem.

Mais gente quis saber por que o GAYZISTA (em caixa alta do original) apareceu na discussão. Ainda mais depois de eu ganhar mais de 200 RTs com dois tweets zoando o Orgulho Hetero. Foi preciso explicar para muita gente: não, o Bule não me flagrou em nenhuma ação de homofobia. Só precisou imputar a mim o que não sou, preferencialmente um rótulo odioso, para poder, refutando um rótulo bobo, achar que me atinge.

Para "provar" por que enfiava "gayzismo" em caixa alta na conversa, o Bule mostrou uma imagem com minhas respostas. Peço a algum racional ateu que não acredita em fantasmas encontrar menções à palavra "gay" sendo proferida por mim:

print bule 2.jpg

Deu pra notar como os ateus aí são "científicos", "analistas" e "críticos" que não usam de chutes lógicos e golpes de fé pra ver se acertam algo?

Hoje já foi diferente. Publiquei o texto Os Bolsonaros da esquerda são piores no Implicante, que começa com simplesmentre 12 parágrafos com meu típico humor refinado (sabemos como o humor é nocivo para o pensamento religioso). Um deles, dizendo que o maior motivo para os filhos rspeitarem os pais é que estes últimos são mais fortes - não sei quanto aos "analíticos" do Bule, mas em casa, nenhum argumento doía em meus pais tanto quanto as cintadas doíam em mim.

A galera que me chama de "cricri" por reclamar do Bule sempre lembra que eles gostam de argumentar civilizada e democraticamente. O que o Bule fez foi repassar aos fiéis de sua igrejinha o tweet:

print bule 3.jpg

Não cita a fonte para os "cientistas" seguidores analisarem eles próprios. Não é capaz de identificar uma piada, e ainda querem se supor guardiões de um entendimento de textos maior do que crentes (ao menos estudei dialética, exegese e hermenêutica com nêgo tentando entender parábola). Apenas passam uma mensagem já mastigada a ser engolida sem questionamento por seus fiéis seguidores. Até agora não tiveram coragem de revelar a fonte para seus fiéis (quem costuma ter esse comportamento, mesmo?), preferindo apenas a difamação localizada e descontextualizada.

O que esse Bule consegue é apenas dar chutes cegos e ver se atinge algo. Supor que alguém é "gayzista" por ser crítico das ridículas medidas pró-gay do governo, que só devem é causar constrangimento na população gay. Supor que alguém "fica pianinho" (como se tivesse o dever de criticar cada coisa criticável em um todo site ruim) sem a conhecer (medida que o Eli Vieira, um dos "famosos" militantes desse tal humanismo secular, também adota, como me chamar de "germanista" entre aspas sem conhecer meu trabalho). São golpes de fé. Não são argumentos - são afirmações genéricas deslocadas, mas trocando o "Jesus está voltando" (e o que isso significa? estou com o carnê do Baú celestial em dia?) por "ateus são mais inteligentes e racionais".

Repetir que é racional 20 vezes não te torna uma pessoa racional. Ainda menos do que ler manual de falácia na internet e repetir ad nauseam (!) a expressão "ad hominem", como se todo argumento ad hominem fosse falacioso.

É nocivo que um site que consiga cometer tantos erros e dar tantos chiliques em público e seja tratado como "representante dos ateus". Ateu é apenas o cara que não acredita. Não preciso de uma igreja para tal. Não preciso concordar com outros ateus em tudo - ainda mais porque a religião cometeu infinitamente menos mal em 3 milênios do que ateus comuno-fascistas conseguiram cometer em um século (e que mal há em encarar o fato? seria como "não gostar" de 2 + 2 serem 4). E não preciso aplaudir a ignorãncia do Bule ao lidar com n assuntos só porque concordo com o ateísmo do site.

Ainda mais sendo um site que critica tanto o enriquecimento de igrejas que cobram dízimo em troca de ameaças de Inferno, e aplaudem um governo que cobra 35,04% do que trabalhamos em impostos, sob ameaça de cadeia.

26 pessoas leram e discordaram:

Anônimo disse...

Flávio,
Ótimo texto, certo e coerente, como de costume.

Por outro lado, deixo-te, e agradeceria se pudesses comentá-lo, um trecho do artigo "Capitalism and Freedom" do Vol. 1, Ed. 1, da Revista "The New Individualist",
datada de abril de 1961, que serviu de base pro clássico homônimo, no qual o Friedamnn explica a utilização dos termos "liberalismo" e "neoliberalismo":

"IN DISCUSSING the principles of a free society it is desirable to have a convenient
label and this has become extremely difficult. In the late 18th and early 19th centuries,
an intellectual movement developed that went under the name of Liberalism. This
development, which was a reaction against the authoritarian elements in the prior
society, emphasized freedom as the ultimate goal and the individual as the ultimate
entity in the society. It supported laissez faire at home as a means of reducing the role
of the state in economic affairs and thereby avoiding interfering with the individual; it
supported free trade abroad as a means of linking the nations of the world together
peacefully and democratically. In political matters, it supported the development of
representative government and of parliamentary institutions, reduction in the arbitrary
power of the state, and protection of the civil freedoms of individuals.
Beginning in the late 19th century, the intellectual ideas associated with the term
liberalism came to have a very different emphasis, particularly in the economic area.
Whereas 19th century liberalism emphasized freedom, 20th century liberalism tended
to emphasize welfare. I would say welfare instead of freedom though the 20th century
liberal would no doubt say welfare in addition to freedom. The 20th century liberal
puts his reliance primarily upon the state rather than on private voluntary
arrangements.
The difference between the two doctrines is most striking in the economic sphere, less
extreme in the political sphere. The 20th century liberal, like the 19th century liberal,
puts emphasis on parliamentary institutions, representative government, civil rights,
and so on. And yet even here there is an important difference. Faced with the choice
between having the state intervene or not, the 20th century liberal is likely to resolve
any doubt in favor of intervention; the 19th century liberal, in the other direction.
When the question arises at what level of government something should be done, the
20th century liberal is likely to resolve any doubt in favor of the more centralized
level—the state instead of the city, the federal government instead of the state, a
world organization instead of a federal government. The 19th century liberal is likely
to resolve any doubt in the other direction and to emphasize a decentralization of
power.
This use of the term liberalism in these two quite different senses renders it difficult to
have a convenient label for the principles I shall be talking about. I shall resolve these
difficulties by using the word liberalism in its original sense. Liberalism of what I
have called the 20th century variety has by now become orthodox and indeed
reactionary. Consequently, the views I shall present might equally be entitled, under
current conditions, the “new liberalism,” a more attractive designation than
“nineteenth century liberalism.”

Transcrevi o trecho somente porque tu sustentaste a inexistência do termo neoliberalismo.

Grato

Anônimo disse...

E vá para o caralho o cidadão que colocou esse tomo de texto sobre o neoliberalismo...

Anônimo disse...

É diante de ignaros como esses do "Bule" que eu penso em me converter ao cristianismo.

Rapidfire on 22 de setembro de 2011 20:39 disse...

Assino em baixo. Já fizeram um artigo lá excomungando Hitchens do "Humanismo Secular" pelo crime de ter criticado Assange e ter apoiado a deposição do genocida Saddam Hussein e sua família de psicopatas a força.

E em discussões políticas por lá sempre rola o "exemplo" do paraíso do welfare state nórdico. Os ditos racionalistas não se propõe a um minuto de pesquisa no Google pra se darem conta da besteira que falam e o tiro no pé da argumentação;

livre disse...

O Bule Viador é um site/twitter homo-ateísta, controlado por um tal Eli Vieira, militante gay esquerdopata que se julga o supra-sumo da racionalidade, assim como a quase totalidade dos babacas que saem repetindo cada bobagem que ele posta.

Percebe-se que a motivação dele e de seu bando é atacar o Cristianismo por este ser o principal obstáculo ao avanço da autoritária agenda gay e à implantação do tão sonhado totalitarismo esquerdista.

O Bule Viador parece cumprir muito bem pelo menos um papel: é motivo de piada para cristãos e de vergonha para ateus.

Anônimo disse...

Não tenho nada contra homossexuais, só não gosto dos viados do Bule Viador.
O Bule Viador é a típica militância de esquerda. Lembra-se de FHC, esquerdista sim, de mão cheia, que por motivos políticos se vendeu à ICAR? Pois bem, o Bule Viador mantém fanáticos crentes em seus quadros para fazer proselitismo religioso e justificar um fantasma chamado jesus histórico. Para isso já existem os PedirmaIScedoS e os Malacheias da vida. Se o Bule Viador abre espaço para essa gente, é porque o ateísmo é o que menos importa lá. O propósito é o totalitarismo de esquerda, com ou sem religião, de preferência com, pois uma manada iludida é mais fácil de ser controlada.
Leitores do Bule Viador estão pedindo neste momento os endereços dos sites de seus "caluniadores". Até agora não divulgaram. Talvez porque o tiro possa sair pela culatra.

Anônimo disse...

Saca o nível dos comentários. hehe

fzort on 24 de setembro de 2011 09:27 disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
fzort on 24 de setembro de 2011 09:38 disse...

Não conhecia esse tal de Bule, mas pelo jeito o raciossímio deve ser mais ou menos o seguinte: "uma pessoa como Sarah Palin é cristã declarada e de direita; logo, para ser um cara bacana com Carl Sagan, ateu, amigo da razão e da humanidade, eu preciso ser de esquerda."

Oi, já ouviram falar de Lysenko? Ou a expressão "pseudociência burguesa"? A ciência se fodeu na União Soviética; disciplinas como a cibernética foram banidas porque não eram consideradas compatíveis com o materialismo dialético. (Aliás, a ciência se fodeu sob qualquer regime totalitário: os Aliados inventaram o radar e produziram a fissão nuclear, enquanto os Nazistas faziam experiências com sinos capazes de matar à distância.) Isso está lembrando o comentário que alguém fez lá no Implicante: só os esquerdistas são tolerantes a opções sexuais não convencionais; a perseguição que os homossexuais sofreram em TODOS os regimes socialistas da história é mero detalhe.

Como dito, não conhecia esse Bule, mas o seu post serviu para alguma coisa: depois dessa vou tentar ler mais sobre lógica, porque confesso que eu também andei lendo listinhas de falácias com nomes em latim nas internets.

Paulo - (estudos, e afins) on 25 de setembro de 2011 00:05 disse...

Flavio,

não porque sou teísta (uma espécie de teísta agnóstico... rs), e não porque já tinha dito de alguma forma que o BULE deixam as coisas fáceis para Teístas Tomistas ou leitores de Chesterton... nada disso!
Simplesmente porque seu texto realmente ficou muito bom! Principalmente em relação ao neo-liberalismo. Gostei das observações que você faz em relação as óbvias intenções (políticas? esquerdistas? tanto faz, lá esses "termos" se identificam!) pretendidas pelo BULE.

Abraços,

Paulo Júnio

Anônimo disse...

Tio Morgen,

Creio que tenha sido erros de digitação, mas três palavras me pareceram um tanto "tortas". Em duas mantenho séria dúvida se minha intervenção apresenta substrato sólido (que serão listadas primeiras). Adianto que não pude averiguar determinadas possibilidades por conta de alguns empecilhos técnicos.

Primeira palavra, "culiformes". Reputo a grafia "não ortodoxa" à um trocadilho. Não tenho, entretanto, certeza. Fica a observação.

Segunda, "mantícura". Sou péssimo leitor da mitologia grega, mas tinha para mim que era manticora. Grafia que encontra ressonância com o corretor do chrome (e do Houaiss). Desconheço, porém, o processo de agregação da palavra ao português. Novamente, fica a observação, com as reservas já referidas.

Terceira. Aqui tenho mais segurança em afirmar o equívoco. "ignorãncia". Pleonasmo fonético.

Fora essas questões pontuais (e secundárias, uma vez que não deves fazer severa inspeção no alinhamento textual), faço, de modo um tanto desnecessário, elogios ao texto. Mui bem arquitetado, como sói de acontecer. Como "crítica" (afinal, chamar algo que se baseia unicamente em gosto pessoal em crítica é abusar do sentido da mesma, não que ela já não tenha sido repetidademente molestada) é ausência de expressões que o "pudor-burguês-reacionário-conservador-hipócrita-castrador" chamaria de chulas.

Respeitosamente,

Alexandre B.

Guilherme Balan on 29 de setembro de 2011 15:33 disse...

Opa. Faltou conhecimento do que é a Liga.

Chama Liga por isso: são textos de várias pessoas, cada uma com uma opinião. O autor desse texto de política só fala por ele mesmo.

No twitter, mesma coisa, uma galera se reveza lá. Já foram várias mancadas, e eu sei que ele acaba representando uma entidade, mas a verdade é que as mancadas são individuais e que há muito pau nos bastidores da Liga.

Terceiro, humanismo quer mesmo dizer um monte de coisa, mas o da LiHS tá bem explicado no site deles. Sugiro que leia e fale mal daquele especificamente :)

No mais cê tá no seu direito, tem que bater pra LiHS aprender!

um abraço!

AbsintheSuper on 30 de setembro de 2011 16:45 disse...

Apreciei seu comentário! Sempre estoi de olho no Bule Voador no Youtube. Colocam coisas legais. De resto, concordo com você, sou ateu, sou livre, tenho minhas próprias idéias e críticas. Critico tudo, sempre.

marciogaroni on 9 de novembro de 2011 19:54 disse...

O Senhor defeca pela boca! :D

Félix Maranganha on 17 de novembro de 2011 13:34 disse...

Que dizer? Bem vindo ao meu mundo (http://ocalangoabstrato.blogspot.com/2011/07/quando-os-humanos-te-decepcionam.html), ao mundo de Arthur Golgo Lucas (http://arthur.bio.br/2011/08/21/religiao/a-seita-fundamentalista-do-bule-voador) e Pedro Gabriel (http://www.facebook.com/note.php?note_id=311217892237671). Na verdade, é uma lista muito grande de quem é ateu, humanista ou ambos que não anda gostando muito do que o Bule Voador anda fazendo, seja em nome do ateísmo, seja em nome do humanismo.

Ah, e discordo um pouco de sua visão de humanismo, pois existe também uma visão ética da coisa que o próprio Bule Voador negligencia ou transparece desconhecer.

No mais, é um ótimo texto.

Anônimo disse...

Quanto ao conceito de "Liga", o kara aí está enganado. È claro "liga" é a junção de indivíduos(textos e pensamentos diversos mas dentro uma área especifica.), mas muito longe de isso significar uma coletânea de textos sem nenhuma "ligação" entre eles,como o kara colocou acima "cada uma com uma opinião. O autor desse texto de política só fala por ele mesmo". Não é bem assim, assim como a DIlma não fala só por ela, mas fala pelo PT também, salvo, uma ressalva dela assim como a Marina fazia quanto ao partido verde. Liga na seara política é sinônimo de ASSOCIAÇÃO. Então, ao menos que o autor faça uma ressalva sobre sua opinião em particular, o seu texto, publicado pela LiHS responde pela Liga como ao todo.


liga
li.ga
sf (lat med liga) 1 Ato ou efeito de ligar. 2 Metal Substância composta de dois ou mais metais intimamente misturados e unidos, geralmente por fusão. 3 Metal Combinação de um metal e um metalóide, como o aço, que é uma combinação de ferro e carbono. 4 Proporção em que um metal menos valioso entra em outro precioso para dar-lhe mais dureza ou outra qualidade; título: Liga das moedas. 5 Metal misturado a outro mais valioso para dar a este mais dureza ou outra qualidade desejada, por exemplo em moedas. 6 Associação (política, cultural, desportiva etc.). 7 Coligação, aliança. 8 Pacto. 9 Fita, geralmente elástica, com a qual se prende a meia à perna. 10 Reg (Rio Grande do Sul) Felicidades, sorte no jogo, em amores etc. adj gír Bom, camarada; que secunda, desculpa, facilita. Não fazer boa liga: não se ajustar bem uma coisa ou pessoa com outra, não se harmonizar; não dizer bem. [michaelis, dicionário]

Pedro G.

Damião Pereira on 18 de novembro de 2011 10:15 disse...

O Caneco Avoado é um site GLS, feminista e abortista que apenas usa a capa de ateísmo para atrair retardos fanáticos para a militância dessas causas. São tão fanáticos quanto um muçulmano xiita. E fascistas pois defendem liberdade de uns e restrição da liberdade de outros. Ditadores que expulsam, xingam e fazem buylling com todos os ateus que postam qualquer comentário que contrarie os seus dogmas hedonistas. A tal de Liga dos Hedonistas Sensualistas é uma grande farsa.
Pra representar os ateus (e não apenas 50% deles, os que concordam com a agenda gayanista: http://planetaateu.blogspot.com/2011/08/pesquisa-comprova-nao-acreditar-em-deus.html) eles teriam que conceder o espaço a todos os ateus postarem artigos os pró-gays e os contrários ao homossexualismo; aos feministas e aos não-feministas; aos abortistas e aos pró-vida; aos hedonistas e aos pró-família. E todos deveriam ser igualmente respeitados. Por isso mesmo não pode falar em nome dos ateus, pois não representa a todos os ateus, apenas a banda podre. Eles são uma seita proselitista.

Neto on 21 de novembro de 2011 23:40 disse...

Fiquei intrigado com essa frase " Eu defendo o Bolsa-Família por ser um passo de um programa criado por Milton Friedman e que funcionou".

Você poderia me passar um texto dele de referência?

Anônimo disse...

Crie uma organização dedicada um tema, qualquer tema, e sempre os proselitistas fanáticos vão eventualmente dominar o grupo.
Larguei a militancia ateia quando me dei conta que o grupo em que trabalhava estava quase virando uma igreja.
Larguei na hora certa, já são uma seita completa hoje: até tabu alimentar ja possuem. Morreria de vergonha de ainda estar associado a eles.

Anônimo disse...

Essa merda de Bule Voador me da vergonha.

Eli Vieira = Riquinho esquerdista...

Os americanos chamam de "Limousine Liberal"...

riquinho, sempre teve tudo na mão e agora quer salvar o mundo. No You Tube disse que o estado tem de existir, citou um biologo pra afirmar que se o estado cessar;...vejam só: vamos entrar em guerra civil(pois somos seres sociais).

O babaquinha comunista, acredita em coerção e controle.
Ele é viado... e quer que todo mundo ame viados, e ele quer usar o estado pra isso.

Nada contra viados, mas tudo contra Eli Vieira.

Uma vergonha para os gays, uma vergonha para os ateus.

Um riquinho trouxa...

yuri disse...

Eu ia destacar alguns trechos que me fizeram até rir, mesmo com febre, gripe e etc, mas também por isso, não citarei XD

Limito-me a dizer que foi um dos maiores MASSACRES que já vi. Parabéns.

Bule Viado'r on 2 de janeiro de 2012 12:32 disse...

Detonou... :)

Os homosexuais NS ficam putinhos...
Nem sabem do que tão falando, cambada de revolucionario filhinho de mamãe e papaizinho.

Anônimo disse...

Não sei não. Do pouco que aprendi nas aulas de Teoria do Estado na faculdade de Direito, sabe-se que a sociedade existe para facilitar a sobrevivência humana. Isso porque cada "sócio" colabora com a sua força de trabalho aliada às suas habilidades. Assim sendo, deve o Estado, a quem a coletividade sede parte da sua liberdade e força proteger a todos e resguardar das mazelas sociais na medida das possibilidades da máquina estatal. Não é um favor. É para isso que ele existe.

Anônimo disse...

É pobre esse maniqueísmo esquerda x direita e termos como esquerdista, petralha (seja lá o que isso for) e afins. Me parece um espantalho que criam para ridicularizar a busca da concretização de direitos fundamentais estampados na Constituição Federal brasileira. Não de ser contra ou a favor do homossexualismo. Orientação sexual é muito mais genético que simples escolha. Se você não sente o mesmo tipo de atração, bem, isso não lhe dá o direito de interferir na vida íntima de ninguém que tenha experiências sexuais diferentes das suas.

Anônimo disse...

Ateu contra a homossexualidade?! Pois sim! Está sabendo que o único argumento que se apresenta contra a relação sexual ou afetiva entre pessoas de mesmo sexo é religioso, não?

Isabelle on 11 de novembro de 2013 06:27 disse...

Que texto fraco. É sua opinião, mas é fraco. Fala que o Bule que faz a cabeça das pessoas sendo que você tenta o mesmo, com esse texto medíocre. E pelos comentários, teve sucesso; muitos sem opinião própria ou discernimento acataram as besteiras que disse. E falar sobre a homossexualidade é muito coisa de idiota, se você quer ser ateu e homofóbico, seja, mas saiba que é extremamente incoerente, assim como negro cristão. Você é livre pra ser idiota, só não interfira na vida alheia com sua imbecilidade. Abraço!

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