sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mais preconceito lingüístico: primeiro round

Ao se digitar "preconceito lingüístico" no Google, você vai dar de cara com meu artigo no Implicante Preconceito linguistico e coitadismo linguistico, só ficando o termo na Wikipedia e as imagens do asqueroso livro de Marcos Bagno acima.

Demorei a entender por que vira e mexe (meXe!) aparecem estudantes de Letras que acabaram de descobrir a nova "teoria revolucionária" que só eles conhecem e que, como tudo o que se vê numa universidade "científica", basta concordar e supor ser irrefutável. Fico imaginando como anda a cara do Marcos Bagno (e seus cupinchas como Ataliba Teixeira de Castilho e Sírio Possenti, mestres da criadora do afamado livro do MEC Por uma vida melhor, a tal professora Heloísa Ramos).

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Mas alguns desses alunos que digitam "preconceito lingüístico" no Google para fazer trabalho servem de contra-exemplo ao que um crente da seita do "preconceito lingüístico". Segue um debate com uma aluna-sintoma da platitude intelectual que virou a "pesquisa científica" na Universidade brasileira, nos comentários do meu texto:


de: Alemida

Olá a todos!

De tão nojento e pedante (vide o palavrório rebuscado do autor, certamente um intelectualzinho de escola particular metido à oposicionista que se baseia nos delírios peessedebistas para atacar um governo exemplar como é o do PT), não consegui terminar de ler e, claro, caí na gargalhada antes de começar escrver este comentário.

Os autores deste blog são, com certeza, fascistas que não pensariam duas vezes em ajduar se a atual oposição golpista planejasse um golpe para implantar uma ditadura. São pessoas distantes da realidade, parecem cocô, ficam boiando e só boiando. Você, meu caro intelectualzinho de merda, já cursou um curso de Letras? Não, obviamente. Já estudou a fundo sociolinguística? Com certeza não. Então pega essas suas palavras reacionárias e absolutamente pedantes e as enfie goela abaixo, para não dizer outra coisa. Escrevendo este artigo infundado e ingênuo, certamente inspirado no rei da babaquice e do achismo Sr. Reinaldo Azevedo, um cretino fascista que escreve na podríssima Veja, você só demonstrou o quanto é burro e retardado a ponto de escrver sobre coisas que não conhece e, claro, nunca vai conhecer - afinal, a lógica da oposição é sempre essa: criticar e condenar sem nem ao menos se dar ao trabalho de conhecer.

Para sua informação, o capítulo do livro pode ser baixado no site 4shared.com. Baixe, leia e veja o quanto você é um reacionáriozinho criado com danoninho que pensa que escrever merda na internet é fazer política. Babaca!

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de: Flavio Morgenstern

A gente se mata a vida inteira pra zoar o PT. Vem o PT aqui e se zoa sozinho.

Mas, cara primeiranista de Letras, que tal aplicar a si própria a crítica que faz "à oposição" ("criticar e condenar sem nem ao menos se dar ao trabalho de conhecer"), continuar lendo a porcaria do artigo cocozento e acabar descobrindo que refutei até as linhas desse livreto que não falam de sociolingüística, afinal, não só faço Letras (e não é numa "escola particular", como se isso fosse defeito, é na USP), como estudo tal assunto com os melhores sociolingüistas do hemisfério?
Boa sorte em sua crítica que conhece antes de condenar. =*


de: Alemida

Seu artigo é tão imbecil, seu panaca direitopata fascista de uma figa, que para ele precisamos sim aplicar a lógica que acéfalos cretinos e filhos de porcos como você seguem: condenar antes de ler - até porque, meu caro filhote de Reinaldo Azevedo com José Serra e, Deus me livre, FHC, nem é necessário ler tudo até o final: é previsível o tipo de bosta que sai da boca rota e burra de gente de intelecto torto como você e a cambada do seu tipo. Babaca!

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de: Flavio Morgenstern

Ainda bem que você não é manipulada e pensa com a própria caçuleta. Só falta agora ter ao menos uma frase que não seja uma mistura de discurso do SINDIGORDAS com linguagem de filme de ação traduzido pela Globo. "Fascista de uma figa"?! Mas nem quando eu tinha 4 anos de idade me assustava com esse faniquito saído de uma linha de produção fordista!


de: Alemida

Vou visitar constantemente esse lixo de site só para te xingar, oh grande conhecedor da língua portuguesa. FAz USP, o menininho esperto? QUe coisa bonitinha. Mas enquanto os colegas de turma estavam nas aulas, você, não tenho dúvidas, ficava no apartamento jogando vídeo game, né? Afinal, papai paga minhas contas.

São pessoas como vocÊ que precisam ser estirpadas, pois, creia-me, Sr. Sou Implicante Porque Papai Paga Minhas Contas E Os Impostos do Lula, vocês são o que há de pior na sociedade brasileira. É o que faz nosso país ser de terceiro mundo, é o que faz nosso país ter caras como José Serra (esse que, de tão macho, fugiu para o Chile quando houve a ditadura aqui e que ainda sobrevive mesmo depois de ser esmagado pela DILMA nas últimas eleições).

Aliás: quantas chupetas por dia a moça faz na turma do contra (leia-se "fdps do DEM e do PSDB")?


de: Mauro

(…) já cursou um curso de Letras? Não, obviamente. Já estudou a fundo sociolinguística? Com certeza não.

E… ?

Isso me lembrou de algo dito uma vez por aquele famoso porco capitalista-direitista reacionário de direita, Noam Chomsky (a tradução meia-boca é culpa minha):

"Eu trabalhei em linguística matemática, por exemplo, sem quaisquer credenciais profissionais em matemática; nessa área eu sou completamente autodidata. Mas tenho sido frequentemente convidado por universidades para falar sobre linguística matemática em seminários e colóquios de matemática. Ninguém nunca questionou se eu tinha as credenciais adequadas para falar sobre esses assuntos; os matemáticos nunca deram a mínima. O que queriam saber é o que eu tinha a dizer. (…)

Por outro lado, ao discutir questões sociais, essa questão é constantemente levantada, frequentemente com virulência. (…)

O contraste entre matemática e ciências políticas é notável. Em física ou matemática, as pessoas estão preocupadas com o que você tem a dizer, não com sua formação. Mas, para falar sobre realidade social, você precisa ter as credenciais apropriadas. Em geral, me parece justo dizer que, quanto mais rica a substância intelectual de um determinado campo, menor a preocupação com credenciais, e maior o interesse por conteúdo."

(…) quantas chupetas por dia a moça faz (…)

Obrigado por deixar claro qual é o lado "intolerante, preconceituoso e conservador" da discussão.

Enfim, a tal Alemida aceita a aposta...


de: Alemida

Caro,

antes de qualquer aposta que você sabe que nunca vai poder dar certo por razões óbvias - quem da USP vai aceitar assistir qualquer debate entre eu e você?????? - leia o seguinte artigo, pois acho que ele fará muito bem para clarear suas ideias que, para mim, estão um tanto quanto confusas.

Outra coisa: o que me irritou mesmo no seu artigo, no final das contas, é que você deu mais ênfase no ofender o Marcos Bagno do que no refutar as ideias dele e de quem o segue. POr isso, inclusive, ofendi você (o que foi muito divertido, seu idiota).

De qualquer modo, leia, se quiser, o texto abaixo e depois poste o que pensou. (segue um longo texto de Sérgi Fausto, diretor-executivo do Instituto Fernando Henrique - sim, ele.)

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de: Flavio Morgenstern

Cara Alemida, não sei se vossa genialidade marxista terá já percebido, mas: (a) Não há nada neste texto, que por sinal já conhecia, que remova uma vírgula do lugar na argumentação que apresentei acima, e (b) Não apenas isso, como ainda minha argumentação refuta ponto a ponto o que foi apresentado por este cidadão.

Em outras palavras, você, como toda esquerdista, se acha intelectual por ter lido um manualzinho de 40 páginas pró-partido e acha que só você tem a consciência, doutrina e temperança (sobretudo a temperança) necessária para terçar armas num debate e ganhar. Acredita que as 40 páginas do Manifestinho que leu nunca foram refutados por gênios de verdade (aqui vai uma boa lista: http://4ms.me/pZCN24). E acredita que quem já leu as 40 páginas do seu Manifestinho e mais meio mundo que o discute entende menos dos resultados do seu Manifestinho do que você - afinal, todo esquerdista baseia-se em intenções, nunca em resultados - apanágio da direita.

Isto é uma manobra retórica um tanto quanto torta, derivada do délire d'interprétation, como exposto pelo psiquiatra Paul Sérieux. Sua tática é que, assim que alguém refuta seus pontos, você reafirma seus pontos, assim, como se a refutação tivesse entrado por um ouvido e saído por outro (o que, afinal, se deu). Assim, como a resposta mais óbvia para seu "argumento" (chamemo-lo assim para poupar novos esforços envidados em uma taxonomia adequada) seria repetir, ponto a ponto, o que já foi dito, caindo na armadilha preparada subconscientemente por você, que logo diria que eu não tenho argumentos justamente por isso, e daí seguir-se-ia mais repetições do que já foi refutado cantados como se canta vitória ao som da lira da insânia.

Mas não deixa de haver pontos curiosos no arrazoado que me traz. Pinço de tais garatujas as seguintes passagens:

"O procedimento consiste na desqualificação de ideias sem o mínimo esforço prévio de compreendê-las. Funciona assim: diante de mero indício de convicções contrárias às minhas, detectados em leitura de viés ou simples ouvir dizer, passo ao ataque para desmoralizar o argumento em questão e os seus autores. É a técnica de atirar primeiro e perguntar depois. A vítima é a qualidade do debate público.

(…)

Mas é preciso educar-se para o debate. Isso implica desde logo dar-se ao trabalho de conhecer o tema em pauta e ter a disposição de entender o ponto de vista alheio antes de desqualificá-lo."

Diga lá meu furibundo e impaciente leitor se tal atitude, jogada às minhas fauces em tom acusatório, condiz mais comigo, que não apenas conheceu adequadamente o livro do MEC da professora Heloísa Ramos, como conhece a teoria por trás de tal disparate, e não apenas o famoso livro Preconceito lingüístico: o que é, como se faz, de Marcos Bagno, principal divulgador da caganeira, como também seus livros menos conhecidos (como o mais recente A norma oculta: Língua & poder na sociedade brasileira) e ainda cuida de refutar página a página (devidamente citadas seguindo as normas da ABNT) tais atentados à civilização, ou se é o acinte seria mais pertinente se fosse direcionado à própria primeiranista neófita Alemida, que tem a capacidade de digitar um longamente na caixa de comentários que o autor do texto nunca deve ter pisado em uma faculdade de Letras - bem embaixo da assinatura em que se lê, em negrito no original, "Flavio Morgenstern é redator, tradutor, faz Letras na USP e aprendeu a não dizer "amém" para professores partidários alguns meses após aprender a limpar o bumbum sozinho."?!

Também diz a cafonice citada pela Alemida como "argumento" (perdoem-me o excesso de licenças vernaculares):

"Melhoramos desde então? Sim, as taxas de repetência, defasagem idade/série e evasão escolar diminuíram. Parte da melhora se deve à adoção da progressão continuada, outra presa fácil da distorção deliberada, pois passível de ser confundida com a aprovação automática."

Então melhoramos os níveis de repetência porque substituímos a repetência por um sistema em que ela não mais existe. Bravo, bravo, bravo!

Coroa o bolo cerejosamente:

"O desempenho dos alunos em Português vem melhorando, em especial no primeiro ciclo do ensino fundamental, conforme indicam avaliações nacionais e internacionais, ainda que mais lentamente do que seria desejável e necessário."

Ora, se isto é feito para se elogiar a porcaria do livro que entupiu de dinheiro sua desastradíssima autora, devo crer que há professores ganhando demais para melhorar "lentamente". No mais, não se sabe de onde este cidadão tira tais dados: Como já afirmou o Olavo:

"Em editorial do dia 25 último, a Folha de S. Paulo faz as mais prodigiosas acrobacias estatísticas para induzir o leitor a acreditar que a queda do Brasil do 76° para o 88° lugar em educação básica, na escala da Unesco, representa na verdade um progresso formidável." (e continuamos Caindo sem parar - extremely worth reading!)

Enfim, nada disso representa um contra-argumento bem dirigido a sequer uma vírgula fora do lugar em meu texto (e as há). Que tal tentar com mais força da próxima vez antes de tentar debater, como coloquei como termos adequados para um debate? Afinal, como você, com sua cultura letranda superior deve saber, Contra negantem principia non est disputandum ("não se deve discutir com quem negue os princípios"). Afinal, posso ainda ficar te devendo um Ferrari F-50 (um? uma? oh, sociolingüística, como dependes da sintaxe!) por isso.

Try again, minha fofura de saia indiana e sandália sebosa de couro cru. Tico e Teco dêem as mãos e força na peruca! Acreditamos que você consegue.

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de: Alemida (enviado concomitantemente ao comentário anterior)

Engole mais esse: (segue outro texto de Weden, publicado pelo jornalista com alguns problemas milionários aos cofres públicos Luis Nassif)

(...)

PS: Se é que leu esse outro artigo (lembre-se da lógica que vc e sua cambada de reaças seguem…), o que achou?????


de: Flavio Morgenstern

Poxa, mais um artigo que não é de seu estro próprio atacando jornalistas os mais variados, sempre com o argumento de "não leu o livro" (que foi até escaneado em alguns dos artigos citados, mas você não leu os artigos)? E o que eu tenho a ver com isso, se critiquei foram as teses do Bagno (e Sílvio Possenti, e Teixeira de Castilho - provando, sim, que o objetivo destes camaradas é acabar com o ensino da norma culta para os pobres, abrindo um abismo mais largo entre ricos e pobres), citando até erros do energúmeno que nada têm a ver com lingüística (sempre com página citada)? Cadê o contra-argumento? Existe algum? Existe meio? Há alguma citação a algo que escrevi e pormenorizada refutação per negationemum consequentiae? Ou só há acima mais declarações que já foram refutadas em meus escritos?

Ademais, comento de passagem alguns casos citados nesse novo artigo que eu conheço, e você não:

"Jornalista do jornal O Globo (vários): as reportagens sobre o livro didático foram assinadas por vários jornalistas. Todos insistiram na tese - não confirmada - de que o livro contém 'erros grosseiros de português'."

Como, "não confirmada"? Só o fato de o livro usar como exemplo de linguagem adequada "os menino pega o peixe" (e jogando a culpa em sua inadequação aos ouvintes, e não aos falantes), já mostra que há erros grosseiros de português! Por sinal, como demostrou a tradutora Ivonne C. Bennetti, essa frase sequer é usada na linguagem popular brasileira.

"Reinaldo Azevedo (Veja): a partir de trechos soltos, confundiu demonstração linguistica com pregação política. Partidarizou o que é consenso no campo da linguistica internacional."

Mentira deslavada. Não há nenhum consenso internacional sobre preconceito lingüístico - nem mesmo em faculdades de Letras, reconhecidas internacionalmente por angariarem os piores alunos a passar num Vestibular, sendo composta em mais de 95% de hippies, comunistas, maconheiros e barangas. Reinaldo Azevedo não confundiu nada: conforme eu mesmo demonstrei citando não o livro do MEC, mas os lixos tóxicos do seu patrono, Marcos Bagno (exatamente quem o Reinaldo também criticou, e até deixou uma fotinho dele lá, para esse jornalista que não sabe ler e acha que pode dar pitos alheios sobre quem leu e quem não leu), que na sétima linha de seu livro já está citando e defendendo Luiz Inácio Lula da Silva, e sai defendendo o socialismo a torto e a direito no seu livro. Se isso não é "pregação política", talvez só mesmo Mussolini e Pol-Pot sejam competentes pregadores.

"Merval Pereira (Globo): fez afirmações fora do escopo da obra: 'o Ministério da Educação está estimulando os alunos brasileiros a cultivarem seus erros'. Não há passagem clara neste sentido no livro."

Cito o livro: "Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar 'os livro'?' Claro que pode. Mas fique atento, porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico." (grifo meu)

"Carlos Alberto Sardenberg (Globo): chegou a afirmar que o livro defende o modo de falar do ex-presidente Lula. Não leu o livro."

Pois o livro não, mas o livro só se sustenta com teses como a defendida por Marcos Bagno, e este não o faz?

Novamente, nenhuma refutação, nenhum contra-argumento. É assim que você quer debater? Pois vai precisar de um pouco mais de Virmond de Lacerda Neto, Bechara, Hariovaldo Almeida Prado e Anderson Cássio de Oliveira Lopes depois do Sucrilhos. ;)

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de: Alemida (razoavelmente concomitante aos outros 2 comentários)

Ah, e acessa esse link aqui: (segue outro link)

vc vai se divertir muito, filhote de Reinaldo Azevedo.


de: Mauro

"Argumentum ad verecundiam é a pior forma de argumentação." - Karl Popper

"Argumentum ad antiquitatem é a pior forma de argumentação." - Karl Feyerabend

"Argumentum ad ignorantiam é a pior forma de argumentação." - Karl Sagan

Felizmente, nenhum deles viveu para presenciar a popularização da argumentação por copiar-e-colar.


de: Alemida

Ao caro Mauro:

Não sei você, seu imbecil, mas eu percebi o quanto nosso amigo Flávio, ao escrever o artigo sobre as teses de Bagno, o ofendeu do início ao fim, e não o refutou - e se o fez, foi com arrogância extrema. Veja, seu burro de escola particular (leia Mauro aqui, por favor), que, para gente da sua laia, só mesmo usando a mesma moeda para dar o troco. Bando de idiotas! O acesso à internet de gente como vocês devia ser proibido.

Francamente, volto atrás na minha ideia de visitar sempre esse site só para ofender os trouxas que aqui escrevem e comentam: não valem, afinal, nem o esforço de gente sensata como eu para xingá-los de filhos de uma puta, por exemplo.

Até mais, seus fascistas.


de: Flavio Morgenstern

Pô, Alemida, pediu pinico?! Cadê sua superioridade intelectual de escola pública petista?!

Vai lá… antes de ir, refuta pelo menos um parágrafo, vá. Não precisa ser o texto inteiro (já que, pra você, está inteiro errado), pode ser só uma passagenzinha… não vai ter a bondade, sua comunista?


de: Mauro

o ofendeu do início ao fim (…)

Ué, mas se você não leu o artigo até o final, como você mesma admitiu, como pode afirmar que o autor ofende Bagno até o fim? Será que, no final da história, Bagno e Morgenstern não vão superar suas diferenças, entrelaçar os dedos mindinhos e ficar de bem? Se não terminar de ler o artigo, você nunca vai saber como acaba!

só mesmo usando a mesma moeda (…)

Não, a moeda que você usou é completamente diferente; há uma diferença crucial que está escapando à sua atenção. Bagno realmente é ridicularizado pelo autor do artigo, mas repare que o autor é cuidadoso para, em nenhum momento, afirmar que Bagno está errado porque é chato e bobo, além de não tomar banho. O autor do artigo sabe que, se assim fizesse, estaria incorrendo na manjadíssima falácia do ataque ad hominem, e a sua argumentação ficaria comprometida. Em vez disso, o autor diz: Bagno (que, parenteticamente, é chato e bobo, além de não tomar banho), está errado por tais e tais razões.

O seu ataque, em contraste, se baseou nas seguintes moedas de três reais, digo, falácias:

* o artigo está errado porque o autor não tem as credenciais acadêmicas necessárias para questionar um luminar do porte de Bagno (apelo à autoridade);

* o artigo está errado porque o autor é um direitopata fascista de uma figa, além de peessedebista e bicha louca (ataque ad hominem);

* o artigo está errado porque José Serra fugiu para o Chile (non sequitur);

* o artigo está errado porque consigo copiar e colar um artigo que achei na internet, escrito por outra pessoa, que trata de assunto apenas tangencialmente relacionado com o tema em discussão (strawman argument, em português, é como?).

volto atrás na minha idéia de (…)

Mas já vai? Pô, mas está cedo ainda! Fique mais um pouco, vamos chamar mais uma rodada!

[[[ Morgen, sinta-se à vontade para censurar esta resposta, se lhe der na telha; eu ainda sou goiaba nessas coisas. se acaso passar pela peneira, favor remover esta linha :-) ]]]


de: Flavio Morgenstern

Hahahahah… o mais engraçado de tudo é a doutora dizer que não tenho credenciais para discutir Bagno e demonstrar que não sabe se faço Letras ou não. Eu, que estudo com livre-docente no assunto… :)

E tem também o "seus fascistas" a cada 4 linhas. Vejamos o que diz Bagno: "repudiam tudo o que não trouxer a marca registrada de uma atitude fascista diante do mundo" (op. cit., p. 121). Adivinha só como nossa amiga define o que ela aprova ou repudia…

Conclusão: aluninhos que acreditam em Marcos Bagno são invariavelmente tão burros que não têm coragem de entrar em debates correndo o risco de ganhar Ferrari F-50. E, graças a ele, fico sem meu Porsche.

5 pessoas leram e discordaram:

Carol disse...

Hahaha!

Essa menina é algum tipo de "fake" dos tempos de apogeu do Orkut?

Anônimo disse...

Parabéns! Não é qq um que tem paciência pra discutir com boçais do naipe dessa garota. Ela realmente conseguiu atinginr um "new low".

Daniel Nunes Santos disse...

Não só paciência mas também talvez um otimismo desmedido de que criaturas como essas são capazes de ser convencidas por "argumentos".

Quer dizer que você desperdiça o aprendizado de um mestre livre-docente no assunto para mover algumas pequenas brigas com uns marginais que nem sabem ler? Musculação intelectual?

Mesmo assim, admiro sua perda de tempo otimista (ou simplesmente debochada). Alguém tem de fazer o trabalho sujo, parabéns! Espero um dia poder ler os desdobramentos hardcore de suas leituras críticas, se houver. Enquanto isso, serve mesmo sua militância solidária para com analfabetos funcionais, que tem alguma coisa de exibicionismo bem gratuito.

Abraços...

Georgeumbrasileiro disse...

Lamentável. Achei que os rounds viriam em ordem cronológica. Alemida não é adversária que se preze. Nem texto escreveu...

Aldo Jose de Lima JUnior disse...

Noooooossssssaaaaaaaa, subimos de 88º para 76º que evolução, estamos entre os 76 melhores do mundo.
Bom mas agora falando sério vai, grande evolução uma bosta, esse negócio de estar entre os 76 melhores tirei da globo, vamos falar a verdade estamos muito, mas muito mal nesse ranking, temos que lembrar de uma coisa, só quem sobe ao podium são os três primeiros, do quarto para baixo são perdedores, então não vibre por causa desse ranking que você pegou de algum lugar Alemida(sua mãe estava lendo algum livro de biologia quando escolheu seu nome?). Como ouço muitas pessoas falarem e concordo, o Brasil precisa de um Hitler, mas evoluído, tem que caçar apenas as pessoas que querem destruir nossa língua(Marcos Bagno), ser comunista com dinheiro no bolso é fácil, queria ver se ele não ganhasse um salário bem gordo na unb e com os contos de horrores que ele vende, assim até eu. Flávio te apóio, "Tamu juntu" como dizem por ai né.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Mais preconceito lingüístico: primeiro round


Ao se digitar "preconceito lingüístico" no Google, você vai dar de cara com meu artigo no Implicante Preconceito linguistico e coitadismo linguistico, só ficando o termo na Wikipedia e as imagens do asqueroso livro de Marcos Bagno acima.

Demorei a entender por que vira e mexe (meXe!) aparecem estudantes de Letras que acabaram de descobrir a nova "teoria revolucionária" que só eles conhecem e que, como tudo o que se vê numa universidade "científica", basta concordar e supor ser irrefutável. Fico imaginando como anda a cara do Marcos Bagno (e seus cupinchas como Ataliba Teixeira de Castilho e Sírio Possenti, mestres da criadora do afamado livro do MEC Por uma vida melhor, a tal professora Heloísa Ramos).

print bagno meche.jpg

Mas alguns desses alunos que digitam "preconceito lingüístico" no Google para fazer trabalho servem de contra-exemplo ao que um crente da seita do "preconceito lingüístico". Segue um debate com uma aluna-sintoma da platitude intelectual que virou a "pesquisa científica" na Universidade brasileira, nos comentários do meu texto:


de: Alemida

Olá a todos!

De tão nojento e pedante (vide o palavrório rebuscado do autor, certamente um intelectualzinho de escola particular metido à oposicionista que se baseia nos delírios peessedebistas para atacar um governo exemplar como é o do PT), não consegui terminar de ler e, claro, caí na gargalhada antes de começar escrver este comentário.

Os autores deste blog são, com certeza, fascistas que não pensariam duas vezes em ajduar se a atual oposição golpista planejasse um golpe para implantar uma ditadura. São pessoas distantes da realidade, parecem cocô, ficam boiando e só boiando. Você, meu caro intelectualzinho de merda, já cursou um curso de Letras? Não, obviamente. Já estudou a fundo sociolinguística? Com certeza não. Então pega essas suas palavras reacionárias e absolutamente pedantes e as enfie goela abaixo, para não dizer outra coisa. Escrevendo este artigo infundado e ingênuo, certamente inspirado no rei da babaquice e do achismo Sr. Reinaldo Azevedo, um cretino fascista que escreve na podríssima Veja, você só demonstrou o quanto é burro e retardado a ponto de escrver sobre coisas que não conhece e, claro, nunca vai conhecer - afinal, a lógica da oposição é sempre essa: criticar e condenar sem nem ao menos se dar ao trabalho de conhecer.

Para sua informação, o capítulo do livro pode ser baixado no site 4shared.com. Baixe, leia e veja o quanto você é um reacionáriozinho criado com danoninho que pensa que escrever merda na internet é fazer política. Babaca!

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de: Flavio Morgenstern

A gente se mata a vida inteira pra zoar o PT. Vem o PT aqui e se zoa sozinho.

Mas, cara primeiranista de Letras, que tal aplicar a si própria a crítica que faz "à oposição" ("criticar e condenar sem nem ao menos se dar ao trabalho de conhecer"), continuar lendo a porcaria do artigo cocozento e acabar descobrindo que refutei até as linhas desse livreto que não falam de sociolingüística, afinal, não só faço Letras (e não é numa "escola particular", como se isso fosse defeito, é na USP), como estudo tal assunto com os melhores sociolingüistas do hemisfério?
Boa sorte em sua crítica que conhece antes de condenar. =*


de: Alemida

Seu artigo é tão imbecil, seu panaca direitopata fascista de uma figa, que para ele precisamos sim aplicar a lógica que acéfalos cretinos e filhos de porcos como você seguem: condenar antes de ler - até porque, meu caro filhote de Reinaldo Azevedo com José Serra e, Deus me livre, FHC, nem é necessário ler tudo até o final: é previsível o tipo de bosta que sai da boca rota e burra de gente de intelecto torto como você e a cambada do seu tipo. Babaca!

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de: Flavio Morgenstern

Ainda bem que você não é manipulada e pensa com a própria caçuleta. Só falta agora ter ao menos uma frase que não seja uma mistura de discurso do SINDIGORDAS com linguagem de filme de ação traduzido pela Globo. "Fascista de uma figa"?! Mas nem quando eu tinha 4 anos de idade me assustava com esse faniquito saído de uma linha de produção fordista!


de: Alemida

Vou visitar constantemente esse lixo de site só para te xingar, oh grande conhecedor da língua portuguesa. FAz USP, o menininho esperto? QUe coisa bonitinha. Mas enquanto os colegas de turma estavam nas aulas, você, não tenho dúvidas, ficava no apartamento jogando vídeo game, né? Afinal, papai paga minhas contas.

São pessoas como vocÊ que precisam ser estirpadas, pois, creia-me, Sr. Sou Implicante Porque Papai Paga Minhas Contas E Os Impostos do Lula, vocês são o que há de pior na sociedade brasileira. É o que faz nosso país ser de terceiro mundo, é o que faz nosso país ter caras como José Serra (esse que, de tão macho, fugiu para o Chile quando houve a ditadura aqui e que ainda sobrevive mesmo depois de ser esmagado pela DILMA nas últimas eleições).

Aliás: quantas chupetas por dia a moça faz na turma do contra (leia-se "fdps do DEM e do PSDB")?


de: Mauro

(…) já cursou um curso de Letras? Não, obviamente. Já estudou a fundo sociolinguística? Com certeza não.

E… ?

Isso me lembrou de algo dito uma vez por aquele famoso porco capitalista-direitista reacionário de direita, Noam Chomsky (a tradução meia-boca é culpa minha):

"Eu trabalhei em linguística matemática, por exemplo, sem quaisquer credenciais profissionais em matemática; nessa área eu sou completamente autodidata. Mas tenho sido frequentemente convidado por universidades para falar sobre linguística matemática em seminários e colóquios de matemática. Ninguém nunca questionou se eu tinha as credenciais adequadas para falar sobre esses assuntos; os matemáticos nunca deram a mínima. O que queriam saber é o que eu tinha a dizer. (…)

Por outro lado, ao discutir questões sociais, essa questão é constantemente levantada, frequentemente com virulência. (…)

O contraste entre matemática e ciências políticas é notável. Em física ou matemática, as pessoas estão preocupadas com o que você tem a dizer, não com sua formação. Mas, para falar sobre realidade social, você precisa ter as credenciais apropriadas. Em geral, me parece justo dizer que, quanto mais rica a substância intelectual de um determinado campo, menor a preocupação com credenciais, e maior o interesse por conteúdo."

(…) quantas chupetas por dia a moça faz (…)

Obrigado por deixar claro qual é o lado "intolerante, preconceituoso e conservador" da discussão.

Enfim, a tal Alemida aceita a aposta...


de: Alemida

Caro,

antes de qualquer aposta que você sabe que nunca vai poder dar certo por razões óbvias - quem da USP vai aceitar assistir qualquer debate entre eu e você?????? - leia o seguinte artigo, pois acho que ele fará muito bem para clarear suas ideias que, para mim, estão um tanto quanto confusas.

Outra coisa: o que me irritou mesmo no seu artigo, no final das contas, é que você deu mais ênfase no ofender o Marcos Bagno do que no refutar as ideias dele e de quem o segue. POr isso, inclusive, ofendi você (o que foi muito divertido, seu idiota).

De qualquer modo, leia, se quiser, o texto abaixo e depois poste o que pensou. (segue um longo texto de Sérgi Fausto, diretor-executivo do Instituto Fernando Henrique - sim, ele.)

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de: Flavio Morgenstern

Cara Alemida, não sei se vossa genialidade marxista terá já percebido, mas: (a) Não há nada neste texto, que por sinal já conhecia, que remova uma vírgula do lugar na argumentação que apresentei acima, e (b) Não apenas isso, como ainda minha argumentação refuta ponto a ponto o que foi apresentado por este cidadão.

Em outras palavras, você, como toda esquerdista, se acha intelectual por ter lido um manualzinho de 40 páginas pró-partido e acha que só você tem a consciência, doutrina e temperança (sobretudo a temperança) necessária para terçar armas num debate e ganhar. Acredita que as 40 páginas do Manifestinho que leu nunca foram refutados por gênios de verdade (aqui vai uma boa lista: http://4ms.me/pZCN24). E acredita que quem já leu as 40 páginas do seu Manifestinho e mais meio mundo que o discute entende menos dos resultados do seu Manifestinho do que você - afinal, todo esquerdista baseia-se em intenções, nunca em resultados - apanágio da direita.

Isto é uma manobra retórica um tanto quanto torta, derivada do délire d'interprétation, como exposto pelo psiquiatra Paul Sérieux. Sua tática é que, assim que alguém refuta seus pontos, você reafirma seus pontos, assim, como se a refutação tivesse entrado por um ouvido e saído por outro (o que, afinal, se deu). Assim, como a resposta mais óbvia para seu "argumento" (chamemo-lo assim para poupar novos esforços envidados em uma taxonomia adequada) seria repetir, ponto a ponto, o que já foi dito, caindo na armadilha preparada subconscientemente por você, que logo diria que eu não tenho argumentos justamente por isso, e daí seguir-se-ia mais repetições do que já foi refutado cantados como se canta vitória ao som da lira da insânia.

Mas não deixa de haver pontos curiosos no arrazoado que me traz. Pinço de tais garatujas as seguintes passagens:

"O procedimento consiste na desqualificação de ideias sem o mínimo esforço prévio de compreendê-las. Funciona assim: diante de mero indício de convicções contrárias às minhas, detectados em leitura de viés ou simples ouvir dizer, passo ao ataque para desmoralizar o argumento em questão e os seus autores. É a técnica de atirar primeiro e perguntar depois. A vítima é a qualidade do debate público.

(…)

Mas é preciso educar-se para o debate. Isso implica desde logo dar-se ao trabalho de conhecer o tema em pauta e ter a disposição de entender o ponto de vista alheio antes de desqualificá-lo."

Diga lá meu furibundo e impaciente leitor se tal atitude, jogada às minhas fauces em tom acusatório, condiz mais comigo, que não apenas conheceu adequadamente o livro do MEC da professora Heloísa Ramos, como conhece a teoria por trás de tal disparate, e não apenas o famoso livro Preconceito lingüístico: o que é, como se faz, de Marcos Bagno, principal divulgador da caganeira, como também seus livros menos conhecidos (como o mais recente A norma oculta: Língua & poder na sociedade brasileira) e ainda cuida de refutar página a página (devidamente citadas seguindo as normas da ABNT) tais atentados à civilização, ou se é o acinte seria mais pertinente se fosse direcionado à própria primeiranista neófita Alemida, que tem a capacidade de digitar um longamente na caixa de comentários que o autor do texto nunca deve ter pisado em uma faculdade de Letras - bem embaixo da assinatura em que se lê, em negrito no original, "Flavio Morgenstern é redator, tradutor, faz Letras na USP e aprendeu a não dizer "amém" para professores partidários alguns meses após aprender a limpar o bumbum sozinho."?!

Também diz a cafonice citada pela Alemida como "argumento" (perdoem-me o excesso de licenças vernaculares):

"Melhoramos desde então? Sim, as taxas de repetência, defasagem idade/série e evasão escolar diminuíram. Parte da melhora se deve à adoção da progressão continuada, outra presa fácil da distorção deliberada, pois passível de ser confundida com a aprovação automática."

Então melhoramos os níveis de repetência porque substituímos a repetência por um sistema em que ela não mais existe. Bravo, bravo, bravo!

Coroa o bolo cerejosamente:

"O desempenho dos alunos em Português vem melhorando, em especial no primeiro ciclo do ensino fundamental, conforme indicam avaliações nacionais e internacionais, ainda que mais lentamente do que seria desejável e necessário."

Ora, se isto é feito para se elogiar a porcaria do livro que entupiu de dinheiro sua desastradíssima autora, devo crer que há professores ganhando demais para melhorar "lentamente". No mais, não se sabe de onde este cidadão tira tais dados: Como já afirmou o Olavo:

"Em editorial do dia 25 último, a Folha de S. Paulo faz as mais prodigiosas acrobacias estatísticas para induzir o leitor a acreditar que a queda do Brasil do 76° para o 88° lugar em educação básica, na escala da Unesco, representa na verdade um progresso formidável." (e continuamos Caindo sem parar - extremely worth reading!)

Enfim, nada disso representa um contra-argumento bem dirigido a sequer uma vírgula fora do lugar em meu texto (e as há). Que tal tentar com mais força da próxima vez antes de tentar debater, como coloquei como termos adequados para um debate? Afinal, como você, com sua cultura letranda superior deve saber, Contra negantem principia non est disputandum ("não se deve discutir com quem negue os princípios"). Afinal, posso ainda ficar te devendo um Ferrari F-50 (um? uma? oh, sociolingüística, como dependes da sintaxe!) por isso.

Try again, minha fofura de saia indiana e sandália sebosa de couro cru. Tico e Teco dêem as mãos e força na peruca! Acreditamos que você consegue.

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de: Alemida (enviado concomitantemente ao comentário anterior)

Engole mais esse: (segue outro texto de Weden, publicado pelo jornalista com alguns problemas milionários aos cofres públicos Luis Nassif)

(...)

PS: Se é que leu esse outro artigo (lembre-se da lógica que vc e sua cambada de reaças seguem…), o que achou?????


de: Flavio Morgenstern

Poxa, mais um artigo que não é de seu estro próprio atacando jornalistas os mais variados, sempre com o argumento de "não leu o livro" (que foi até escaneado em alguns dos artigos citados, mas você não leu os artigos)? E o que eu tenho a ver com isso, se critiquei foram as teses do Bagno (e Sílvio Possenti, e Teixeira de Castilho - provando, sim, que o objetivo destes camaradas é acabar com o ensino da norma culta para os pobres, abrindo um abismo mais largo entre ricos e pobres), citando até erros do energúmeno que nada têm a ver com lingüística (sempre com página citada)? Cadê o contra-argumento? Existe algum? Existe meio? Há alguma citação a algo que escrevi e pormenorizada refutação per negationemum consequentiae? Ou só há acima mais declarações que já foram refutadas em meus escritos?

Ademais, comento de passagem alguns casos citados nesse novo artigo que eu conheço, e você não:

"Jornalista do jornal O Globo (vários): as reportagens sobre o livro didático foram assinadas por vários jornalistas. Todos insistiram na tese - não confirmada - de que o livro contém 'erros grosseiros de português'."

Como, "não confirmada"? Só o fato de o livro usar como exemplo de linguagem adequada "os menino pega o peixe" (e jogando a culpa em sua inadequação aos ouvintes, e não aos falantes), já mostra que há erros grosseiros de português! Por sinal, como demostrou a tradutora Ivonne C. Bennetti, essa frase sequer é usada na linguagem popular brasileira.

"Reinaldo Azevedo (Veja): a partir de trechos soltos, confundiu demonstração linguistica com pregação política. Partidarizou o que é consenso no campo da linguistica internacional."

Mentira deslavada. Não há nenhum consenso internacional sobre preconceito lingüístico - nem mesmo em faculdades de Letras, reconhecidas internacionalmente por angariarem os piores alunos a passar num Vestibular, sendo composta em mais de 95% de hippies, comunistas, maconheiros e barangas. Reinaldo Azevedo não confundiu nada: conforme eu mesmo demonstrei citando não o livro do MEC, mas os lixos tóxicos do seu patrono, Marcos Bagno (exatamente quem o Reinaldo também criticou, e até deixou uma fotinho dele lá, para esse jornalista que não sabe ler e acha que pode dar pitos alheios sobre quem leu e quem não leu), que na sétima linha de seu livro já está citando e defendendo Luiz Inácio Lula da Silva, e sai defendendo o socialismo a torto e a direito no seu livro. Se isso não é "pregação política", talvez só mesmo Mussolini e Pol-Pot sejam competentes pregadores.

"Merval Pereira (Globo): fez afirmações fora do escopo da obra: 'o Ministério da Educação está estimulando os alunos brasileiros a cultivarem seus erros'. Não há passagem clara neste sentido no livro."

Cito o livro: "Você pode estar se perguntando: 'Mas eu posso falar 'os livro'?' Claro que pode. Mas fique atento, porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico." (grifo meu)

"Carlos Alberto Sardenberg (Globo): chegou a afirmar que o livro defende o modo de falar do ex-presidente Lula. Não leu o livro."

Pois o livro não, mas o livro só se sustenta com teses como a defendida por Marcos Bagno, e este não o faz?

Novamente, nenhuma refutação, nenhum contra-argumento. É assim que você quer debater? Pois vai precisar de um pouco mais de Virmond de Lacerda Neto, Bechara, Hariovaldo Almeida Prado e Anderson Cássio de Oliveira Lopes depois do Sucrilhos. ;)

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de: Alemida (razoavelmente concomitante aos outros 2 comentários)

Ah, e acessa esse link aqui: (segue outro link)

vc vai se divertir muito, filhote de Reinaldo Azevedo.


de: Mauro

"Argumentum ad verecundiam é a pior forma de argumentação." - Karl Popper

"Argumentum ad antiquitatem é a pior forma de argumentação." - Karl Feyerabend

"Argumentum ad ignorantiam é a pior forma de argumentação." - Karl Sagan

Felizmente, nenhum deles viveu para presenciar a popularização da argumentação por copiar-e-colar.


de: Alemida

Ao caro Mauro:

Não sei você, seu imbecil, mas eu percebi o quanto nosso amigo Flávio, ao escrever o artigo sobre as teses de Bagno, o ofendeu do início ao fim, e não o refutou - e se o fez, foi com arrogância extrema. Veja, seu burro de escola particular (leia Mauro aqui, por favor), que, para gente da sua laia, só mesmo usando a mesma moeda para dar o troco. Bando de idiotas! O acesso à internet de gente como vocês devia ser proibido.

Francamente, volto atrás na minha ideia de visitar sempre esse site só para ofender os trouxas que aqui escrevem e comentam: não valem, afinal, nem o esforço de gente sensata como eu para xingá-los de filhos de uma puta, por exemplo.

Até mais, seus fascistas.


de: Flavio Morgenstern

Pô, Alemida, pediu pinico?! Cadê sua superioridade intelectual de escola pública petista?!

Vai lá… antes de ir, refuta pelo menos um parágrafo, vá. Não precisa ser o texto inteiro (já que, pra você, está inteiro errado), pode ser só uma passagenzinha… não vai ter a bondade, sua comunista?


de: Mauro

o ofendeu do início ao fim (…)

Ué, mas se você não leu o artigo até o final, como você mesma admitiu, como pode afirmar que o autor ofende Bagno até o fim? Será que, no final da história, Bagno e Morgenstern não vão superar suas diferenças, entrelaçar os dedos mindinhos e ficar de bem? Se não terminar de ler o artigo, você nunca vai saber como acaba!

só mesmo usando a mesma moeda (…)

Não, a moeda que você usou é completamente diferente; há uma diferença crucial que está escapando à sua atenção. Bagno realmente é ridicularizado pelo autor do artigo, mas repare que o autor é cuidadoso para, em nenhum momento, afirmar que Bagno está errado porque é chato e bobo, além de não tomar banho. O autor do artigo sabe que, se assim fizesse, estaria incorrendo na manjadíssima falácia do ataque ad hominem, e a sua argumentação ficaria comprometida. Em vez disso, o autor diz: Bagno (que, parenteticamente, é chato e bobo, além de não tomar banho), está errado por tais e tais razões.

O seu ataque, em contraste, se baseou nas seguintes moedas de três reais, digo, falácias:

* o artigo está errado porque o autor não tem as credenciais acadêmicas necessárias para questionar um luminar do porte de Bagno (apelo à autoridade);

* o artigo está errado porque o autor é um direitopata fascista de uma figa, além de peessedebista e bicha louca (ataque ad hominem);

* o artigo está errado porque José Serra fugiu para o Chile (non sequitur);

* o artigo está errado porque consigo copiar e colar um artigo que achei na internet, escrito por outra pessoa, que trata de assunto apenas tangencialmente relacionado com o tema em discussão (strawman argument, em português, é como?).

volto atrás na minha idéia de (…)

Mas já vai? Pô, mas está cedo ainda! Fique mais um pouco, vamos chamar mais uma rodada!

[[[ Morgen, sinta-se à vontade para censurar esta resposta, se lhe der na telha; eu ainda sou goiaba nessas coisas. se acaso passar pela peneira, favor remover esta linha :-) ]]]


de: Flavio Morgenstern

Hahahahah… o mais engraçado de tudo é a doutora dizer que não tenho credenciais para discutir Bagno e demonstrar que não sabe se faço Letras ou não. Eu, que estudo com livre-docente no assunto… :)

E tem também o "seus fascistas" a cada 4 linhas. Vejamos o que diz Bagno: "repudiam tudo o que não trouxer a marca registrada de uma atitude fascista diante do mundo" (op. cit., p. 121). Adivinha só como nossa amiga define o que ela aprova ou repudia…

Conclusão: aluninhos que acreditam em Marcos Bagno são invariavelmente tão burros que não têm coragem de entrar em debates correndo o risco de ganhar Ferrari F-50. E, graças a ele, fico sem meu Porsche.

5 pessoas leram e discordaram:

Carol on 21 de agosto de 2011 07:42 disse...

Hahaha!

Essa menina é algum tipo de "fake" dos tempos de apogeu do Orkut?

Anônimo disse...

Parabéns! Não é qq um que tem paciência pra discutir com boçais do naipe dessa garota. Ela realmente conseguiu atinginr um "new low".

Daniel Nunes Santos on 22 de agosto de 2011 09:08 disse...

Não só paciência mas também talvez um otimismo desmedido de que criaturas como essas são capazes de ser convencidas por "argumentos".

Quer dizer que você desperdiça o aprendizado de um mestre livre-docente no assunto para mover algumas pequenas brigas com uns marginais que nem sabem ler? Musculação intelectual?

Mesmo assim, admiro sua perda de tempo otimista (ou simplesmente debochada). Alguém tem de fazer o trabalho sujo, parabéns! Espero um dia poder ler os desdobramentos hardcore de suas leituras críticas, se houver. Enquanto isso, serve mesmo sua militância solidária para com analfabetos funcionais, que tem alguma coisa de exibicionismo bem gratuito.

Abraços...

Georgeumbrasileiro on 4 de novembro de 2011 10:54 disse...

Lamentável. Achei que os rounds viriam em ordem cronológica. Alemida não é adversária que se preze. Nem texto escreveu...

Aldo Jose de Lima JUnior on 29 de abril de 2013 16:45 disse...

Noooooossssssaaaaaaaa, subimos de 88º para 76º que evolução, estamos entre os 76 melhores do mundo.
Bom mas agora falando sério vai, grande evolução uma bosta, esse negócio de estar entre os 76 melhores tirei da globo, vamos falar a verdade estamos muito, mas muito mal nesse ranking, temos que lembrar de uma coisa, só quem sobe ao podium são os três primeiros, do quarto para baixo são perdedores, então não vibre por causa desse ranking que você pegou de algum lugar Alemida(sua mãe estava lendo algum livro de biologia quando escolheu seu nome?). Como ouço muitas pessoas falarem e concordo, o Brasil precisa de um Hitler, mas evoluído, tem que caçar apenas as pessoas que querem destruir nossa língua(Marcos Bagno), ser comunista com dinheiro no bolso é fácil, queria ver se ele não ganhasse um salário bem gordo na unb e com os contos de horrores que ele vende, assim até eu. Flávio te apóio, "Tamu juntu" como dizem por ai né.

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