quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Orgulho Hétero: o orgulho de não dar o rabo apesar da tentação

Foi aprovado na Câmara Municipal de Sâo Paulo o projeto de lei que institui o Dia do Orgulho Heterossexual na cidade, como se isso mudasse a vida de algum heterossexual, de algum homossexual ou do bando de enrustidos que cria e apóia essa patranha. Também não muda em nada a vida da cidade de São Paulo, nem converte algum gay para a iluminada "causa" heterossexual, e mantém empacados e longe de discussão na imprensa projetos de lei minimamente mais importantes, como a multa para a trapaça no dominó na praça Sílvio Romero.

Obviamente que, sendo algo inútil, estará logo entre os primeiros lugares nos Trending Topics do Twitter.

É algo estranho ter orgulho de ser hétero. Orgulho é um sentimento que se tem por algo que exige algum esforço: ter orgulho de ter escalado uma montanha, ter orgulho de ter terminado Finnegan's Wake, ter orgulho de ter descoberto a cura para uma doença. Não faz lá muito sentido ter orgulho de uma condição que lhe foi dada de graça e em que se está sem nenhum esforço: ter orgulho de ser brasileiro, ter orgulho de ser rico, ter orgulho de ser branco. Por que ter orgulho de ser hétero ou de ser brasileiro são sentimentos merecedores de beneplacitosos encômios, enquanto ter orgulho de ser rico ou de ser branco soam a coisa de moleque mimado, criado a leite de pêra pela avó - o próprio arquétipo da bichinha que tanto criticam?

Disto se deduz duas coisas: em primeiro, se ter "Orgulho Hétero" é algo louvável e digno de panegíricos sobremaneira afetados pois consideram o homossexualismo uma "doença" (apesar de ainda ser considerado "desvio" pelo DSM - coisa que a suposta "mídia gayzista" nunca se deu ao trabalho de pesquisar), poderiam ter orgulho, orgulho hetero.jpgentão, de descobrir a cura para o homossexualismo. Afinal, até agora, usar a si próprios como exemplo de alguém a serem alvos interessantes de uma relação heterossexual - mais interessantes do que as relações homossexuais em que os gays estão no momento - parece não ter dado certo. Nem mesmo demonstrar seu grau de felicidade com sua própria condição aos gays - que, infelizmente, destruíram a bela palavra gay (alegre, feliz) do inglês arcaico para nomear um grupo muito mais barulhento do que vivaz.

Adicione-se a isto corolário marcante: se é para se ter orgulho de uma condição socialmente considerada "superior" a outra, por que não organizar o movimento Orgulho de Não Ter Síndrome de Down? Seria ainda mais revolucionário. Daria um caráter excepcional ao povo de Deus por serem os escolhidos para governar a Terra. Mas como pedir para alguém que fica alegre (olha o gay fungando no cangote novamente!) com o Orgulho Heterossexual conseguir se reunir para ter Orgulho de não ter uma doença mental?!

Claro, isso seria pedir demais para alguém que quer sentir orgulho sem esforço. Mas daí decorre-se o segundo ponto: caso o "movimento" tenha algum mérito, é porque os heterossexuais que fazem parte dele estão envidando esforços tremendos para manter a sua condição. Resumindo em um apotegma compreensível aos néscios, Orgulho Hetero é pra quem tem orgulho de continuar sem dar o rabo apesar de toda a tentação.

Óbvio que cada um tem o sagrado direito à liberdade de expressão, o que significa que ninguém tem a obrigação de estar correto (e nem de esconder seu gosto por pirocas de cabeça roxa, ao invés de jogá-lo na cara do interlocutor através de entrelinhas mais óbvias do que atos falhos freudianos). Mas o problema maior do Orgulho Hétero é o tanto que ele se parece com o caráter mais chato (mais chato do que errado, diga-se) dos homossexuais: se preocupar tanto em falar do que se faz entre quatro paredes. Ora, o que é insuportável no tal "movimento homossexual" é reunir 4 bibas numa mesa e, entre trejeitos e xiliques os mais variados, ver se uma conversa de 5 horas consegue deixar de envolver alguém pra quem dar durante mais do que 3 minutos.

Em outras palavras, o insuportável no Orgulho Hétero não diz nem respeito a alguém ser hétero ou não - tal e qual o homossexualismo, antes de uma mazela derivada de nossa pouca ética, tal flagelo diz respeito á falta de estética: assim como, para um hétero, é feio pra caralho ver um sujeito introduzir a trosoba própria em lorto peludo alheio, com efeito é de uma fealdade atroz um heterossexual qualquer, incapaz de merecer um elogio por qualquer coisa que seja na vida, bradar aos quatro ventos e sete mares que prefere uma relação heterossexual.

Daí deduz-se novamente outra inescapável conclusão pouco altaneira: é de pouca amonta ser heterossexual. Um bicho feio como o cão chupando manga pode ser rob_halford_judas_priest.jpgheterossexual, e de forma alguma invejá-lo-ei. Um gay que, como tal, fique feliz em ter uma relação homossexual e, graças a seus méritos e conjunto da obra como pessoa, consiga ter uma vida sexual mais variada e divertida do que a de um hetero, é digno de inveja. Não que um hetero vá querer ter os mesmos parceiros que ele teve - mas quererá ter a mesma alegria esculpida no rosto pela cota de sexo selvagem que lhe tocou ser garantida em sua passagem por este Vale de Lágrimas.

Ter Orgulho Hétero não significa "eu consigo fazer sexo heterossexual". Só significa ter vontade. E vontade qualquer idiota tem. Eu também tenho vontade de comer a Angelina Jolie. Devo ter orgulho de não conseguir?

Até conseguia-se entender a tal "Marcha do Orgulho Hétero" em seus primórdios - afinal, se os gays conseguiam fechar a Paulista, sair escandalosamente do armário e rodar a banca no meio do asfalto, era também cabível que heteros encalhados (conditio sine qua non para se preocupar em berrar afetadamente o que faz em sua vida privada, como se fosse digno da capa da CARAS, ou quiçá mesmo da BUNDAS) tivessem uma festinha própria para poder dizer: "Quero sexo heterossexual e não consigo! parada-orgulho-hetero.jpgSe você é do sexo oposto e está aqui, vamos facilitar nossas tentativas propositalmente mal sucedidas de perpetuação da espécie!". Hoje, com a evangelização de qualquer atividade humana, sobretudo as que envolvem mais de um humano, virou apenas palco de recalcados que nunca conseguiram lamber uma cota de xoxotas suficiente para tirar o indivíduo da completa insânia. É uma atitude típica de gente que não trepa.

Seria uma visão até interessante em sua crítica: os gays só conseguiram o espaço e a vida sexual que têm hoje graças à internet: têm sites próprios, bate-papos próprios. No máximo tinham boates só para eles há mais de uma década - aquele período paleolítico de nossa civilização. Agora, eles conseguem mais sexo só falando de sexo o tempo todo, e para nós, héteros, há toda essa malévola burocracia de fingir que alguém é interessante além de comível antes de conseguir uma noite de sexo sujo e barato - ao invés do modo correto de só falar de sexo o tempo todo. Paradoxalmente, agora os gays estão trepando de verdade enquanto nós estamos presos a lenga-lengas intermináveis no MSN antes de praticar um vuco-vuco mais do que 3 vezes por mês, simplesmente fingindo que as gostosas burras (4,9% da população) são gostosas inteligentes (0,8% da população). Seria melhor um movimento anti-burocracia sexual do que essa busca por uma sauna masculina só pra héteros.

É fácil perceber o que une os adoradores do movimento Orgulho Hétero, já que a parcela rigorosamente heterossexual, na qual me incluo, abrange monta que chega perto da casa dos 98% da população: aquele rompante de busca por realização de seus sonhos que não pode ter uma ajuda direta do Sílvio Santos. Se é possível sonhar com a casa própria, pagar o seu carnê em dia e, com sorte orgulho hetero 2.jpg(possibilidade de uma em 247 mil), ir ao programa rodar o pião (ao menos era assim antes da crise imobiliária), através de platitudes pensamentísticas como "quem acredita sempre alcança", numa retro-alimentação (!) do sonho via parcelas mensais visando atingir sua própria realização, o Orgulhoso Hétero quer finalmente atingir sua condição de hétero (isto é, fazendo sexo pela primeira vez na vida) retro-alimentando (!!) sua própria vontade de ser hétero.

É uma doença (não-mental) hipertrófica conhecida no meio médico como pequenez peniana mórbida. Nitidamente, é o comportamento versão pós-púbere daqueles infantes que queriam ser considerados líderes do bando (geralmente por serem os mais gordos e feios, e os últimos a perderem a virgindade de fato) afirmando que iriam comer a bunda dos coleguinhas.

lesbicas_beijo.jpgPor fim, que beleza há a ser contemplada em uma reunião de machos com outros machos (perto de 98% da população, o que significa que é galalau demais se esfregando em espaço de menos nessa tertúlia hirsuta) para discutir como são machos? Acaso estes sensacionais machões medievais fogem espavoridos, imitando o trote de gazelas saltitantes, ao verem o maior monumento à beleza que a Civilização (com C maiúsculo) legou ao mundo: a pornografia lésbica?! Preferem tanto assim a agremiação de machos, carimbando-os com o "OH" (ouço agora o que caracteriza o movimento?) no braço para mais fácil identificação? Afinal, há algum motivo para se preocupar tanto com as pregas alheias, senão a vontade refreada de cuidar ele próprio febrilmente de sua manutenção?

Reclama o deputado evangélico que "a sociedade" (sempre ela! vamos botá-la na cadeia!) incentiva o comportamento homossexual. Pois podem me incentivar a comer cocô por cerca de um século - dificilmente aceitarei sequer experimentar. Se há uma preocupação pro domo sua da parte do deputado em tal "incentivo", é porque o deputado está com medo de, durante a cogitação da hipótese, acabar descobrindo o quanto gosta de uma jeba com mais de 1/5 de metro de comprimento e calibre .80 de espessura. É a visão de que o caboclo, em estado natural, teria vontade de tudo, e apenas "a sociedade" é que refreia seus instintos mais bárbaros. Pergunto então ao cível deputado: e de dar uma meia hora de bunda, Vossa Excelência já sentiu vontade?

Ser hétero é fácil. Difícil é não ter uma piromba de proporções diminutas. Responda honestamente o leitor se o Orgulho Hétero e seu esforço sobre-humano para continuar sendo hétero não é linguagem própria de quem está desesperado para, às escondidas, entubar violentamente um mastruço incandescente e pulsante de veias azuis daqui a no máximo 30 minutos?

27 pessoas leram e discordaram:

Anônimo disse...

Flávio, meu caro

Confesso: achei engraçado o tal do dia de orgulho hetero, mais pela contraposição absurda ao absurdo chamado "orgulho gay". Você lembrou bem: ninguém escolhe se gosta de chupar pau, xoxota ou laranja. Por que então sentir orgulho do que vem sem esforço?
Eu admiro sinceramente alguns poucos gays: os que conseguem ser gays sem ser insuportáveis. Há sim preconceito em relação a alguns aspectos da vida de um gay (a começar da ideia de dar o loló). Se isso não bastasse, o simples fato de se sentir diferente da imensa maioria no começo da adolescência já garante o faturamento dos consultórios de psicologia. Ser gay deve ser algo difícil, pelo menos até se perceber como tal e aceitar isso numa boa. O resultado é óbvio: para cada homossexual bem resolvido, há uma multidão de bichas quá-quá, fanchonas caricaturais e enrustidos dos mais diversos naipes. O gay gente fina, esse é uma espécie rara. Eu invejo quem tenha passado por essa prova de fogo e sobrevivido.

Valter Heller Dani disse...

Gostei do texto. Porém devo dizer que não concordo com o fato de vc ter posto no mesmo balaio aqueles que, de fato, têm uma preocupação descabida e "muito estranha" com as pregas alheias, junto com os que se preocupam estritamente é com o proselitismo gay, com a cagada em cima da constituição, feita pelo STF, etc.

Shâmtia Ayômide disse...

Eu gosto de certas "causas conservadoras", mas tem muita coisa inócua, puritanismo dos brabos, obscessão pelo homossexualismo, e.t.c.

Fica a sugestão de próximo tema rs.

"Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito."(G. K. Chesterton)

Eliane disse...

Alguém que está na comunidade do Olavo de Carvalho não merece ser levado a sério. Você é só um coitado querendo atenção. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Anônimo disse...

Esse barroquismo todo pra chegar nessa conclusão tão senso-comum?

Flavio Morgenstern disse...

Eliane, posso imaginar o quanto o Olavo de Carvalho CONCORDA PLENAMENTE comigo, né?

Anônimo disse...

Olá Flávio,

leio muitos ateus na internet, mas tú é um dos poucos que gosto de ler (convenhamos a maioria dos ateus da internet são bulistas). Com certeza tú não é um daqueles ateus adolescentes. Na internet só se fala daquele nome que se faz café: Bule, Bule... desde quando Bule é boa referência para ateísmo?

E concordo contigo, apesar da parada do orgulho gay (orgulho?), a parada do orgulho hétero terá consequências que hétero que é hétero não irá gostar... hehe

Abraços,

Paulo

Flavio Morgenstern disse...

Valter Heller Dani, agradeço a visita, o comentário e mesmo os comentários no orkut.

O problema é que esse Orgulho Hétero nada tem a ver com as questões que você pontuou. No mais, o que o Olavo disse, sobre o STF ter agido anticonstitucionalissimamente (sempre quis usar essa palavra!) no caso da união estável, é refutável por qualquer graduado em Direito que se preocupe minimamente com Direito Processual Civil. E eu conheço muitos juízes que podem explicar isso nas filigranas necessárias...

Flavio Morgenstern disse...

Paulo, agradeço a visita! Estou enrolando pra escrever sobre o Bullying Voador por aqui. Esse site é simplesmente uma queimação de fllme total.

Ontem mesmo lia um artigo de um cidadão pregando o Estado laico em um blog qualquer aí. Ia muito bem, aí o cara resolve dizer que não seguir o que a maioria prega é fascismo. Porra... eu não consigo concordar com metafísicas mágicas, mas será que esses ateuzinhos não percebem que, sem uma moral unificada, eles acabam sendo muito mais preguiçosos do que a maioria dos cristãos (sobretudo católicos, que têm uma tradição de livros e mais livros bimilenar com uma certa "obrigação" de serem estudados), e, mesmo que eu não concorde com suas conclusões ou método, acabam tendo um pensamento bem mais rigoroso e erudito do que ateu que acha que só porque não acredita em mágica, sabe tudo sobre o mundo...

Anônimo disse...

Gostei da expressão "Bullying Voador"... rs

Paulo

Rafael Blanchard disse...

Flavio, mto bom o texto, mas uma coisa que me chamou a atencao foi a percentagem que vc utilizou dentro dele. Além dessa medição ser mto dificil e nao existir um consenso (http://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_sexual_orientation#Measurement_difficulties), de acordo com uma pesquisa da usp, no rio e em sp o índice de gays e bi é de 15% (rio) e 8% (sp).
Toma cuidado que daqui a pouco vcs sao minoria ;-)

Anônimo disse...

rsrsrs Sim, lhe pergunto, ou melhor, qual é a dúvida que lhe assola?? Dizes o que? Pensas o que? Tem muito esmero em escrever, e certo cuidado que beira a obsessão. Mas e daí?? Joyce rsrsrsr, Freud, pintos, bundas, rolas e afins, e daí??? Pára meu.
Que piada.

Sacana disse...

O problema aqui é conceitual. O que você fez foi delimitar, de maneira mais estreita, a denotação de orgulho.
Orgulho pode traduzir-se também por satisfação com determinada condição, não necessariamente defluente de esforço ou méritos próprios.

Sessões de meios expressivos disse...

Acho que o senhor Apolinário deveria ampliar sua lei estendo para todos os gêneros, assim todos poderiam orgulhar se de suas cotas de prazer e sentido para suas vidas. Afinal, neste fim de seculo onde tendemos a perder nossos contornos desfazendo fronteiras e assimetrias, Acho este fenômeno dos orgulhos um sinal de banalização e também da chegada de um presente inevitável da transformação dos gêneros ancestrais. Adeus héteros, homos, bis, viva a novidade da relações espontâneas.

Flavio Morgenstern disse...

Dia do Orgulho da Punheta Intelectual.

Anônimo disse...

Gosto da maior parte do que você escreve, mas não gostei deste texto. Achei que você usou muito palavrão. Concordo com o comentário que falou da questão de definição/conceito da palavra "orgulho".
==> Sacana disse...
"O problema aqui é conceitual. O que você fez foi delimitar, de maneira mais estreita, a denotação de orgulho.Orgulho pode traduzir-se também por satisfação com determinada condição, não necessariamente defluente de esforço ou méritos próprios.

Flavio Morgenstern disse...

Anônimo, realmente difícil entender sua crítica. Quer dizer que você gosta da maior parte do que escrevo, mas acha que falei muito palavrão neste texto?

Anônimo disse...

Eu pergunto a todos exceto ao Sr.Estrela matutina. Vamos ficar dando trela pra esse cara... cacete puta papo de otário... Esse figura prima pela reclusão, e aí encontra seu pares e aí é esse distúrbio da oralidade generalizado... Atenção para um pseudo sei lá o quê é o mesmo que varrer areia da praia, é infindável, o oráculo, sozinho não tem valia, mas se perguntares ouvirás... se não perguntares ouvirás também... O negócio é o seguinte quem fica dando trela para essa figura, tem também que comer merda com garfo e faca... fui... não comer merda. mas ler um livrinho sobe o Caso Dreyfus, que o senhor estrela deve saber na íntegra... abraço a todos onanistas de plantão.

Anônimo disse...

também gostei do lance aventado pelo Sacana. o texto perde todo o sentido se dermos uma definição menos ortodoxa para a palavra orgulho.

Flavio Morgenstern disse...

Orgulho Hétero: orgulho de não dar a bunda, mas não tão orgulhoso assim.

Anônimo disse...

"Reclama o deputado evangélico que "a sociedade" (sempre ela! vamos botá-la na cadeia!) incentiva o comportamento homossexual. Pois podem me incentivar a comer cocô por cerca de um século - dificilmente aceitarei sequer experimentar. Se há uma preocupação pro domo sua da parte do deputado em tal "incentivo", é porque o deputado está com medo de, durante a cogitação da hipótese, acabar descobrindo o quanto gosta de uma jeba com mais de 1/5 de metro de comprimento e calibre .80 de espessura. É a visão de que o caboclo, em estado natural, teria vontade de tudo, e apenas "a sociedade" é que refreia seus instintos mais bárbaros. Pergunto então ao cível deputado: e de dar uma meia hora de bunda, Vossa Excelência já sentiu vontade?"

O que você não está percebendo é o ponto de vista desses evangélicos que combatem o movimento gay. Eles tem como foco defender contra a doutrinação gay as camadas mais jovens, mais suscetíveis à doutrinação pela mídia. Só pelo fato de haver uma forte campanha de glamourização do homossexualismo muitos jovens experimentarão a sodomia, só para se adequarem à onda do momento. Se eles irão gostar ou não, isso não é preocupação dos cristãos, mas o simples fato de que, de acordo com seus preceitos bíblicos, a mera prática da sodomia condena a alma ao inferno. É isso que está em jogo para os cristãos. Daí a você julgá-los enxeridos, fiscais de cu alheio, etc, é até uma alegação a ser discutida, mas que pelo menos fique entendido o ponto de vista destes evangélicos.

PS: Não sou evangélico e sou contra essa fiscalização de cu alheio deles, mas pelo menos entendo o que os motiva.

Flavio Morgenstern disse...

Anônimo, mas é justamente a partir do entendimento deste tópico que parte tal argumentação.

Afinal, simplesmente supor que a "doutrinação da mídia" para alguém sentir prazer indo chupar um canavial de rôla tem como premissa básica a idéia de que é uma delícia limpar respingos de esperma depois de ser esguichado ao manusear a trolha de um número de galalaus medido pela tabuada do 5, já que algo para conquistar os jovens tem de ser baseado em prazer desmedido e desatrelado de conseqüências responsáveis.

Sem essa premissa fundamental, todo o argumento vai por água abaixo. Afinal, você pode fazer a propaganda que quiser para que eu coma catarro todo dia, e garanto que nem por um século vou sentir a mais remota vontade. Já tem "heterossexual" aí que não pode ouvir alguém falar em jeba que já aperta uma bochecha da bunda contra a outra e dá uma reboladinha para evitar revelar suas volições mais profundas (de fora para dentro).

Anônimo disse...

Flávio,

Os jovens não são conquistados pela mídia apenas pela promessa de prazer desmedido, mas também pela necessidade de aceitação por parte do grupo em que vivem. Creio (e isso é opinião minha, passivel de discussão)até que este segundo fator tem muito mais peso nas escolhas feitas pelos jovens. Falo isso citando como exemplo o fato comum de jovens se submeterem a dores e humilhaçoes para serem aceitos em um grupo. Muitos jovens tatuam seus corpos,cometem delitos, ou experimentam drogas apenas para serem aceitos pelo seu grupo. Quem nao sabe disso? Se a mídia consegue emplacar que experimentar a homossexualidade é cool, pode ter certeza que muitos jovens a experimentarão, mesmo que a contragosto, só para estarem na moda e serem aceitos pelo grupo.

Toe_Jam disse...

https://www.facebook.com/note.php?note_id=265291663487042

Anônimo disse...

ORGULHO HETERO de que?

Anônimo disse...

Excelente texto, vou terminar de ler assim que tiver ocioso, tanto quanto, os amigos acima.
Só pra colaborar com a insanidade, pesquisei no google sobre a multa em trapaças nos jogos de dominó. rs
Abraços!

Anônimo disse...

Acho que vc com toda essa erudição defendendo a causa, deve ser um gay que gosta de héteros... Deixa de ser enrustido cara!

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Orgulho Hétero: o orgulho de não dar o rabo apesar da tentação


Foi aprovado na Câmara Municipal de Sâo Paulo o projeto de lei que institui o Dia do Orgulho Heterossexual na cidade, como se isso mudasse a vida de algum heterossexual, de algum homossexual ou do bando de enrustidos que cria e apóia essa patranha. Também não muda em nada a vida da cidade de São Paulo, nem converte algum gay para a iluminada "causa" heterossexual, e mantém empacados e longe de discussão na imprensa projetos de lei minimamente mais importantes, como a multa para a trapaça no dominó na praça Sílvio Romero.

Obviamente que, sendo algo inútil, estará logo entre os primeiros lugares nos Trending Topics do Twitter.

É algo estranho ter orgulho de ser hétero. Orgulho é um sentimento que se tem por algo que exige algum esforço: ter orgulho de ter escalado uma montanha, ter orgulho de ter terminado Finnegan's Wake, ter orgulho de ter descoberto a cura para uma doença. Não faz lá muito sentido ter orgulho de uma condição que lhe foi dada de graça e em que se está sem nenhum esforço: ter orgulho de ser brasileiro, ter orgulho de ser rico, ter orgulho de ser branco. Por que ter orgulho de ser hétero ou de ser brasileiro são sentimentos merecedores de beneplacitosos encômios, enquanto ter orgulho de ser rico ou de ser branco soam a coisa de moleque mimado, criado a leite de pêra pela avó - o próprio arquétipo da bichinha que tanto criticam?

Disto se deduz duas coisas: em primeiro, se ter "Orgulho Hétero" é algo louvável e digno de panegíricos sobremaneira afetados pois consideram o homossexualismo uma "doença" (apesar de ainda ser considerado "desvio" pelo DSM - coisa que a suposta "mídia gayzista" nunca se deu ao trabalho de pesquisar), poderiam ter orgulho, orgulho hetero.jpgentão, de descobrir a cura para o homossexualismo. Afinal, até agora, usar a si próprios como exemplo de alguém a serem alvos interessantes de uma relação heterossexual - mais interessantes do que as relações homossexuais em que os gays estão no momento - parece não ter dado certo. Nem mesmo demonstrar seu grau de felicidade com sua própria condição aos gays - que, infelizmente, destruíram a bela palavra gay (alegre, feliz) do inglês arcaico para nomear um grupo muito mais barulhento do que vivaz.

Adicione-se a isto corolário marcante: se é para se ter orgulho de uma condição socialmente considerada "superior" a outra, por que não organizar o movimento Orgulho de Não Ter Síndrome de Down? Seria ainda mais revolucionário. Daria um caráter excepcional ao povo de Deus por serem os escolhidos para governar a Terra. Mas como pedir para alguém que fica alegre (olha o gay fungando no cangote novamente!) com o Orgulho Heterossexual conseguir se reunir para ter Orgulho de não ter uma doença mental?!

Claro, isso seria pedir demais para alguém que quer sentir orgulho sem esforço. Mas daí decorre-se o segundo ponto: caso o "movimento" tenha algum mérito, é porque os heterossexuais que fazem parte dele estão envidando esforços tremendos para manter a sua condição. Resumindo em um apotegma compreensível aos néscios, Orgulho Hetero é pra quem tem orgulho de continuar sem dar o rabo apesar de toda a tentação.

Óbvio que cada um tem o sagrado direito à liberdade de expressão, o que significa que ninguém tem a obrigação de estar correto (e nem de esconder seu gosto por pirocas de cabeça roxa, ao invés de jogá-lo na cara do interlocutor através de entrelinhas mais óbvias do que atos falhos freudianos). Mas o problema maior do Orgulho Hétero é o tanto que ele se parece com o caráter mais chato (mais chato do que errado, diga-se) dos homossexuais: se preocupar tanto em falar do que se faz entre quatro paredes. Ora, o que é insuportável no tal "movimento homossexual" é reunir 4 bibas numa mesa e, entre trejeitos e xiliques os mais variados, ver se uma conversa de 5 horas consegue deixar de envolver alguém pra quem dar durante mais do que 3 minutos.

Em outras palavras, o insuportável no Orgulho Hétero não diz nem respeito a alguém ser hétero ou não - tal e qual o homossexualismo, antes de uma mazela derivada de nossa pouca ética, tal flagelo diz respeito á falta de estética: assim como, para um hétero, é feio pra caralho ver um sujeito introduzir a trosoba própria em lorto peludo alheio, com efeito é de uma fealdade atroz um heterossexual qualquer, incapaz de merecer um elogio por qualquer coisa que seja na vida, bradar aos quatro ventos e sete mares que prefere uma relação heterossexual.

Daí deduz-se novamente outra inescapável conclusão pouco altaneira: é de pouca amonta ser heterossexual. Um bicho feio como o cão chupando manga pode ser rob_halford_judas_priest.jpgheterossexual, e de forma alguma invejá-lo-ei. Um gay que, como tal, fique feliz em ter uma relação homossexual e, graças a seus méritos e conjunto da obra como pessoa, consiga ter uma vida sexual mais variada e divertida do que a de um hetero, é digno de inveja. Não que um hetero vá querer ter os mesmos parceiros que ele teve - mas quererá ter a mesma alegria esculpida no rosto pela cota de sexo selvagem que lhe tocou ser garantida em sua passagem por este Vale de Lágrimas.

Ter Orgulho Hétero não significa "eu consigo fazer sexo heterossexual". Só significa ter vontade. E vontade qualquer idiota tem. Eu também tenho vontade de comer a Angelina Jolie. Devo ter orgulho de não conseguir?

Até conseguia-se entender a tal "Marcha do Orgulho Hétero" em seus primórdios - afinal, se os gays conseguiam fechar a Paulista, sair escandalosamente do armário e rodar a banca no meio do asfalto, era também cabível que heteros encalhados (conditio sine qua non para se preocupar em berrar afetadamente o que faz em sua vida privada, como se fosse digno da capa da CARAS, ou quiçá mesmo da BUNDAS) tivessem uma festinha própria para poder dizer: "Quero sexo heterossexual e não consigo! parada-orgulho-hetero.jpgSe você é do sexo oposto e está aqui, vamos facilitar nossas tentativas propositalmente mal sucedidas de perpetuação da espécie!". Hoje, com a evangelização de qualquer atividade humana, sobretudo as que envolvem mais de um humano, virou apenas palco de recalcados que nunca conseguiram lamber uma cota de xoxotas suficiente para tirar o indivíduo da completa insânia. É uma atitude típica de gente que não trepa.

Seria uma visão até interessante em sua crítica: os gays só conseguiram o espaço e a vida sexual que têm hoje graças à internet: têm sites próprios, bate-papos próprios. No máximo tinham boates só para eles há mais de uma década - aquele período paleolítico de nossa civilização. Agora, eles conseguem mais sexo só falando de sexo o tempo todo, e para nós, héteros, há toda essa malévola burocracia de fingir que alguém é interessante além de comível antes de conseguir uma noite de sexo sujo e barato - ao invés do modo correto de só falar de sexo o tempo todo. Paradoxalmente, agora os gays estão trepando de verdade enquanto nós estamos presos a lenga-lengas intermináveis no MSN antes de praticar um vuco-vuco mais do que 3 vezes por mês, simplesmente fingindo que as gostosas burras (4,9% da população) são gostosas inteligentes (0,8% da população). Seria melhor um movimento anti-burocracia sexual do que essa busca por uma sauna masculina só pra héteros.

É fácil perceber o que une os adoradores do movimento Orgulho Hétero, já que a parcela rigorosamente heterossexual, na qual me incluo, abrange monta que chega perto da casa dos 98% da população: aquele rompante de busca por realização de seus sonhos que não pode ter uma ajuda direta do Sílvio Santos. Se é possível sonhar com a casa própria, pagar o seu carnê em dia e, com sorte orgulho hetero 2.jpg(possibilidade de uma em 247 mil), ir ao programa rodar o pião (ao menos era assim antes da crise imobiliária), através de platitudes pensamentísticas como "quem acredita sempre alcança", numa retro-alimentação (!) do sonho via parcelas mensais visando atingir sua própria realização, o Orgulhoso Hétero quer finalmente atingir sua condição de hétero (isto é, fazendo sexo pela primeira vez na vida) retro-alimentando (!!) sua própria vontade de ser hétero.

É uma doença (não-mental) hipertrófica conhecida no meio médico como pequenez peniana mórbida. Nitidamente, é o comportamento versão pós-púbere daqueles infantes que queriam ser considerados líderes do bando (geralmente por serem os mais gordos e feios, e os últimos a perderem a virgindade de fato) afirmando que iriam comer a bunda dos coleguinhas.

lesbicas_beijo.jpgPor fim, que beleza há a ser contemplada em uma reunião de machos com outros machos (perto de 98% da população, o que significa que é galalau demais se esfregando em espaço de menos nessa tertúlia hirsuta) para discutir como são machos? Acaso estes sensacionais machões medievais fogem espavoridos, imitando o trote de gazelas saltitantes, ao verem o maior monumento à beleza que a Civilização (com C maiúsculo) legou ao mundo: a pornografia lésbica?! Preferem tanto assim a agremiação de machos, carimbando-os com o "OH" (ouço agora o que caracteriza o movimento?) no braço para mais fácil identificação? Afinal, há algum motivo para se preocupar tanto com as pregas alheias, senão a vontade refreada de cuidar ele próprio febrilmente de sua manutenção?

Reclama o deputado evangélico que "a sociedade" (sempre ela! vamos botá-la na cadeia!) incentiva o comportamento homossexual. Pois podem me incentivar a comer cocô por cerca de um século - dificilmente aceitarei sequer experimentar. Se há uma preocupação pro domo sua da parte do deputado em tal "incentivo", é porque o deputado está com medo de, durante a cogitação da hipótese, acabar descobrindo o quanto gosta de uma jeba com mais de 1/5 de metro de comprimento e calibre .80 de espessura. É a visão de que o caboclo, em estado natural, teria vontade de tudo, e apenas "a sociedade" é que refreia seus instintos mais bárbaros. Pergunto então ao cível deputado: e de dar uma meia hora de bunda, Vossa Excelência já sentiu vontade?

Ser hétero é fácil. Difícil é não ter uma piromba de proporções diminutas. Responda honestamente o leitor se o Orgulho Hétero e seu esforço sobre-humano para continuar sendo hétero não é linguagem própria de quem está desesperado para, às escondidas, entubar violentamente um mastruço incandescente e pulsante de veias azuis daqui a no máximo 30 minutos?

27 pessoas leram e discordaram:

Anônimo disse...

Flávio, meu caro

Confesso: achei engraçado o tal do dia de orgulho hetero, mais pela contraposição absurda ao absurdo chamado "orgulho gay". Você lembrou bem: ninguém escolhe se gosta de chupar pau, xoxota ou laranja. Por que então sentir orgulho do que vem sem esforço?
Eu admiro sinceramente alguns poucos gays: os que conseguem ser gays sem ser insuportáveis. Há sim preconceito em relação a alguns aspectos da vida de um gay (a começar da ideia de dar o loló). Se isso não bastasse, o simples fato de se sentir diferente da imensa maioria no começo da adolescência já garante o faturamento dos consultórios de psicologia. Ser gay deve ser algo difícil, pelo menos até se perceber como tal e aceitar isso numa boa. O resultado é óbvio: para cada homossexual bem resolvido, há uma multidão de bichas quá-quá, fanchonas caricaturais e enrustidos dos mais diversos naipes. O gay gente fina, esse é uma espécie rara. Eu invejo quem tenha passado por essa prova de fogo e sobrevivido.

Valter Heller Dani on 3 de agosto de 2011 13:29 disse...

Gostei do texto. Porém devo dizer que não concordo com o fato de vc ter posto no mesmo balaio aqueles que, de fato, têm uma preocupação descabida e "muito estranha" com as pregas alheias, junto com os que se preocupam estritamente é com o proselitismo gay, com a cagada em cima da constituição, feita pelo STF, etc.

Shâmtia Ayômide on 3 de agosto de 2011 16:45 disse...

Eu gosto de certas "causas conservadoras", mas tem muita coisa inócua, puritanismo dos brabos, obscessão pelo homossexualismo, e.t.c.

Fica a sugestão de próximo tema rs.

"Não foi o mundo que piorou, as coberturas jornalísticas é que melhoraram muito."(G. K. Chesterton)

Eliane disse...

Alguém que está na comunidade do Olavo de Carvalho não merece ser levado a sério. Você é só um coitado querendo atenção. zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

Anônimo disse...

Esse barroquismo todo pra chegar nessa conclusão tão senso-comum?

Flavio Morgenstern on 3 de agosto de 2011 19:09 disse...

Eliane, posso imaginar o quanto o Olavo de Carvalho CONCORDA PLENAMENTE comigo, né?

Anônimo disse...

Olá Flávio,

leio muitos ateus na internet, mas tú é um dos poucos que gosto de ler (convenhamos a maioria dos ateus da internet são bulistas). Com certeza tú não é um daqueles ateus adolescentes. Na internet só se fala daquele nome que se faz café: Bule, Bule... desde quando Bule é boa referência para ateísmo?

E concordo contigo, apesar da parada do orgulho gay (orgulho?), a parada do orgulho hétero terá consequências que hétero que é hétero não irá gostar... hehe

Abraços,

Paulo

Flavio Morgenstern on 3 de agosto de 2011 19:15 disse...

Valter Heller Dani, agradeço a visita, o comentário e mesmo os comentários no orkut.

O problema é que esse Orgulho Hétero nada tem a ver com as questões que você pontuou. No mais, o que o Olavo disse, sobre o STF ter agido anticonstitucionalissimamente (sempre quis usar essa palavra!) no caso da união estável, é refutável por qualquer graduado em Direito que se preocupe minimamente com Direito Processual Civil. E eu conheço muitos juízes que podem explicar isso nas filigranas necessárias...

Flavio Morgenstern on 3 de agosto de 2011 19:21 disse...

Paulo, agradeço a visita! Estou enrolando pra escrever sobre o Bullying Voador por aqui. Esse site é simplesmente uma queimação de fllme total.

Ontem mesmo lia um artigo de um cidadão pregando o Estado laico em um blog qualquer aí. Ia muito bem, aí o cara resolve dizer que não seguir o que a maioria prega é fascismo. Porra... eu não consigo concordar com metafísicas mágicas, mas será que esses ateuzinhos não percebem que, sem uma moral unificada, eles acabam sendo muito mais preguiçosos do que a maioria dos cristãos (sobretudo católicos, que têm uma tradição de livros e mais livros bimilenar com uma certa "obrigação" de serem estudados), e, mesmo que eu não concorde com suas conclusões ou método, acabam tendo um pensamento bem mais rigoroso e erudito do que ateu que acha que só porque não acredita em mágica, sabe tudo sobre o mundo...

Anônimo disse...

Gostei da expressão "Bullying Voador"... rs

Paulo

Rafael Blanchard disse...

Flavio, mto bom o texto, mas uma coisa que me chamou a atencao foi a percentagem que vc utilizou dentro dele. Além dessa medição ser mto dificil e nao existir um consenso (http://en.wikipedia.org/wiki/Demographics_of_sexual_orientation#Measurement_difficulties), de acordo com uma pesquisa da usp, no rio e em sp o índice de gays e bi é de 15% (rio) e 8% (sp).
Toma cuidado que daqui a pouco vcs sao minoria ;-)

Anônimo disse...

rsrsrs Sim, lhe pergunto, ou melhor, qual é a dúvida que lhe assola?? Dizes o que? Pensas o que? Tem muito esmero em escrever, e certo cuidado que beira a obsessão. Mas e daí?? Joyce rsrsrsr, Freud, pintos, bundas, rolas e afins, e daí??? Pára meu.
Que piada.

Sacana disse...

O problema aqui é conceitual. O que você fez foi delimitar, de maneira mais estreita, a denotação de orgulho.
Orgulho pode traduzir-se também por satisfação com determinada condição, não necessariamente defluente de esforço ou méritos próprios.

Sessões de meios expressivos on 9 de agosto de 2011 12:21 disse...

Acho que o senhor Apolinário deveria ampliar sua lei estendo para todos os gêneros, assim todos poderiam orgulhar se de suas cotas de prazer e sentido para suas vidas. Afinal, neste fim de seculo onde tendemos a perder nossos contornos desfazendo fronteiras e assimetrias, Acho este fenômeno dos orgulhos um sinal de banalização e também da chegada de um presente inevitável da transformação dos gêneros ancestrais. Adeus héteros, homos, bis, viva a novidade da relações espontâneas.

Flavio Morgenstern on 10 de agosto de 2011 07:49 disse...

Dia do Orgulho da Punheta Intelectual.

Anônimo disse...

Gosto da maior parte do que você escreve, mas não gostei deste texto. Achei que você usou muito palavrão. Concordo com o comentário que falou da questão de definição/conceito da palavra "orgulho".
==> Sacana disse...
"O problema aqui é conceitual. O que você fez foi delimitar, de maneira mais estreita, a denotação de orgulho.Orgulho pode traduzir-se também por satisfação com determinada condição, não necessariamente defluente de esforço ou méritos próprios.

Flavio Morgenstern on 10 de agosto de 2011 15:25 disse...

Anônimo, realmente difícil entender sua crítica. Quer dizer que você gosta da maior parte do que escrevo, mas acha que falei muito palavrão neste texto?

Anônimo disse...

Eu pergunto a todos exceto ao Sr.Estrela matutina. Vamos ficar dando trela pra esse cara... cacete puta papo de otário... Esse figura prima pela reclusão, e aí encontra seu pares e aí é esse distúrbio da oralidade generalizado... Atenção para um pseudo sei lá o quê é o mesmo que varrer areia da praia, é infindável, o oráculo, sozinho não tem valia, mas se perguntares ouvirás... se não perguntares ouvirás também... O negócio é o seguinte quem fica dando trela para essa figura, tem também que comer merda com garfo e faca... fui... não comer merda. mas ler um livrinho sobe o Caso Dreyfus, que o senhor estrela deve saber na íntegra... abraço a todos onanistas de plantão.

Anônimo disse...

também gostei do lance aventado pelo Sacana. o texto perde todo o sentido se dermos uma definição menos ortodoxa para a palavra orgulho.

Flavio Morgenstern on 14 de agosto de 2011 07:31 disse...

Orgulho Hétero: orgulho de não dar a bunda, mas não tão orgulhoso assim.

Anônimo disse...

"Reclama o deputado evangélico que "a sociedade" (sempre ela! vamos botá-la na cadeia!) incentiva o comportamento homossexual. Pois podem me incentivar a comer cocô por cerca de um século - dificilmente aceitarei sequer experimentar. Se há uma preocupação pro domo sua da parte do deputado em tal "incentivo", é porque o deputado está com medo de, durante a cogitação da hipótese, acabar descobrindo o quanto gosta de uma jeba com mais de 1/5 de metro de comprimento e calibre .80 de espessura. É a visão de que o caboclo, em estado natural, teria vontade de tudo, e apenas "a sociedade" é que refreia seus instintos mais bárbaros. Pergunto então ao cível deputado: e de dar uma meia hora de bunda, Vossa Excelência já sentiu vontade?"

O que você não está percebendo é o ponto de vista desses evangélicos que combatem o movimento gay. Eles tem como foco defender contra a doutrinação gay as camadas mais jovens, mais suscetíveis à doutrinação pela mídia. Só pelo fato de haver uma forte campanha de glamourização do homossexualismo muitos jovens experimentarão a sodomia, só para se adequarem à onda do momento. Se eles irão gostar ou não, isso não é preocupação dos cristãos, mas o simples fato de que, de acordo com seus preceitos bíblicos, a mera prática da sodomia condena a alma ao inferno. É isso que está em jogo para os cristãos. Daí a você julgá-los enxeridos, fiscais de cu alheio, etc, é até uma alegação a ser discutida, mas que pelo menos fique entendido o ponto de vista destes evangélicos.

PS: Não sou evangélico e sou contra essa fiscalização de cu alheio deles, mas pelo menos entendo o que os motiva.

Flavio Morgenstern on 15 de setembro de 2011 22:35 disse...

Anônimo, mas é justamente a partir do entendimento deste tópico que parte tal argumentação.

Afinal, simplesmente supor que a "doutrinação da mídia" para alguém sentir prazer indo chupar um canavial de rôla tem como premissa básica a idéia de que é uma delícia limpar respingos de esperma depois de ser esguichado ao manusear a trolha de um número de galalaus medido pela tabuada do 5, já que algo para conquistar os jovens tem de ser baseado em prazer desmedido e desatrelado de conseqüências responsáveis.

Sem essa premissa fundamental, todo o argumento vai por água abaixo. Afinal, você pode fazer a propaganda que quiser para que eu coma catarro todo dia, e garanto que nem por um século vou sentir a mais remota vontade. Já tem "heterossexual" aí que não pode ouvir alguém falar em jeba que já aperta uma bochecha da bunda contra a outra e dá uma reboladinha para evitar revelar suas volições mais profundas (de fora para dentro).

Anônimo disse...

Flávio,

Os jovens não são conquistados pela mídia apenas pela promessa de prazer desmedido, mas também pela necessidade de aceitação por parte do grupo em que vivem. Creio (e isso é opinião minha, passivel de discussão)até que este segundo fator tem muito mais peso nas escolhas feitas pelos jovens. Falo isso citando como exemplo o fato comum de jovens se submeterem a dores e humilhaçoes para serem aceitos em um grupo. Muitos jovens tatuam seus corpos,cometem delitos, ou experimentam drogas apenas para serem aceitos pelo seu grupo. Quem nao sabe disso? Se a mídia consegue emplacar que experimentar a homossexualidade é cool, pode ter certeza que muitos jovens a experimentarão, mesmo que a contragosto, só para estarem na moda e serem aceitos pelo grupo.

Toe_Jam on 21 de setembro de 2011 21:46 disse...

https://www.facebook.com/note.php?note_id=265291663487042

Anônimo disse...

ORGULHO HETERO de que?

Anônimo disse...

Excelente texto, vou terminar de ler assim que tiver ocioso, tanto quanto, os amigos acima.
Só pra colaborar com a insanidade, pesquisei no google sobre a multa em trapaças nos jogos de dominó. rs
Abraços!

Anônimo disse...

Acho que vc com toda essa erudição defendendo a causa, deve ser um gay que gosta de héteros... Deixa de ser enrustido cara!

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