terça-feira, 26 de julho de 2011

Razões pra não ver Harry Potter: ele mata o Voldemort no final

Há algo de podre no reino de Hogwarts: acredito que tenha a ver com o roteiro. Para quem nunca viu um filme ("ler" já está incluso) de Harry Potter, mato o pouco que há de sua curiosidade: são todos uma bosta (ok, o final do terceiro é até interessante, mas sempre cagam no último momento). E, claro, Harry Potter mata seu inimigo peçonhento no final. E casa, tem filhos e todos vivem felizes para sempre - exceto a caralhada de gente que morre só para que ele não morra, mas ninguém liga pra isso.

Existe um problema em filmes e livros que são baseados no The Chosen One. É aquele cara que geralmente dá seu nome ao título da obra, e/ou é interpretado por um ator bonitinho que está em todos os cartazes promocionais e que você sabe que, mesmo que morra, ressuscita em no máximo três dias. É um roteiro mais manjado que filme de torneio de artes marciais mistas do Van Damme.

O Chosen One é um cara geralmente tonto, com experiência de vida tendendo ao zero absoluto, cujas capacidades de resolver um problema variando de uma lata de café que não abre até o enigma milenar do dragão dourado no fim da floresta maligna dos demônios da insanidade sepulcral são compatíveis às de um bebê nascido e é o cara que menos faz algo durante a trama - se muito uma repetição ad nauseam de no máximo 4 tipos distintos de caretas.

Mas ele é o Chosen One. Ele foi O Escolhinho. Há uma profecia milenar que diz que ele é o mais forte, poderoso, futuro líder de rebelião ou simplesmente que é filho de alguém importante - roteiristas são uma das raças mais nepotistas do planeta. O rol de exemplos é gritante: Matrix, Exterminador do Futuro, Star Wars, O Senhor dos Anéis, Excalibur, História Sem Fim, Kung Pow, Lula - Um Filho do Brasil. Todos filmes de alesmaiados inúteis que só empacam o roteiro (nunca muito mais complexo do que a busca de um objeto que desloca personagens do ponto A até o ponto B), mas são salvos milagrosamente no fim por uma força maior do que a capacidade deles em não serem panacas: a mão do roteirista.

harry_potter.jpgHarry Potter é um garoto virgem, molóide, com sérias tendências homossexuais, que sofre bullying, apanha em casa, não domina corretamente a complexa arte de acertar um horyuken nem com o outro bonequinho encostado na parede, nunca ouviu falar em alquimia, Aleister Crowley, LaVey, Paulo Coelho, também magia e meditação e coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar. O estereótipo para o leitor-mirim se identificar com seu ídolo chega a doer nos ovários. Mas ele logo fica amigo de Hermione, menina gênia, estudiosa, engenhosa e polimétis, e que além de tudo é ruiva e logo será comível, ao contrário do nosso herói. Ela salvará a trupe de todas as enrascadas desde o primeiro filme. Mas não tem o seu nome na capa do livro. Não é uma personagem com quem um leitor dessa bodega possa se identificar.

Goblin ex machina

Na Poética de Aristóteles já há severas críticas ao uso do recurso deus ex machina para "salvar" a trama: o roteirista cria complicações e desafios para provocar suspense, seu personagem é algo de carisma e inteligência próximo ao de uma mula (só serve para tarados precisando de sexo sem capacidade de o conseguir com outro humano), e fazem um deus (ou força gigante) aparecer no último segundo, livrando o couro de seus heróis fracassados - não sem uma desculpa amarelenta como "eu comecei a desconfiar de vocês e vim lhes seguindo de fininho por estes canos de tubulação, viagens no tempo e lutas contra demônios, estava atrás da porta ouvindo toda a conversa e luta mortal e resolvi abri-la no último pentelhésimo de segundo só para salvar vocês, que eu nunca tinha ido com a cara, mesmo".

Todos os filmes de Harry Potter (até o único que tem uma idéia interessante no final) têm seu desfecho assim - com um professor-mago-foderoso-semi-deus (geralmente de escolas de magia rivais) abrindo a porta e salvando as criancinhas que estavam fazendo coisa errada escondidas exatamente deles. No caso harrypotteriano, há um problema maior: a magia.

Há, a rigor, duas formas de arte: a clássica e seu modelo de moral e violência quando injustiças (hybris) são cometidas, e a romântica, que traz tudo para dentro do indivíduo, seus sentimentos e seus sonhos. A magia serve para criar coisas ainda mais complexas em tramas do que nosso curto período de macaqueação barata da realidade do realismo.

É o que torna os roteiros da commedia dell'arte tão engraçados, com Arlecchino trocando os destinatários das poções que fazem com que alguém se apaixone pelo primeiro humanóide com que cruze (algo bem próximo das situações de absoluta falta de sexo na vida real dos leitores de Harry Potter), trazendo fins trágicos no caso de Tristan e Isolde. É o que torna o final de Stardust (a graphic novel, já fui alertado o suficiente para nunca ver o filme, e muito menos ver o filme antes da graphic novel) tão intenso, com tantas magias "rivais" acertando um único alvo.

bellatrix_bank.jpgMas Harry Potter, o filme, está se lixando para essas complexas questões de roteiro. Magia ali é apenas soltar raios da varinha - um substituto um tanto infantilóide para a punheta.

Logo no começo desse Relíquias da Morte parte 2, sua trupe, disfarçada ou invisível, entra em um banco para roubar uma das tais relíquias, no cofre de uma inimiga fodona, que vive de roupas góticas, tentando-se passar por ela. Desconfiados, os guardiões do banco (anões? goblins? elfos? duendes? figurantes em filmes da Gretchen?) pedem uma assinatura. A saída genial para a enrascada: Harry, invisível, pronuncia baixinho um dos nomes de feitiço em pseudo-latim para um dos guardas se "enfeitiçar". Magic: The Gathering e até Spellfire já tinham saídas mais complexas, e isso em suas primeiras edições.

Diga-se, o nome das magias vale um capítulo à parte. Temos:

  • Lumos! - Transforma sua varinha numa lanterna. Custa 3 pilhas.
  • Incendio! - O mesmo acima, mas custa a sua varinha.
  • Aquamenti! - Faz sua varinha soltar água feito um anjinho mijando.
  • Expecto Patronum! - Espanta o patrão, te permitindo alguns minutos livres no PornoTube.
  • Aresto Momentum! - É uma magia que todo funcionário público conhece bem.
  • Avada Kedavra! - Mata a criatura-alvo. Curiosamente, a magia é proibida, mas ninguém pensa em substitui-la por um revólver.
  • Animus Corpus! - Invoca um feriado. Também faz a toda-proibida magia acima ser de uma inutilidade atroz.
  • Expelliarmus! - Magia usada para curar prisão de ventre.

Ora, a magia foi inventada para nos tirar dessa realidade tão trouxa. De que adianta criar uma porra de um mundo onde se pode soltar fogo pelas ventas se o sistema de segurança de um banco mágico é putaqueopariumente mais cheio de brechas do que o de um banco comum? Custava ter uma caceta de porta giratória na entrada, que não permitiria ninguém entrando com uma capa de invisibilidade no cofre alheio?!

Claro, dentro de um carrinho de mina imitando montanha-russa para se chegar ao cofre (isso é mais segurança do que um sistema "mágico" que fuzile quem passe porta adentro sem ser chamado?), o alarme finalmente soa e eles são atirados de centenas metros de altura ao chão. Harry-Potter-Dragon.jpgCaem diante de um dragão, sabe-se lá Zeus fazendo o que ali. Um dragão amarrado misteriosamente guarda o caminho para o cofre (um atalho esquisito, se o caminho normal do carrinho seria lá por cima, mas quem liga para geografia? é tudo mágico!). Tais como cobras com guizos, o dragão não ataca ninguém se ouve um chocalho - mas aqui o chocalho causa dor ao dragão, burro demais para cuspir fogo em cima do chacoalhador e fazer o som parar. Uma varinhada na retaguarda de quem ainda não percebeu que Harry, o micróbio escolhido, nada sabia disso, mas um anão de jardim que o acompanha lhe explica... e acha uma porra de um chocalho bem ali do lado!

Já dentro do cofre, um atentado contra a paciência: um feitiço faz com que tudo em que se encoste se multiplique por dois. Um caso típico de bolha de inflação, além de um problema sério para quem está procurando algo em um cofre trancado. A solução? A solução é que Potter consegue encontrar a porra da relíquia mesmo sendo soterrado por objetos se multiplicando, e pode correr para a saída a salvo. O wait. Então é isso? Todo o feitiço (admito sua genilidade engenhosa menos chulé do que o resto) não impede que até uma mula como Harry Potter pegue o que procura... e todo o mundo mágico só é capaz de fazer com que Harry faça o mesmo que qualquer porcaria de filme de ação de Sessão da Tarde o faça, sem mágica, sem idéias geniais... simplesmente correndo contra o tempo?!

Seguem os clichês do "mundo mágico" de sempre: um mapa que permite ver onde Harry está (uau! que mundo mágico! imagine se inventam isso na vida real para um carros, e inclusive indiquem os nomes das ruas, que genial que seria?!), uma entrada secreta para a escola de Hogwarts, a essa altura tomada pela casa de magia rival Sonserina (tanta magia e nem para instalarem um sistema que impeça o velho truque barato de entrar pelo duto de ventilação e suas variações) e os velhos encontros de todos que finalmente conhecem Potter e exclamam ou cochicham: "Nossa, é Harry Potter!", como se ele fosse alguém minimamente interessante para servir de exemplo. Mais útil seria exclamar pela sorte de não ser o perfeito arquétipo de um otário.

Harry, I am your father

Com o terror comendo solto em Hogwarts, chega a hora de Harry, então foragido, se revelar diante de seu professor rival Snape. Disfarçado com o uniforme da casa com o símbolo do Corinthians, Harry tira o capuz e... inicia uma rebelião. Na casa rival. E até obtém ajuda de uma antiga professora. Ora, se tudo o que nosso grande herói faz é dizer: "Presente, professor!" e iniciar um motim, por que caralhos os sábios magos (wizard vem de wise, dona J. K. Rowling!) não se rebelaram contra o novo diretor do mal antes ?!

A batalha entre o diretor do mal e a professora boazinha não poderia ser mais original: cada um solta um raio de sua varinha que se entrecruzam no meio do caminho. Não foi a primeira vez que vimos isso. Não será a última.

snape vs mcgonagall.jpgEm questão de um minuto, todo o castelo da escola, desde então dominado pela casa de magia rival, passa a ser palco único dos revoltados com a tal casa de magia do mal, e a trupe de Voldermort, num acampamento a poucos metros dali, ameaça chegar até a escola. Seria uma idéia interessante de Voldemort tomar a escola de vez enquanto seus lacaios ainda são diretores, mas por alguma conjuntura esquisita do Destino, a única força cósmica do Universo com senso de humor, foi melhor esperar Harry Potter e mais uns 40 cupinchas seus tomarem o edifício e lá dentro se tornarem milhões (talvez pelo mesmo feitiço do cofre).

Após algumas novas magias que fazem o velho CG dos novos filmes servir para alguma coisa (tire isso e a trilha sonora e o filme não encantará nem a APAE), Potter tem novas visões sobre seu grande inimigo e o paradeiro do diretor traíra do mal que ele acabara de expulsar da escola. Fica uma dica para Harry: olhe para o rio fora da escola e veja um exército gigantesco de caras maus com roupas de neogóticos dos anos 2000. Descobriu onde estão Voldemort e o diretor Snape, gritando ali, liderando o exército? Ora, fica um pouco sem graça sem um "feitiço" e "visões", né?

Snape é traído e morto por Voldemort, e Harry, que sofreu sem eira nem beira nas mãos de Snape, obtém um presentinho de Snape após testemunhar Voldemort matá-lo (Harry se escondera do lado de trás de uma cortina): suas lágrimas, que lhe revelarão sobre o passado dos pais de Harry, que ele não conheceu. harry_potter_Snape's_Death...pngNova dica surpreendente: o fato de a mãe de Harry e Snape terem como animais símbolos uma gazela saltitante não é mera coincidência - sim, Snape era apaixonado pela mãe de Harry, não conseguiu comê-la o tempo todo, mas no fim, há uma explicação para Snape proteger mais Potter do que atacá-lo e ser tão parecido com sua mãe e ter como totem um animal símbolo de quem gosta de praticar a arte do alarga-anel. Alguém disse que isso é parecido demais com Star Wars?

Note-se também que nem Voldemort nem Snape têm magias para verificar se alguém está escondido atrás da pilastra. Até o Homem-Aranha tinha rastreadores decentes. Aliás, até a Bruxa Malvada da Branca de Neve conseguia ver onde ela estava com sua bola de cristal. Uma escola de magia inteira e ninguém pra sair do feudalismo cristão!

Hogwarts_Post-Battle.jpgO exército de Voldemort ataca o castelo de Hogwarts, e o único meio de acesso ao castelo é um caralho de uma ponte com sustentação de madeira (em um castelo de pedra). Obviamente que apenas UM aluno resolveu olhar para aquele lado do castelo quando percebeu que estavam sob ataque. É uma escola para "alunos especiais", diz-se. Sua idéia com nível Potter de genialidade? Ficar olhando com uma cara de bunda que parece que come papel higiênico na ponta da ponte. Alguém com QI maior do que o de um protozoário teria pensado imediatamente: "Vamos derrubar essa porra de ponte, que se tem sustentação de madeira, é por algum motivo!" - mas não se pode ter noções mínimas de engenharia, artilharia, guerrilha ou roteiro, porque o diretor perdeu essas aulas para poder brincar de Wicca na floresta cavalgando vassouras. Por que cacilda só quando o exército já está a meio caminho atravessado da ponte é que é legal derrubá-la e quase morrer no processo?! O Rambo fez melhor, cacete. Não me tire de casa para ver algo pior.

Hermione mata a cobra e mostra a varinha

Mais colóquios flácidos para acalentar bovinos e Harry percebe que uma parte de Voldemort vive dentro dele - por isso ele é capaz de falar com cobras (alguém aí não tinha percebido isso já no filme 2?). Se Voldemort precisa morrer, ele vai dar um chupão no mamilo do Capeta junto. Harry aceita o duelo final: está pronto para dar a vida e nos livrar dessa tortura. O espectador agradece e o manda pro abate.

Aparecendo diante de Voldemort (interpretado por Ralph Fiennes, que, é o pior dos melhores atores da atualidade), Harry toma um Avada Kedavra na moringa pronunciado com a mesma emoção de quem acaba de tirar a moréia da caverna depois de 2 semanas de prisão de ventre. É isso, Harry morre.

...e acorda num ambiente todo branco típico de espiritismo kardecista "do outro lado", tem papos-cabeça a la Engenheiros do Hawaii com seu antigo professor morto Dumbledore (rola até um meio plágio de Slayer, só faltando dizer: "Before you see the light, you must die") e Harry... volta a vida e se finge de morto. Tão mágico quanto o Guru do Gugu.

hermione.jpgVoldemort e seu bando tomam a escola, enquanto Hermione tenta matar a cobra de Voldemort - descobrira ela que era a última das horcrux (pedaços da alma de Voldemort) que faltavam para todos viverem felizes para sempre. Hermione vem salvar o roteiro duplamente: primeiro, sendo a única pessoa em toda a "escola de sábios mágicos" com QI acima de 70, e segundo, ficando com peitinhos (coisa a qual Harry não é chegado). No Relíquias da Morte - parte 1 , seu namorado ruivo Rony Weasley, iniciador de Harry Potter no troca-troca, não deixa de ter um sonho psicanálico com Hermione liberando a racha para Harry, que ele sempre considerou muito melhor do que ele próprio e morre de medo de tomar a sua namorada - medo esse que não se concretiza pela consabida preferência sexual de Harry por agasalhar trosobas hirsutas de porte escandinavo com as 3 pregas que lhe restam.

(não que isso salve o roteiro de todo: logo após fugirem do banco cavalgando um dragão, Harry, Rony e Hermione trocam de roupa após se jogarem num lago; os dois branquelos tiram a camisa e mostram as vergonhas ao incréu telespectador, enquanto Hermione apenas... pega mais roupas para se cobrir)

Enquanto isso, Harry novamente faz a revelação surpreendente de estar vivo, desta vez na frente de seu arqui-inimigo Voldemort e todo o seu séquito reunido, o que é algo próximo da arquibancada geral do itaquerão. Voldemort só é seu arqui-inimigo porque a dona J. K. Rowling o quis, pois Potter é tão imprestável quanto uma varinha curta que ainda não faz mágica alguma. Despita Voldemort de novo com algo que só um mundo de magia e leis físicas mais interessantes do que a chatice newtoniana que só nos fez perder horas de fliperama na adolescência poderiam fazer: sair correndo. Mais um recurso genial de roteito e de criação de situações impensáveis sem um mundo mágico.

Despitando toda a goticaiada, Harry é encontrado por seu rival loiro amofadinha Draco Malfoy, como se um adolescente punheteiro soubesse pra que lugar Harry correria mais do que professores com séculos de idade. Ao invés de algemar Potter ou, estando em maior número no momento, pedir para cada um de seus comparsas segurar por um braço enquanto desfere uma rodada de voadoras no peito, Draco fica estanque quando Potter apela para o maior clichê possível da história do cinema fantasiesco: sem saída, ameaça fazer um discurso gigantesco contando toda a verdade sobre seus inimigos que eles nunca quiseram ouvir até aquele momento, e um dos cupinchas de Draco desperta um dragão de fogo que vai queimando a sala inteira.

Rony e Hermione surgem coincidentemente no mesmo momento, e, novamente, a solução do mundo mágico para se livrar das conseqüências de magias fora de controle é... picar a mula. Ou, no máximo, voar com uma vassoura fálica enfiada no meio das pernas, que provisoriamente estava ali do lado (como todos sabem que vassouras estão sempre ali do lado em salas secretas quando precisamos delas). harry_potter-fire_snake.jpgFugindo como palermas de um dragão de fogo (um DRAGÃO DE FOGO!!! ) que nunca os alcança, Harry resolve voltar para resgatar seu antigo rival Draco de ser queimado. Ora, que caralhos! Tudo isso para o filme não ter censura 18 anos por um churrasquinho de gato? Há um dragão de fogo, lerdo o quanto o CG quiser que ele seja, mas ainda uma porra de um dragão de fogo fungando no seu cangote, e você dá meia volta para resgatar seu... rival, logo depois de ele quase te entregar para seu arqui-inimigo só para não haver morte no filme?! É alguma moralidade, ou só medo de censura? É por isso que o mundo não vai pra frente: censura cinematográfica, tolerância cristã e Harry Potter!

Por fim, a horrenda batalha final: Voldemort solta um raio de sua varinha e Harry Potter... solta outro. Exatamente como sua professora contra Snape. Os dois se cruzam no meio do caminho. E fica aquela putaria de "oh, meu deus, como está difícil segurar com a firmeza necessária essa varinha, tão grossa e roliça que eu preciso fazer caras de dor como se ela estivesse sendo enterrada um quarto de metro em meu brioco adentro", seguida de caretas típicas de pornochancada com ex-modelos decaídas.

Mas espere. Já não vimos isso antes? É a mesma troca de bem ensaiados golpes de muay thai em filmes do Van Damme por "rasteiras" e "socos" mágicos, que já estragou hadoukens.jpgao bocejamento a batalha entre Gandalf e Saruman no filme d'O Senhor dos Anéis. Não é nada mais do que um duelo de hadoukens, tão sem graça quanto qualquer outro. Ao menos no videogame você é que controla o bonequinho. Tem alguma graça. Esse filme do Harry Potter termina com a mesma sensação de apreensão pelo final da luta que você tinha quando esperava sua vez de jogar enquanto dois outros assexuados se degladiavam no videogame. Toda a saga harrypotteriana termina exatamente antes do gap entre stop the punhetation e fuck the bucetation.

Sim, Voldemort morre porque matam a sua porra de cobra exatamente no mesmo momento da batalha, como tudo acontece exatamente assim nesse tipo insonso de filme. E todos vivem felizes para sempre. E com a mesma desesperada apreensão que meu desesperado leitor está para que esse artigo acabe logo, o filme ainda apresenta um caralho de epílogo, em que surge Harry com seu filho alguns anos depois, e o pentelho tem medo de ser escolhido pela Sonserina (a tal casa de magia de onde saem todos os caras do mal, e ao invés de apresentar alguma surpresa na trama por isso, desde o primeiro filme... bem, só tem caras do mal). Harry lembra que seu nome, Alvus Severus, tem homenagem tanto a Dumbledore quanto a Snape, que era da Sonserina e um dos homens mais corajosos que ele já viu.

Corajoso?! O que há de tão admirável em tentar comer a mãe de Potter e vê-la liberando todas as pregas para outro, tendo relações tão discutíveis com ela quanto Harry tem com Hermione, persegue-o e quase o entrega para seu pior inimigo, para só quando está praticamente morto fazer algum favor a Harry, e ainda merecer homenagem por isso?!

E ainda chamam quem não acredita em magia de trouxa!

38 pessoas leram e discordaram:

Tah disse...

ola recalque

Bárbara disse...

Bom, eu sou fã de carteirinha de HP, li todos os livros assim que saíram, ainda que reconheça suas (incontáveis) falhas. Os filmes são bem ruins mesmo. Seu texto inclusive demonstra como os detalhes da trama, para quem não leu os livros, ficam meio ininteligíveis e idiotas. Só senti falta de você comentar sobre os personagens secundários, porcamente desenvolvidos - me pergunto como pode tanta gente chorar quando o Dobby, a Tonks ou o Fred morrem, porque duvido que sequer saibam os nomes deles.
Beijo

Flavio Morgenstern disse...

Bárbara, a explicação é simples: Harry Potter é contemporâneo perfeito do movimento emo. Os emos têm a mesma idade dos leitores de Harry Potter. E emo chora por qualquer coisa, you know.

Beijo!

Anônimo disse...

Lixo de analise

Anônimo disse...

Harry Potter não tem nenhuma das qualidades para ser herói de uma trama. Ele é um dos mais fracotes da série, não consegue fazer nada direito nem possuí magias mais fortes do que a dos outros.

Sequer é ele que vence o mega-vilão Valdemort, mas a Hermione que faz isso quando mata a cobra.

Outra coisa que eu não entendo é: se só saem vilões da Sonserina, porque os professores da escola não EXTINGUEM essa casa de magia totalmente inútil. Para que ensinar os futuros vilões nas artes da magia?

André disse...

Toda a série de filmes de Harry Potter é uma porcaria, mas esse último filme se superou. Tive sucessivos sentimentos de vergonha alheia ao assistir o filme.

Por exemplo, quando Potter chega à escola e todo mundo se junta para vê-lo e fica murmurando: "Oh, é o Harry Potter, Oh, é ele, harry potter". Putz.

Ou quando no final nem sequer é ele, o "herói" da história, que mata o vilão, e sim a Hermione quando mata a cobra do valdmort.

Ou quando Harry Potter deixa metade da escola morrer para protegê-lo (o que ele tem de mais afinal?). Valdemort acaba se mostrando um homem muito mais honrado.

E por aí vai. A lista não tem fim.


BTW, essa é a melhor análise de um filme que leio desde a crítica ao filme Avatar no blog reflexões masculinas.

Dude disse...

Cara, você é um idiota. E mal-educado, além de semi-analfabeto. Parabéns.

Nelson disse...

Não tem como discordar da análise toda. Apenas de alguns pontos de inconsistência crítica, por esquecimento ou errônea interpretação, de fatos presentes nos livros e nos filmes que explicam por que a porra toda acontece daquele jeito.

Ademais, é tudo culpa da minha mãe! Se ela, nos nem tão longínquos tempos de minha infância, tivesse me dado um Machadão pra ler, ou qualquer outra coisa mais 'cult, em vez dos livros da J.K, eu não teria crescido lendo e vendo Harry Potter, tampouco teria me afeiçoado aos filmes e aos livros. Nem teria, portanto, crescido pari passu ao desenrolar da história. Coisa de criança, sacumé?

Enfim, minha concessão ao enredo tosco da história de Harry Potter, que, para mim, torna ilibado todo ele, é por causa daquele encantamento infantil inicial, o deslumbramento com um mundo mágico que me acompanhou desde os tempos pueris e cujos efeitos, hoje em dia, estão diluídos num mar de racionalidade e só me vêm em ínfimas doses; mais ou menos a mesma coisa que faz marmanjões lerem Comics do tipo de X-Men, Flash Gordon, Super-man et cetera.

Richard disse...

Esse chosen one descrito por você chama-se monomito, caso não conheça o termo.

Flavio Morgenstern disse...

Nelson, essa sua conclusão merece um post à parte, que eu quero aplicar pra música um dia: tudo o que é bom a gente reconhece, mas o que dá discussão mesmo são as coisas toscas que conhecemos na infância, e continuamos gostando mesmo depois de descobrir o que é bom. E aí fica aquela briga maluca de "Beatles é melhor do que essas coisas de hoje em dia!", como se fosse lá uma Nona Sinfonia.


Richard, mas o Campbell fala da jornada de alguém que vai fazer algo próximo de fundar uma civilização, e que toda a tal civilização já se curva a ele. O problema do chosen one modelo Harry Potter é que o roteiro do filme faz com que ele se safe de tudo, simplesmente porque foi escolhido como personagem principal da trama (e não tenha nada de admirável para tal). Aí é preguiça de roteirista, não civlização construída em torno de um homem.

Pedro disse...

Hermione não é ruiva. Parei de ler aí, confesso, porque o autor sequer sabe a difernça entre cabelo castanho e ruivo, quw dirà sobre o resto.

Rico Ferrari disse...

Não vi o(s) filme(s), não li o(s) livro(s), mas me diverti imensamente com o artigo. Pela reação dos fãs, parece que você acertou n'algum nervo correto.

Anônimo disse...

Mais um pseudo-intelectual da internet...

Anônimo disse...

KKKKKKKKKKK, TENHO DÓ DE VOCÊ, APENAS!
Teu blog é ridículo, como você :]
Provável que deve ser fã de filmes podres né?
Se Harry Potter fosse ruim, não teria consegui 900 milhões em duas semanas.
Desculpe-me, mas você deveria rever seus pontos ;)

E alguns comentários ai: NÃO SABEM, NÃO FALAM! Como assim a Hermione matou a cobra, e perai, VALDMORT? SE MATA

Adeus ;*

Flavio Morgenstern disse...

Pedro, as estatísticas confirmam que aproximadamente 102% dos trollzinhos jr. que utilizam o clichê "parei de ler aí" gostam de utilizar o feitiço Lumos!, enfiar a varinha na cavidade anal em sentido longitudinal e, abrindo e fechando as pregas, brincar de vaga-lume.


Rico Ferrari, como pode perceber, no caso de Harry Potter, não acertei exatamente no nervo correto, mas lembrei aos fãs que o teste da farinha deles acusa a ausência da prega-rainha.


Anônimo, assim como Harry Potter "não é podre" porque vendeu 900 milhões em duas semanas, devo supor que o povo do Restart não é viado porque vende mais do que a última gravação da Sinfônica de Berlim interpretando a Segunda Sinfonia de Mahler. Ademais, que bom que você tem pena de mim: aposto que você deve ter lucrado pelo menos 51% do que a dona J. K. Rowling lucrou, para comemorar tanto a conta bancária da energúmena, correto?

Vanessa. disse...

não entendi nada porque não conheço os personagens. imaginei "snape" com cara de cobra porque ele tinha uma "snake" e veja só que trocadilho maravilhoso.

Anônimo disse...

mais um pseudo-intelectual que tem opnião formada sobre tudo e todos, bom aposto que filme bom pra voce é filme frances cheio de mimimi né?? faça-me o favor, que falta do que fazer/falar...Nem criticar voce sabe, e cuidado, quem fala/escreve o que quer, ouve/lê o que não quer! fica a dica!

Flavio Morgenstern disse...

Caro Anônimo, não entendi com a destreza necessária a sua mensagem: ela termina com uma ameaça de que eu, caso continue a escrever o que quero, possa acabar lendo o que não quero. É mesmo necessário que eu continue a praticar tal viciosa arte, se o seu comentário já foi sobremaneira desnecessário, desagradável e involitivo de minha parte?

Caso você não tenha atentado para este mister de somenos importância, não seria o caso de escrever tal clichê sem o tom de ameaça (o que já é paradoxal ao uso de um clichê consabido de todos os bípedes brasileiros desde tenra infância) e apenas admitir que é uma pessoa desnecessária, desagradável e que vai de bicão às festas, happy hours, orgias e demais ocasiões de recreação e prazer contra a vontade dos demais circunstantes e mesmo organizadores?

Cuidado, porque quem posta o que quer, toma Expecto Patronum! no orifício que não quer.

Cordiais amplexos.

Danilo B. disse...

Bela crítica!

E não é a Hermione que mata cobra... é aquele amigo do HP com cara de perdedor que quase nunca aparece.

Flavio Morgenstern disse...

Obrigado, Danilo B.!

Na verdade lembrei antes mesmo de iniciar aquela seção do texto que quem mata a cobra é "o outro amigo com cara de perdedor" (o que não ajuda muito em sua identificação). Mas, além de não querer perder a piada, isso só deixa mais claro que os outros personagens são tão nulos que... quem se lembra deles, senão quem leu os livros? Servi de exemplo.

Anônimo disse...

LIXO DE ANALISE, VAI SE FODER MANO
VAI FAZER OS LIVROS E OS FILMES, E CONSEGUIR TANTO SUCESSO COMO A J.K ROWLING FEZ,
CHUPA INVEJOOSO --'

Guilherme disse...

Sou fã de verdade da série, assisti aos filmes zilhões de vezes e li os livros mais vezes ainda. Mas não posso deixar de comentar que adorei a crítica!
Cheguei a conclusão, nos tempos da minha inocente pré-adolescência, de que só gosto da série porque acompanho-a desde de pequeno. E sei que só persisti nela porque o enredo (do livro, diga-se de passagem!) vagamente amadureceu com o passar dos volumes e o final da história foi coincidindo com meus 13, 14 anos.
Agora, não sei se invejo você ou se sinto pena por "Harry Potter" não ter feito parte da sua infância. Mas pra compensar, com certeza, deve existir alguma espécie de "Mighty Morphin Power Rangers" ou o interminável "Pokémon" (tá bom, sou um saco pra lembrar de febres infantis de algum tempo atrás) no seu currículo de "Séries que Guardo com Carinho".
Na verdade, quase a mesma coisa que o Nelson disse, comentários acima (e que você inclusive já respondeu!)
Ah! E parabéns pelo blog!!
Ps. Desabafo de fanboy chato que você pode ignorar: "o outro amigo com cara de perdedor" chama-se Nevillee Longbottom; ruiva é a Gina, e não a Hermione; primeiro a parte do "dragão de fogo", depois morre um punhado de gente, e aí sim o Harry se entrega; o cadáver em que se conjura Animus Corpus continua morto, só que meio zumbi; os professores não tinha se revoltado ainda porque o Dumbledore tinha dado ordens sobre "esperar o Harry, e blábláblá...";o Snape é um personagem FODA PRA CARÁLEO! e ninguém deu muito valor nele. Então, só algumas considerações que (como fã chato) estavam me deixando com pensamentos obsessivo-compulsivos enquanto lia o post. =D

Anônimo disse...

Uma coisinha, HERMIONE É RUIVA ONDE???
Parei de ler ai pq?! Merlim, trouxa mesmo.

Leonardo disse...

Você acerta ao criticar os sistemas de segurança mágicos de Harry Potter. Isso é desde o primeiro livro, quando três crianças/pré-adolescentes conseguem chegar à Pedra Filosofal, que tinha sido guardada por tantos obstáculos criados por professores adultos. (Ainda que valha a ressalva de que eles tiveram ajuda pra isso.) E repete-se agora quando eles penetram e saem do banco de um jeito mais fácil do que devia ser.
Mas é só nesse ponto e em alguns outros que sua crítica é bem sucedida. Existem diversos furos na sua análise, e vai muito além de ter errado a cor do cabelo da protagonista. (Cabe um comentário aqui: É coisa de fã chato se dar ao trabalho de reclamar disso. Mas um crítico que quer ser levado a sério não pode se dar ao luxo de errar coisas tão básicas. É como grafar errado o nome de um personagem. Demonstra falta de conhecimento do assunto que quer comentar. Só um toque.)
Cito algumas das falhas do texto:
Você parece simplesmente não ter entendido a relação de Snape com Harry, e a própria função de Snape na história.
Por que Snape foi corajoso? Serve: porque foi um espião, fingindo ser um espião duplo, e realizou tarefas que exigiam renúncia pessoal, como o assassinato consentido de Dumbledore? Corajoso parece uma palavra aplicável.

Harry não matou Voldemort. Não. Ele não matou. Não me recordo exatamente da cena no filme, mas me recordo do livro. Pode soar piegas, mas a morte de Voldemort foi resultado de um feitiço lançado por ele mesmo, que não lembro por que raio de efeito voltou para ele. Harry cometeu um crime “hediondo”, por assim dizer, quando usou uns feitiços na invasão do banco. Outro quando torturou um vilão dentro da escola. Mas não chegou sequer a tentar cometer este assassinato.
Pra ficar só nos erros mais gritantes do texto.

Mas, afinal, eu não te culpo. Culpo os filmes. Os filmes são (sim) inferiores aos livros. Não é nem questão de ter detalhes demais a serem retratados. É falta de vontade de pessoas na produção, ou que detêm os direitos, de fazer uma adaptação planejada, pensando na história a ser contada, e não apenas como algo a ser explorado comercialmente. Surgem erros por desleixo, ou talvez incompetência mesmo.

No final das contas, Harry Potter é uma história infantil, de luta entre o bem e o mal, que apesar de clichês e inúmeras incongruências, é uma das mais bem escritas da atualidade. E como todas as histórias infantis bem escritas, fala também aos adultos.
Os filmes se perdem com o tempo (assim espero eu). Mas os livros ficam, pelo seu valor.

Anônimo disse...

Ei cara tu só pode ser retardado, se trata apenas de uma historia pra criança esse e o publico alvo. Se vc num gosta o problema e teu!

kinha disse...

Bem , quer dizer que diz Harry Potter não presta. Pois bem, pior do que todos os erros dos filmes(que são vários,admito)é esse seu comentário inútil sobre a saga. Usa teus neurônios que só são usados pra guardar merda pra tentar se melhor do que J.K. Rolling.

Anônimo disse...

Cara, antes de formular uma crítica, tu devia ae inteirar do assunto em questão a ser criticado pra não escrever merda por cima de merda, que foi o que eu acabei de ler aí. Por que pra criticar tem que conhecer, e você não tá sabendo da missa a metade né. Vamos só pontuar os erros do seu texto de merda: Hermione não é ruiva, quem é ruiva é a namorada do Harry, aquele que você diz parecer ser homossexual. Quem mata a cobra é o Neville, e ele é um persongem secundário e no entanto é muito importante pra trama sim, porque quando a profecia foi descoberta, em que nasceria um menino que poderia derrotar o Lord das Trevas VOLDEMORT, ficou uma dúvida porque poderoa ser tanto o Neville comp o Harry, tanto que os pais do Neville foram torturados e os pais do Harry foram mortos. E nos livros os personagens secundários são sim bem abordados e constam vários detalhes sobre eles. Como os filmes são BASEADOS na obra da JK é natural que nem todas as coisas que acontecem no livro apareçam nos filmes. O tempo dos livros e dos filmes se passam na década de 90. Então repetindo o que eu disse no começo do comentário, você deveria realmente pensar e ter certeza de que sabe o que tá falando pra não encher a internet com essas merdas de críticas insatisfatórias. E mais respeito com os fãs. Esse negócio de dizer que fã de harry potter é virgem, é emo? VAI SE LASCAR. que eu saiba nada disso importa, o que importa é a paixão que você tem por aquilo que gosta. A saga Harry Potter marcou uma geração e conquistou milhões de fãs no mundo inteiro com a simplicidade e uma brilhante história, que não precisou apelar pro lado da sacanagem nem da baixaria pra fazer sucesso. Espero que você reflita e comece a criticar a sua forma de ver as coisas, porque de idiotas como você o mundo tá cheio.

Anônimo disse...

Kkkkk arte

Anônimo disse...

Assitiu só aos filmes, não teve a capacidade de entender várias partes e por isso acha que tem erro, mas na verdade foi incapaz de compreender o que aconteceu, e acha que pode criticar com o mínimo do mínimo que sabe/viu da saga.

Anônimo disse...

Meu filho quem é você para criticar um filme que fez tanto sucesso. Não sabe nem da história direito e ainda quer críticar a obra dos outros, vai assistir e ler todos os livros depois você fala alguma coisa blza...falow troxa

Giulia Francielle Pereira Gonçalves disse...

Olha aqui quando você escrever uma série de livros que será o segundo livro mais vendido perdendo somente para Bíblia, esses livros forem traduzidos em 65 idiomas, virar a primeira pessoa bilionária com sua série e ela for transformada em vários filmes de sucessos... Ai pode vir falar comigo OKAY?!

Giulia Francielle Pereira Gonçalves disse...

Olha aqui quando você escrever uma série de livros que será o segundo livro mais vendido perdendo somente para Bíblia, esses livros forem traduzidos em 65 idiomas, virar a primeira pessoa bilionária com sua série e ela for transformada em vários filmes de sucessos... Ai pode vir falar comigo OKAY?!

Trindade disse...

Flávio, nota-se facilmente que você é uma pessoa de elevada cultura e por isso faz parte de um pequeno grupo que anda no sentido contrário de uma maioria extremamente manipulada. O fato de Harry Poter ter sido um sucesso não quer dizer absolutamente nada. Principalmente considerando que a grande legião de fãs desse lixo é constituída por adolescentes de mente vazia. Já vi várias postagens com o mesmo tema, mas a sua é a melhor de todas. Parabéns!

Anônimo disse...

Esse povo não sabe de nada não gostei do que esta escrito ai esse cara é um tremendo de um idiota não sabe apreciar uma ótima historia que é Harry Potter so pq a Hermione sempre ajuda o Harry não quer dizer que a historia deveria se chamar Hermione Granger em vez de Harry potter vcs trouxas não sabem apreciar a arte que é Harry Potter e eu so digo uma coisa para o Trindade vc diz que os fas que gostao desse lixo como vc diz que é Harry Potter os Potterhends quem são o maior grupo de fas da saga Harry Potter que existi naogosta de porcaria e vc e um tremendo de um babaca vc e todos os outros que falam mau de Harry Potter va chamar outra coisa de lixo mais não Harry Potter e nem os fas Harry Potter é e sempre sera a maior saga do mundo

Anônimo disse...

Não vou te julgar nem te atacar, só tive certeza de uma coisa (e é a mais importante) você com certeza não leu os livros!

Jonathan A. disse...

Esse cara é muito pseudo intelectual kkkkk

Jonathan A. disse...

Deixa de ser triste amigo...
Escreva seu livro pra ver se alguém vai ler...

Anônimo disse...

Hermione Mata A Cobra ? Kkkkk Lixo

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Razões pra não ver Harry Potter: ele mata o Voldemort no final


Há algo de podre no reino de Hogwarts: acredito que tenha a ver com o roteiro. Para quem nunca viu um filme ("ler" já está incluso) de Harry Potter, mato o pouco que há de sua curiosidade: são todos uma bosta (ok, o final do terceiro é até interessante, mas sempre cagam no último momento). E, claro, Harry Potter mata seu inimigo peçonhento no final. E casa, tem filhos e todos vivem felizes para sempre - exceto a caralhada de gente que morre só para que ele não morra, mas ninguém liga pra isso.

Existe um problema em filmes e livros que são baseados no The Chosen One. É aquele cara que geralmente dá seu nome ao título da obra, e/ou é interpretado por um ator bonitinho que está em todos os cartazes promocionais e que você sabe que, mesmo que morra, ressuscita em no máximo três dias. É um roteiro mais manjado que filme de torneio de artes marciais mistas do Van Damme.

O Chosen One é um cara geralmente tonto, com experiência de vida tendendo ao zero absoluto, cujas capacidades de resolver um problema variando de uma lata de café que não abre até o enigma milenar do dragão dourado no fim da floresta maligna dos demônios da insanidade sepulcral são compatíveis às de um bebê nascido e é o cara que menos faz algo durante a trama - se muito uma repetição ad nauseam de no máximo 4 tipos distintos de caretas.

Mas ele é o Chosen One. Ele foi O Escolhinho. Há uma profecia milenar que diz que ele é o mais forte, poderoso, futuro líder de rebelião ou simplesmente que é filho de alguém importante - roteiristas são uma das raças mais nepotistas do planeta. O rol de exemplos é gritante: Matrix, Exterminador do Futuro, Star Wars, O Senhor dos Anéis, Excalibur, História Sem Fim, Kung Pow, Lula - Um Filho do Brasil. Todos filmes de alesmaiados inúteis que só empacam o roteiro (nunca muito mais complexo do que a busca de um objeto que desloca personagens do ponto A até o ponto B), mas são salvos milagrosamente no fim por uma força maior do que a capacidade deles em não serem panacas: a mão do roteirista.

harry_potter.jpgHarry Potter é um garoto virgem, molóide, com sérias tendências homossexuais, que sofre bullying, apanha em casa, não domina corretamente a complexa arte de acertar um horyuken nem com o outro bonequinho encostado na parede, nunca ouviu falar em alquimia, Aleister Crowley, LaVey, Paulo Coelho, também magia e meditação e coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar. O estereótipo para o leitor-mirim se identificar com seu ídolo chega a doer nos ovários. Mas ele logo fica amigo de Hermione, menina gênia, estudiosa, engenhosa e polimétis, e que além de tudo é ruiva e logo será comível, ao contrário do nosso herói. Ela salvará a trupe de todas as enrascadas desde o primeiro filme. Mas não tem o seu nome na capa do livro. Não é uma personagem com quem um leitor dessa bodega possa se identificar.

Goblin ex machina

Na Poética de Aristóteles já há severas críticas ao uso do recurso deus ex machina para "salvar" a trama: o roteirista cria complicações e desafios para provocar suspense, seu personagem é algo de carisma e inteligência próximo ao de uma mula (só serve para tarados precisando de sexo sem capacidade de o conseguir com outro humano), e fazem um deus (ou força gigante) aparecer no último segundo, livrando o couro de seus heróis fracassados - não sem uma desculpa amarelenta como "eu comecei a desconfiar de vocês e vim lhes seguindo de fininho por estes canos de tubulação, viagens no tempo e lutas contra demônios, estava atrás da porta ouvindo toda a conversa e luta mortal e resolvi abri-la no último pentelhésimo de segundo só para salvar vocês, que eu nunca tinha ido com a cara, mesmo".

Todos os filmes de Harry Potter (até o único que tem uma idéia interessante no final) têm seu desfecho assim - com um professor-mago-foderoso-semi-deus (geralmente de escolas de magia rivais) abrindo a porta e salvando as criancinhas que estavam fazendo coisa errada escondidas exatamente deles. No caso harrypotteriano, há um problema maior: a magia.

Há, a rigor, duas formas de arte: a clássica e seu modelo de moral e violência quando injustiças (hybris) são cometidas, e a romântica, que traz tudo para dentro do indivíduo, seus sentimentos e seus sonhos. A magia serve para criar coisas ainda mais complexas em tramas do que nosso curto período de macaqueação barata da realidade do realismo.

É o que torna os roteiros da commedia dell'arte tão engraçados, com Arlecchino trocando os destinatários das poções que fazem com que alguém se apaixone pelo primeiro humanóide com que cruze (algo bem próximo das situações de absoluta falta de sexo na vida real dos leitores de Harry Potter), trazendo fins trágicos no caso de Tristan e Isolde. É o que torna o final de Stardust (a graphic novel, já fui alertado o suficiente para nunca ver o filme, e muito menos ver o filme antes da graphic novel) tão intenso, com tantas magias "rivais" acertando um único alvo.

bellatrix_bank.jpgMas Harry Potter, o filme, está se lixando para essas complexas questões de roteiro. Magia ali é apenas soltar raios da varinha - um substituto um tanto infantilóide para a punheta.

Logo no começo desse Relíquias da Morte parte 2, sua trupe, disfarçada ou invisível, entra em um banco para roubar uma das tais relíquias, no cofre de uma inimiga fodona, que vive de roupas góticas, tentando-se passar por ela. Desconfiados, os guardiões do banco (anões? goblins? elfos? duendes? figurantes em filmes da Gretchen?) pedem uma assinatura. A saída genial para a enrascada: Harry, invisível, pronuncia baixinho um dos nomes de feitiço em pseudo-latim para um dos guardas se "enfeitiçar". Magic: The Gathering e até Spellfire já tinham saídas mais complexas, e isso em suas primeiras edições.

Diga-se, o nome das magias vale um capítulo à parte. Temos:

  • Lumos! - Transforma sua varinha numa lanterna. Custa 3 pilhas.
  • Incendio! - O mesmo acima, mas custa a sua varinha.
  • Aquamenti! - Faz sua varinha soltar água feito um anjinho mijando.
  • Expecto Patronum! - Espanta o patrão, te permitindo alguns minutos livres no PornoTube.
  • Aresto Momentum! - É uma magia que todo funcionário público conhece bem.
  • Avada Kedavra! - Mata a criatura-alvo. Curiosamente, a magia é proibida, mas ninguém pensa em substitui-la por um revólver.
  • Animus Corpus! - Invoca um feriado. Também faz a toda-proibida magia acima ser de uma inutilidade atroz.
  • Expelliarmus! - Magia usada para curar prisão de ventre.

Ora, a magia foi inventada para nos tirar dessa realidade tão trouxa. De que adianta criar uma porra de um mundo onde se pode soltar fogo pelas ventas se o sistema de segurança de um banco mágico é putaqueopariumente mais cheio de brechas do que o de um banco comum? Custava ter uma caceta de porta giratória na entrada, que não permitiria ninguém entrando com uma capa de invisibilidade no cofre alheio?!

Claro, dentro de um carrinho de mina imitando montanha-russa para se chegar ao cofre (isso é mais segurança do que um sistema "mágico" que fuzile quem passe porta adentro sem ser chamado?), o alarme finalmente soa e eles são atirados de centenas metros de altura ao chão. Harry-Potter-Dragon.jpgCaem diante de um dragão, sabe-se lá Zeus fazendo o que ali. Um dragão amarrado misteriosamente guarda o caminho para o cofre (um atalho esquisito, se o caminho normal do carrinho seria lá por cima, mas quem liga para geografia? é tudo mágico!). Tais como cobras com guizos, o dragão não ataca ninguém se ouve um chocalho - mas aqui o chocalho causa dor ao dragão, burro demais para cuspir fogo em cima do chacoalhador e fazer o som parar. Uma varinhada na retaguarda de quem ainda não percebeu que Harry, o micróbio escolhido, nada sabia disso, mas um anão de jardim que o acompanha lhe explica... e acha uma porra de um chocalho bem ali do lado!

Já dentro do cofre, um atentado contra a paciência: um feitiço faz com que tudo em que se encoste se multiplique por dois. Um caso típico de bolha de inflação, além de um problema sério para quem está procurando algo em um cofre trancado. A solução? A solução é que Potter consegue encontrar a porra da relíquia mesmo sendo soterrado por objetos se multiplicando, e pode correr para a saída a salvo. O wait. Então é isso? Todo o feitiço (admito sua genilidade engenhosa menos chulé do que o resto) não impede que até uma mula como Harry Potter pegue o que procura... e todo o mundo mágico só é capaz de fazer com que Harry faça o mesmo que qualquer porcaria de filme de ação de Sessão da Tarde o faça, sem mágica, sem idéias geniais... simplesmente correndo contra o tempo?!

Seguem os clichês do "mundo mágico" de sempre: um mapa que permite ver onde Harry está (uau! que mundo mágico! imagine se inventam isso na vida real para um carros, e inclusive indiquem os nomes das ruas, que genial que seria?!), uma entrada secreta para a escola de Hogwarts, a essa altura tomada pela casa de magia rival Sonserina (tanta magia e nem para instalarem um sistema que impeça o velho truque barato de entrar pelo duto de ventilação e suas variações) e os velhos encontros de todos que finalmente conhecem Potter e exclamam ou cochicham: "Nossa, é Harry Potter!", como se ele fosse alguém minimamente interessante para servir de exemplo. Mais útil seria exclamar pela sorte de não ser o perfeito arquétipo de um otário.

Harry, I am your father

Com o terror comendo solto em Hogwarts, chega a hora de Harry, então foragido, se revelar diante de seu professor rival Snape. Disfarçado com o uniforme da casa com o símbolo do Corinthians, Harry tira o capuz e... inicia uma rebelião. Na casa rival. E até obtém ajuda de uma antiga professora. Ora, se tudo o que nosso grande herói faz é dizer: "Presente, professor!" e iniciar um motim, por que caralhos os sábios magos (wizard vem de wise, dona J. K. Rowling!) não se rebelaram contra o novo diretor do mal antes ?!

A batalha entre o diretor do mal e a professora boazinha não poderia ser mais original: cada um solta um raio de sua varinha que se entrecruzam no meio do caminho. Não foi a primeira vez que vimos isso. Não será a última.

snape vs mcgonagall.jpgEm questão de um minuto, todo o castelo da escola, desde então dominado pela casa de magia rival, passa a ser palco único dos revoltados com a tal casa de magia do mal, e a trupe de Voldermort, num acampamento a poucos metros dali, ameaça chegar até a escola. Seria uma idéia interessante de Voldemort tomar a escola de vez enquanto seus lacaios ainda são diretores, mas por alguma conjuntura esquisita do Destino, a única força cósmica do Universo com senso de humor, foi melhor esperar Harry Potter e mais uns 40 cupinchas seus tomarem o edifício e lá dentro se tornarem milhões (talvez pelo mesmo feitiço do cofre).

Após algumas novas magias que fazem o velho CG dos novos filmes servir para alguma coisa (tire isso e a trilha sonora e o filme não encantará nem a APAE), Potter tem novas visões sobre seu grande inimigo e o paradeiro do diretor traíra do mal que ele acabara de expulsar da escola. Fica uma dica para Harry: olhe para o rio fora da escola e veja um exército gigantesco de caras maus com roupas de neogóticos dos anos 2000. Descobriu onde estão Voldemort e o diretor Snape, gritando ali, liderando o exército? Ora, fica um pouco sem graça sem um "feitiço" e "visões", né?

Snape é traído e morto por Voldemort, e Harry, que sofreu sem eira nem beira nas mãos de Snape, obtém um presentinho de Snape após testemunhar Voldemort matá-lo (Harry se escondera do lado de trás de uma cortina): suas lágrimas, que lhe revelarão sobre o passado dos pais de Harry, que ele não conheceu. harry_potter_Snape's_Death...pngNova dica surpreendente: o fato de a mãe de Harry e Snape terem como animais símbolos uma gazela saltitante não é mera coincidência - sim, Snape era apaixonado pela mãe de Harry, não conseguiu comê-la o tempo todo, mas no fim, há uma explicação para Snape proteger mais Potter do que atacá-lo e ser tão parecido com sua mãe e ter como totem um animal símbolo de quem gosta de praticar a arte do alarga-anel. Alguém disse que isso é parecido demais com Star Wars?

Note-se também que nem Voldemort nem Snape têm magias para verificar se alguém está escondido atrás da pilastra. Até o Homem-Aranha tinha rastreadores decentes. Aliás, até a Bruxa Malvada da Branca de Neve conseguia ver onde ela estava com sua bola de cristal. Uma escola de magia inteira e ninguém pra sair do feudalismo cristão!

Hogwarts_Post-Battle.jpgO exército de Voldemort ataca o castelo de Hogwarts, e o único meio de acesso ao castelo é um caralho de uma ponte com sustentação de madeira (em um castelo de pedra). Obviamente que apenas UM aluno resolveu olhar para aquele lado do castelo quando percebeu que estavam sob ataque. É uma escola para "alunos especiais", diz-se. Sua idéia com nível Potter de genialidade? Ficar olhando com uma cara de bunda que parece que come papel higiênico na ponta da ponte. Alguém com QI maior do que o de um protozoário teria pensado imediatamente: "Vamos derrubar essa porra de ponte, que se tem sustentação de madeira, é por algum motivo!" - mas não se pode ter noções mínimas de engenharia, artilharia, guerrilha ou roteiro, porque o diretor perdeu essas aulas para poder brincar de Wicca na floresta cavalgando vassouras. Por que cacilda só quando o exército já está a meio caminho atravessado da ponte é que é legal derrubá-la e quase morrer no processo?! O Rambo fez melhor, cacete. Não me tire de casa para ver algo pior.

Hermione mata a cobra e mostra a varinha

Mais colóquios flácidos para acalentar bovinos e Harry percebe que uma parte de Voldemort vive dentro dele - por isso ele é capaz de falar com cobras (alguém aí não tinha percebido isso já no filme 2?). Se Voldemort precisa morrer, ele vai dar um chupão no mamilo do Capeta junto. Harry aceita o duelo final: está pronto para dar a vida e nos livrar dessa tortura. O espectador agradece e o manda pro abate.

Aparecendo diante de Voldemort (interpretado por Ralph Fiennes, que, é o pior dos melhores atores da atualidade), Harry toma um Avada Kedavra na moringa pronunciado com a mesma emoção de quem acaba de tirar a moréia da caverna depois de 2 semanas de prisão de ventre. É isso, Harry morre.

...e acorda num ambiente todo branco típico de espiritismo kardecista "do outro lado", tem papos-cabeça a la Engenheiros do Hawaii com seu antigo professor morto Dumbledore (rola até um meio plágio de Slayer, só faltando dizer: "Before you see the light, you must die") e Harry... volta a vida e se finge de morto. Tão mágico quanto o Guru do Gugu.

hermione.jpgVoldemort e seu bando tomam a escola, enquanto Hermione tenta matar a cobra de Voldemort - descobrira ela que era a última das horcrux (pedaços da alma de Voldemort) que faltavam para todos viverem felizes para sempre. Hermione vem salvar o roteiro duplamente: primeiro, sendo a única pessoa em toda a "escola de sábios mágicos" com QI acima de 70, e segundo, ficando com peitinhos (coisa a qual Harry não é chegado). No Relíquias da Morte - parte 1 , seu namorado ruivo Rony Weasley, iniciador de Harry Potter no troca-troca, não deixa de ter um sonho psicanálico com Hermione liberando a racha para Harry, que ele sempre considerou muito melhor do que ele próprio e morre de medo de tomar a sua namorada - medo esse que não se concretiza pela consabida preferência sexual de Harry por agasalhar trosobas hirsutas de porte escandinavo com as 3 pregas que lhe restam.

(não que isso salve o roteiro de todo: logo após fugirem do banco cavalgando um dragão, Harry, Rony e Hermione trocam de roupa após se jogarem num lago; os dois branquelos tiram a camisa e mostram as vergonhas ao incréu telespectador, enquanto Hermione apenas... pega mais roupas para se cobrir)

Enquanto isso, Harry novamente faz a revelação surpreendente de estar vivo, desta vez na frente de seu arqui-inimigo Voldemort e todo o seu séquito reunido, o que é algo próximo da arquibancada geral do itaquerão. Voldemort só é seu arqui-inimigo porque a dona J. K. Rowling o quis, pois Potter é tão imprestável quanto uma varinha curta que ainda não faz mágica alguma. Despita Voldemort de novo com algo que só um mundo de magia e leis físicas mais interessantes do que a chatice newtoniana que só nos fez perder horas de fliperama na adolescência poderiam fazer: sair correndo. Mais um recurso genial de roteito e de criação de situações impensáveis sem um mundo mágico.

Despitando toda a goticaiada, Harry é encontrado por seu rival loiro amofadinha Draco Malfoy, como se um adolescente punheteiro soubesse pra que lugar Harry correria mais do que professores com séculos de idade. Ao invés de algemar Potter ou, estando em maior número no momento, pedir para cada um de seus comparsas segurar por um braço enquanto desfere uma rodada de voadoras no peito, Draco fica estanque quando Potter apela para o maior clichê possível da história do cinema fantasiesco: sem saída, ameaça fazer um discurso gigantesco contando toda a verdade sobre seus inimigos que eles nunca quiseram ouvir até aquele momento, e um dos cupinchas de Draco desperta um dragão de fogo que vai queimando a sala inteira.

Rony e Hermione surgem coincidentemente no mesmo momento, e, novamente, a solução do mundo mágico para se livrar das conseqüências de magias fora de controle é... picar a mula. Ou, no máximo, voar com uma vassoura fálica enfiada no meio das pernas, que provisoriamente estava ali do lado (como todos sabem que vassouras estão sempre ali do lado em salas secretas quando precisamos delas). harry_potter-fire_snake.jpgFugindo como palermas de um dragão de fogo (um DRAGÃO DE FOGO!!! ) que nunca os alcança, Harry resolve voltar para resgatar seu antigo rival Draco de ser queimado. Ora, que caralhos! Tudo isso para o filme não ter censura 18 anos por um churrasquinho de gato? Há um dragão de fogo, lerdo o quanto o CG quiser que ele seja, mas ainda uma porra de um dragão de fogo fungando no seu cangote, e você dá meia volta para resgatar seu... rival, logo depois de ele quase te entregar para seu arqui-inimigo só para não haver morte no filme?! É alguma moralidade, ou só medo de censura? É por isso que o mundo não vai pra frente: censura cinematográfica, tolerância cristã e Harry Potter!

Por fim, a horrenda batalha final: Voldemort solta um raio de sua varinha e Harry Potter... solta outro. Exatamente como sua professora contra Snape. Os dois se cruzam no meio do caminho. E fica aquela putaria de "oh, meu deus, como está difícil segurar com a firmeza necessária essa varinha, tão grossa e roliça que eu preciso fazer caras de dor como se ela estivesse sendo enterrada um quarto de metro em meu brioco adentro", seguida de caretas típicas de pornochancada com ex-modelos decaídas.

Mas espere. Já não vimos isso antes? É a mesma troca de bem ensaiados golpes de muay thai em filmes do Van Damme por "rasteiras" e "socos" mágicos, que já estragou hadoukens.jpgao bocejamento a batalha entre Gandalf e Saruman no filme d'O Senhor dos Anéis. Não é nada mais do que um duelo de hadoukens, tão sem graça quanto qualquer outro. Ao menos no videogame você é que controla o bonequinho. Tem alguma graça. Esse filme do Harry Potter termina com a mesma sensação de apreensão pelo final da luta que você tinha quando esperava sua vez de jogar enquanto dois outros assexuados se degladiavam no videogame. Toda a saga harrypotteriana termina exatamente antes do gap entre stop the punhetation e fuck the bucetation.

Sim, Voldemort morre porque matam a sua porra de cobra exatamente no mesmo momento da batalha, como tudo acontece exatamente assim nesse tipo insonso de filme. E todos vivem felizes para sempre. E com a mesma desesperada apreensão que meu desesperado leitor está para que esse artigo acabe logo, o filme ainda apresenta um caralho de epílogo, em que surge Harry com seu filho alguns anos depois, e o pentelho tem medo de ser escolhido pela Sonserina (a tal casa de magia de onde saem todos os caras do mal, e ao invés de apresentar alguma surpresa na trama por isso, desde o primeiro filme... bem, só tem caras do mal). Harry lembra que seu nome, Alvus Severus, tem homenagem tanto a Dumbledore quanto a Snape, que era da Sonserina e um dos homens mais corajosos que ele já viu.

Corajoso?! O que há de tão admirável em tentar comer a mãe de Potter e vê-la liberando todas as pregas para outro, tendo relações tão discutíveis com ela quanto Harry tem com Hermione, persegue-o e quase o entrega para seu pior inimigo, para só quando está praticamente morto fazer algum favor a Harry, e ainda merecer homenagem por isso?!

E ainda chamam quem não acredita em magia de trouxa!

38 pessoas leram e discordaram:

Tah disse...

ola recalque

Bárbara on 26 de julho de 2011 18:20 disse...

Bom, eu sou fã de carteirinha de HP, li todos os livros assim que saíram, ainda que reconheça suas (incontáveis) falhas. Os filmes são bem ruins mesmo. Seu texto inclusive demonstra como os detalhes da trama, para quem não leu os livros, ficam meio ininteligíveis e idiotas. Só senti falta de você comentar sobre os personagens secundários, porcamente desenvolvidos - me pergunto como pode tanta gente chorar quando o Dobby, a Tonks ou o Fred morrem, porque duvido que sequer saibam os nomes deles.
Beijo

Flavio Morgenstern on 26 de julho de 2011 18:26 disse...

Bárbara, a explicação é simples: Harry Potter é contemporâneo perfeito do movimento emo. Os emos têm a mesma idade dos leitores de Harry Potter. E emo chora por qualquer coisa, you know.

Beijo!

Anônimo disse...

Lixo de analise

Anônimo disse...

Harry Potter não tem nenhuma das qualidades para ser herói de uma trama. Ele é um dos mais fracotes da série, não consegue fazer nada direito nem possuí magias mais fortes do que a dos outros.

Sequer é ele que vence o mega-vilão Valdemort, mas a Hermione que faz isso quando mata a cobra.

Outra coisa que eu não entendo é: se só saem vilões da Sonserina, porque os professores da escola não EXTINGUEM essa casa de magia totalmente inútil. Para que ensinar os futuros vilões nas artes da magia?

André disse...

Toda a série de filmes de Harry Potter é uma porcaria, mas esse último filme se superou. Tive sucessivos sentimentos de vergonha alheia ao assistir o filme.

Por exemplo, quando Potter chega à escola e todo mundo se junta para vê-lo e fica murmurando: "Oh, é o Harry Potter, Oh, é ele, harry potter". Putz.

Ou quando no final nem sequer é ele, o "herói" da história, que mata o vilão, e sim a Hermione quando mata a cobra do valdmort.

Ou quando Harry Potter deixa metade da escola morrer para protegê-lo (o que ele tem de mais afinal?). Valdemort acaba se mostrando um homem muito mais honrado.

E por aí vai. A lista não tem fim.


BTW, essa é a melhor análise de um filme que leio desde a crítica ao filme Avatar no blog reflexões masculinas.

Dude disse...

Cara, você é um idiota. E mal-educado, além de semi-analfabeto. Parabéns.

Nelson on 27 de julho de 2011 11:45 disse...

Não tem como discordar da análise toda. Apenas de alguns pontos de inconsistência crítica, por esquecimento ou errônea interpretação, de fatos presentes nos livros e nos filmes que explicam por que a porra toda acontece daquele jeito.

Ademais, é tudo culpa da minha mãe! Se ela, nos nem tão longínquos tempos de minha infância, tivesse me dado um Machadão pra ler, ou qualquer outra coisa mais 'cult, em vez dos livros da J.K, eu não teria crescido lendo e vendo Harry Potter, tampouco teria me afeiçoado aos filmes e aos livros. Nem teria, portanto, crescido pari passu ao desenrolar da história. Coisa de criança, sacumé?

Enfim, minha concessão ao enredo tosco da história de Harry Potter, que, para mim, torna ilibado todo ele, é por causa daquele encantamento infantil inicial, o deslumbramento com um mundo mágico que me acompanhou desde os tempos pueris e cujos efeitos, hoje em dia, estão diluídos num mar de racionalidade e só me vêm em ínfimas doses; mais ou menos a mesma coisa que faz marmanjões lerem Comics do tipo de X-Men, Flash Gordon, Super-man et cetera.

Richard disse...

Esse chosen one descrito por você chama-se monomito, caso não conheça o termo.

Flavio Morgenstern on 27 de julho de 2011 16:55 disse...

Nelson, essa sua conclusão merece um post à parte, que eu quero aplicar pra música um dia: tudo o que é bom a gente reconhece, mas o que dá discussão mesmo são as coisas toscas que conhecemos na infância, e continuamos gostando mesmo depois de descobrir o que é bom. E aí fica aquela briga maluca de "Beatles é melhor do que essas coisas de hoje em dia!", como se fosse lá uma Nona Sinfonia.


Richard, mas o Campbell fala da jornada de alguém que vai fazer algo próximo de fundar uma civilização, e que toda a tal civilização já se curva a ele. O problema do chosen one modelo Harry Potter é que o roteiro do filme faz com que ele se safe de tudo, simplesmente porque foi escolhido como personagem principal da trama (e não tenha nada de admirável para tal). Aí é preguiça de roteirista, não civlização construída em torno de um homem.

Pedro disse...

Hermione não é ruiva. Parei de ler aí, confesso, porque o autor sequer sabe a difernça entre cabelo castanho e ruivo, quw dirà sobre o resto.

Rico Ferrari on 27 de julho de 2011 20:34 disse...

Não vi o(s) filme(s), não li o(s) livro(s), mas me diverti imensamente com o artigo. Pela reação dos fãs, parece que você acertou n'algum nervo correto.

Anônimo disse...

Mais um pseudo-intelectual da internet...

Anônimo disse...

KKKKKKKKKKK, TENHO DÓ DE VOCÊ, APENAS!
Teu blog é ridículo, como você :]
Provável que deve ser fã de filmes podres né?
Se Harry Potter fosse ruim, não teria consegui 900 milhões em duas semanas.
Desculpe-me, mas você deveria rever seus pontos ;)

E alguns comentários ai: NÃO SABEM, NÃO FALAM! Como assim a Hermione matou a cobra, e perai, VALDMORT? SE MATA

Adeus ;*

Flavio Morgenstern on 30 de julho de 2011 08:09 disse...

Pedro, as estatísticas confirmam que aproximadamente 102% dos trollzinhos jr. que utilizam o clichê "parei de ler aí" gostam de utilizar o feitiço Lumos!, enfiar a varinha na cavidade anal em sentido longitudinal e, abrindo e fechando as pregas, brincar de vaga-lume.


Rico Ferrari, como pode perceber, no caso de Harry Potter, não acertei exatamente no nervo correto, mas lembrei aos fãs que o teste da farinha deles acusa a ausência da prega-rainha.


Anônimo, assim como Harry Potter "não é podre" porque vendeu 900 milhões em duas semanas, devo supor que o povo do Restart não é viado porque vende mais do que a última gravação da Sinfônica de Berlim interpretando a Segunda Sinfonia de Mahler. Ademais, que bom que você tem pena de mim: aposto que você deve ter lucrado pelo menos 51% do que a dona J. K. Rowling lucrou, para comemorar tanto a conta bancária da energúmena, correto?

Vanessa. on 30 de julho de 2011 08:41 disse...

não entendi nada porque não conheço os personagens. imaginei "snape" com cara de cobra porque ele tinha uma "snake" e veja só que trocadilho maravilhoso.

Anônimo disse...

mais um pseudo-intelectual que tem opnião formada sobre tudo e todos, bom aposto que filme bom pra voce é filme frances cheio de mimimi né?? faça-me o favor, que falta do que fazer/falar...Nem criticar voce sabe, e cuidado, quem fala/escreve o que quer, ouve/lê o que não quer! fica a dica!

Flavio Morgenstern on 1 de agosto de 2011 12:50 disse...

Caro Anônimo, não entendi com a destreza necessária a sua mensagem: ela termina com uma ameaça de que eu, caso continue a escrever o que quero, possa acabar lendo o que não quero. É mesmo necessário que eu continue a praticar tal viciosa arte, se o seu comentário já foi sobremaneira desnecessário, desagradável e involitivo de minha parte?

Caso você não tenha atentado para este mister de somenos importância, não seria o caso de escrever tal clichê sem o tom de ameaça (o que já é paradoxal ao uso de um clichê consabido de todos os bípedes brasileiros desde tenra infância) e apenas admitir que é uma pessoa desnecessária, desagradável e que vai de bicão às festas, happy hours, orgias e demais ocasiões de recreação e prazer contra a vontade dos demais circunstantes e mesmo organizadores?

Cuidado, porque quem posta o que quer, toma Expecto Patronum! no orifício que não quer.

Cordiais amplexos.

Danilo B. on 1 de agosto de 2011 14:22 disse...

Bela crítica!

E não é a Hermione que mata cobra... é aquele amigo do HP com cara de perdedor que quase nunca aparece.

Flavio Morgenstern on 2 de agosto de 2011 10:13 disse...

Obrigado, Danilo B.!

Na verdade lembrei antes mesmo de iniciar aquela seção do texto que quem mata a cobra é "o outro amigo com cara de perdedor" (o que não ajuda muito em sua identificação). Mas, além de não querer perder a piada, isso só deixa mais claro que os outros personagens são tão nulos que... quem se lembra deles, senão quem leu os livros? Servi de exemplo.

Anônimo disse...

LIXO DE ANALISE, VAI SE FODER MANO
VAI FAZER OS LIVROS E OS FILMES, E CONSEGUIR TANTO SUCESSO COMO A J.K ROWLING FEZ,
CHUPA INVEJOOSO --'

Guilherme on 17 de setembro de 2011 22:55 disse...

Sou fã de verdade da série, assisti aos filmes zilhões de vezes e li os livros mais vezes ainda. Mas não posso deixar de comentar que adorei a crítica!
Cheguei a conclusão, nos tempos da minha inocente pré-adolescência, de que só gosto da série porque acompanho-a desde de pequeno. E sei que só persisti nela porque o enredo (do livro, diga-se de passagem!) vagamente amadureceu com o passar dos volumes e o final da história foi coincidindo com meus 13, 14 anos.
Agora, não sei se invejo você ou se sinto pena por "Harry Potter" não ter feito parte da sua infância. Mas pra compensar, com certeza, deve existir alguma espécie de "Mighty Morphin Power Rangers" ou o interminável "Pokémon" (tá bom, sou um saco pra lembrar de febres infantis de algum tempo atrás) no seu currículo de "Séries que Guardo com Carinho".
Na verdade, quase a mesma coisa que o Nelson disse, comentários acima (e que você inclusive já respondeu!)
Ah! E parabéns pelo blog!!
Ps. Desabafo de fanboy chato que você pode ignorar: "o outro amigo com cara de perdedor" chama-se Nevillee Longbottom; ruiva é a Gina, e não a Hermione; primeiro a parte do "dragão de fogo", depois morre um punhado de gente, e aí sim o Harry se entrega; o cadáver em que se conjura Animus Corpus continua morto, só que meio zumbi; os professores não tinha se revoltado ainda porque o Dumbledore tinha dado ordens sobre "esperar o Harry, e blábláblá...";o Snape é um personagem FODA PRA CARÁLEO! e ninguém deu muito valor nele. Então, só algumas considerações que (como fã chato) estavam me deixando com pensamentos obsessivo-compulsivos enquanto lia o post. =D

Anônimo disse...

Uma coisinha, HERMIONE É RUIVA ONDE???
Parei de ler ai pq?! Merlim, trouxa mesmo.

Leonardo disse...

Você acerta ao criticar os sistemas de segurança mágicos de Harry Potter. Isso é desde o primeiro livro, quando três crianças/pré-adolescentes conseguem chegar à Pedra Filosofal, que tinha sido guardada por tantos obstáculos criados por professores adultos. (Ainda que valha a ressalva de que eles tiveram ajuda pra isso.) E repete-se agora quando eles penetram e saem do banco de um jeito mais fácil do que devia ser.
Mas é só nesse ponto e em alguns outros que sua crítica é bem sucedida. Existem diversos furos na sua análise, e vai muito além de ter errado a cor do cabelo da protagonista. (Cabe um comentário aqui: É coisa de fã chato se dar ao trabalho de reclamar disso. Mas um crítico que quer ser levado a sério não pode se dar ao luxo de errar coisas tão básicas. É como grafar errado o nome de um personagem. Demonstra falta de conhecimento do assunto que quer comentar. Só um toque.)
Cito algumas das falhas do texto:
Você parece simplesmente não ter entendido a relação de Snape com Harry, e a própria função de Snape na história.
Por que Snape foi corajoso? Serve: porque foi um espião, fingindo ser um espião duplo, e realizou tarefas que exigiam renúncia pessoal, como o assassinato consentido de Dumbledore? Corajoso parece uma palavra aplicável.

Harry não matou Voldemort. Não. Ele não matou. Não me recordo exatamente da cena no filme, mas me recordo do livro. Pode soar piegas, mas a morte de Voldemort foi resultado de um feitiço lançado por ele mesmo, que não lembro por que raio de efeito voltou para ele. Harry cometeu um crime “hediondo”, por assim dizer, quando usou uns feitiços na invasão do banco. Outro quando torturou um vilão dentro da escola. Mas não chegou sequer a tentar cometer este assassinato.
Pra ficar só nos erros mais gritantes do texto.

Mas, afinal, eu não te culpo. Culpo os filmes. Os filmes são (sim) inferiores aos livros. Não é nem questão de ter detalhes demais a serem retratados. É falta de vontade de pessoas na produção, ou que detêm os direitos, de fazer uma adaptação planejada, pensando na história a ser contada, e não apenas como algo a ser explorado comercialmente. Surgem erros por desleixo, ou talvez incompetência mesmo.

No final das contas, Harry Potter é uma história infantil, de luta entre o bem e o mal, que apesar de clichês e inúmeras incongruências, é uma das mais bem escritas da atualidade. E como todas as histórias infantis bem escritas, fala também aos adultos.
Os filmes se perdem com o tempo (assim espero eu). Mas os livros ficam, pelo seu valor.

Anônimo disse...

Ei cara tu só pode ser retardado, se trata apenas de uma historia pra criança esse e o publico alvo. Se vc num gosta o problema e teu!

kinha on 19 de julho de 2012 08:29 disse...

Bem , quer dizer que diz Harry Potter não presta. Pois bem, pior do que todos os erros dos filmes(que são vários,admito)é esse seu comentário inútil sobre a saga. Usa teus neurônios que só são usados pra guardar merda pra tentar se melhor do que J.K. Rolling.

Anônimo disse...

Cara, antes de formular uma crítica, tu devia ae inteirar do assunto em questão a ser criticado pra não escrever merda por cima de merda, que foi o que eu acabei de ler aí. Por que pra criticar tem que conhecer, e você não tá sabendo da missa a metade né. Vamos só pontuar os erros do seu texto de merda: Hermione não é ruiva, quem é ruiva é a namorada do Harry, aquele que você diz parecer ser homossexual. Quem mata a cobra é o Neville, e ele é um persongem secundário e no entanto é muito importante pra trama sim, porque quando a profecia foi descoberta, em que nasceria um menino que poderia derrotar o Lord das Trevas VOLDEMORT, ficou uma dúvida porque poderoa ser tanto o Neville comp o Harry, tanto que os pais do Neville foram torturados e os pais do Harry foram mortos. E nos livros os personagens secundários são sim bem abordados e constam vários detalhes sobre eles. Como os filmes são BASEADOS na obra da JK é natural que nem todas as coisas que acontecem no livro apareçam nos filmes. O tempo dos livros e dos filmes se passam na década de 90. Então repetindo o que eu disse no começo do comentário, você deveria realmente pensar e ter certeza de que sabe o que tá falando pra não encher a internet com essas merdas de críticas insatisfatórias. E mais respeito com os fãs. Esse negócio de dizer que fã de harry potter é virgem, é emo? VAI SE LASCAR. que eu saiba nada disso importa, o que importa é a paixão que você tem por aquilo que gosta. A saga Harry Potter marcou uma geração e conquistou milhões de fãs no mundo inteiro com a simplicidade e uma brilhante história, que não precisou apelar pro lado da sacanagem nem da baixaria pra fazer sucesso. Espero que você reflita e comece a criticar a sua forma de ver as coisas, porque de idiotas como você o mundo tá cheio.

Anônimo disse...

Kkkkk arte

Anônimo disse...

Assitiu só aos filmes, não teve a capacidade de entender várias partes e por isso acha que tem erro, mas na verdade foi incapaz de compreender o que aconteceu, e acha que pode criticar com o mínimo do mínimo que sabe/viu da saga.

Anônimo disse...

Meu filho quem é você para criticar um filme que fez tanto sucesso. Não sabe nem da história direito e ainda quer críticar a obra dos outros, vai assistir e ler todos os livros depois você fala alguma coisa blza...falow troxa

Giulia Francielle Pereira Gonçalves on 8 de fevereiro de 2015 10:40 disse...

Olha aqui quando você escrever uma série de livros que será o segundo livro mais vendido perdendo somente para Bíblia, esses livros forem traduzidos em 65 idiomas, virar a primeira pessoa bilionária com sua série e ela for transformada em vários filmes de sucessos... Ai pode vir falar comigo OKAY?!

Giulia Francielle Pereira Gonçalves on 9 de fevereiro de 2015 06:18 disse...

Olha aqui quando você escrever uma série de livros que será o segundo livro mais vendido perdendo somente para Bíblia, esses livros forem traduzidos em 65 idiomas, virar a primeira pessoa bilionária com sua série e ela for transformada em vários filmes de sucessos... Ai pode vir falar comigo OKAY?!

Trindade on 30 de março de 2015 20:13 disse...

Flávio, nota-se facilmente que você é uma pessoa de elevada cultura e por isso faz parte de um pequeno grupo que anda no sentido contrário de uma maioria extremamente manipulada. O fato de Harry Poter ter sido um sucesso não quer dizer absolutamente nada. Principalmente considerando que a grande legião de fãs desse lixo é constituída por adolescentes de mente vazia. Já vi várias postagens com o mesmo tema, mas a sua é a melhor de todas. Parabéns!

Anônimo disse...

Esse povo não sabe de nada não gostei do que esta escrito ai esse cara é um tremendo de um idiota não sabe apreciar uma ótima historia que é Harry Potter so pq a Hermione sempre ajuda o Harry não quer dizer que a historia deveria se chamar Hermione Granger em vez de Harry potter vcs trouxas não sabem apreciar a arte que é Harry Potter e eu so digo uma coisa para o Trindade vc diz que os fas que gostao desse lixo como vc diz que é Harry Potter os Potterhends quem são o maior grupo de fas da saga Harry Potter que existi naogosta de porcaria e vc e um tremendo de um babaca vc e todos os outros que falam mau de Harry Potter va chamar outra coisa de lixo mais não Harry Potter e nem os fas Harry Potter é e sempre sera a maior saga do mundo

Anônimo disse...

Não vou te julgar nem te atacar, só tive certeza de uma coisa (e é a mais importante) você com certeza não leu os livros!

Jonathan A. on 14 de janeiro de 2016 11:18 disse...

Esse cara é muito pseudo intelectual kkkkk

Jonathan A. on 14 de janeiro de 2016 11:19 disse...

Deixa de ser triste amigo...
Escreva seu livro pra ver se alguém vai ler...

Anônimo disse...

Hermione Mata A Cobra ? Kkkkk Lixo

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