sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Malthus explica os fogos de artifício

Cá estou eu, pelado, banhando minhas partes em águas chuverais em meu retiro estival no litoral, a cerca de 10 andares acima do nível do mar, nesta data festiva de fim de ano quando, não mais que de repente, ouço a primeira de muitas saraivadas típicas advindas de bárbaros mongolóides que insistem em escalavrar nossos tímpanos nestas épocas do ano em que pouco ou nada há a ser meditado em sussurrantes pensamentos introspectivos, afora a terrível faculdade de estar vivo em um planeta com recheio de lava e cobertura de imbecis - e, pior, estarmos nus em pêlo e sobejantemente ensaboados.

papai.jpgAfinal de contas, qual a graça de fogos de aritifício sem radiantes demonstrações luminosas para alguém com QI acima de 80? Que espécie de prazer alguém obtém ao gastar seus caraminguás tão somente para ver o que comprou explodir, fazendo barulho, fedendo e assustando ouvidos mais acostumados com a voz da Lisa Gerrard? É uma felicidade interior engatilhada apenas pela explosão funcionar? Que atividade ou diálogo é passível de ser levado a cabo com grau de excelência durante uma descarga aérea de rojões? (eu mesmo passei o solstício com o rosto parecendo o de Frankenstein, em sua versão imortalizada por Boris Karloff, após tentar fazer a barba em meio à barulheira) Será que a retardadice mental é tamanha que essas pessoas também comemoram com faniquitos dementes se alguém soltar uma bolota de papel no ar e ela cair no chão, se a luz acender quando apertarem o interruptor, a cada milho que se torna pipoca na panela ou caso seja oferecida uma rodada de suco pra galera?

Ora, sabemos que nosso país é mesmo a Banânia quando percebemos que uma forma de comunicação triássica (cf. o efeito estufa provocado por heterodontossauros peidorreiros) é usada, em plena época do iPod, apenas para... fazer um barulho ainda mais ensurdecedor, e com cheiro parecido. Caralhos cá que me fodam, se eu quisesse mesmo fazer barulho e espalhar a fedentina nos ares eu teria trocado o tender com vodca por uma feijoada tripla com repolho e batata doce - e ainda teria me alimentado a contento.

Qualidade x Quantidade

O nosso nível de palermice aguda atingiu patamares tão incomparáveis que podemos vislumbrar o tenebroso futuro do intelecto no filme Idiocracy, em que o óbvio ululante do nosso futuro é mostrado sem chorumelas: enquanto os inteligentes estão preocupados com suas carreiras, suas carteiras e com coisas mais interessantes do que bebês cagões - livros, verbi gratia - a massa de ineptos só sabe fazer... réplicas de sua ignorância. Ao invés de adotar um cachorro na rua, a patuléia ignara consuetudinariamente diminui a felicidade que possuia antes de se infectar com essa terrível doença sexualmente transmissível chamada "vida" e coloca dentro de casa o bicho de estimação mais insuportável que existe: o filho!

robert-malthus.gifO resultado prático desta poluição ambiental: TODAS as mazelas que transformam boa parte da humanidade em flagelados da miséria é facilmente explicada em uma palavra: hiperpopulação. Seja a fome mundial ou o aquecimento global (o que pode ser pior para a quantidade de alimentos no mundo e dinheiro no bolso do que duplicar um organismo - e o lixo que produz - sem duplicar os recursos naturais que este consome?), passando pelas pessoas que não entram em Universidades sem cotas até o fanatismo religioso e a música vagabunda (visto que Schopenhauer já avisara que podia medir o grau intelectual de uma pessoa na razão oposta à quantidade de ruído que ela era capaz de suportar): tudo é compreensível quando se lembra que, enquanto os inteligentes se reproduzem em progressão aritmética, a farândola melcatrefe se reproduz em progressão geométrica.

O paradoxo de Malthus

Conquanto saibamos que o poviléu grão biltre torra recursos do planeta, como a pólvora, e se sente feliz criando mais versões estultificadas d'eles mesmos para (é sua crença) conquistar alguma felicidade podendo escravizar uma edição menor e mais fraca de si (não sabendo o altíssimo preço que não só eles terão de pagar), nada podemos fazer pois absolutamente qualquer medida voltada para diminuir o nível de estupidez do mundo é logo tachada de fascista, intolerante, reacionária, burguesa ou eugenista (como se a Natureza, o Cosmo e a Matemática não fossem as coisas mais eugenistas que podem existir).

Isso nos leva a um paradoxo: os que têm capacidade de fazer algo para não tornar o mundo povoado por bestas estultificadas, gritando com explosões fora das guerras, só podem não ter filhos, o que, afinal, vai ajudar a estupidificação universal. Os que não têm capacidade vão se reproduzir ainda mais - e, para piorar, consumir mais recursos e jogar no poço a média de inteligencia mundial. Assim, Malthus mostra que os alimentos serão escassos para todos, mas suas previsões também foram qualitativamente tenebrosas, sem que ele o percebesse: como evitar a propagação da nulidade existencial?

Apenas a Lex Talionis propagada por Paulo Maluf (a única coisa que presta proferida por ele), de castrar os pobres, oferece uma solução viável, desde que seja voltada não apenas para os pobres, como para os filhinhos de adevogados que sejam burros - nunca mais teríamos um Nardoni da vida. Mas como barrar o politicamente correto, criado por seres um pouco mais pensantes, porém complacentes em excesso com jegues, e nojinho de parecer ser contra a liberdade do outro de destruir o mundo inconseqüentemente?

À guisa de conclusão, lembremos que os fogos de artifício foram inventados pelos chineses, o país com 1/6 da população terrestre e sua tardia lei de filho único criada pelo Partido Comunista - vindo de vermelhos, só poderíamos mesmo esperar esse estrepitoso e decadente vezo pela baderna.

1 pessoas leram e discordaram:

Denise disse...

*_* GENIAL!!
Penso absolutamente o mesmo, pena que não tenho a sua capacidade de verbalizar. Mas um dia chego lá.

Postar um comentário

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Malthus explica os fogos de artifício


Cá estou eu, pelado, banhando minhas partes em águas chuverais em meu retiro estival no litoral, a cerca de 10 andares acima do nível do mar, nesta data festiva de fim de ano quando, não mais que de repente, ouço a primeira de muitas saraivadas típicas advindas de bárbaros mongolóides que insistem em escalavrar nossos tímpanos nestas épocas do ano em que pouco ou nada há a ser meditado em sussurrantes pensamentos introspectivos, afora a terrível faculdade de estar vivo em um planeta com recheio de lava e cobertura de imbecis - e, pior, estarmos nus em pêlo e sobejantemente ensaboados.

papai.jpgAfinal de contas, qual a graça de fogos de aritifício sem radiantes demonstrações luminosas para alguém com QI acima de 80? Que espécie de prazer alguém obtém ao gastar seus caraminguás tão somente para ver o que comprou explodir, fazendo barulho, fedendo e assustando ouvidos mais acostumados com a voz da Lisa Gerrard? É uma felicidade interior engatilhada apenas pela explosão funcionar? Que atividade ou diálogo é passível de ser levado a cabo com grau de excelência durante uma descarga aérea de rojões? (eu mesmo passei o solstício com o rosto parecendo o de Frankenstein, em sua versão imortalizada por Boris Karloff, após tentar fazer a barba em meio à barulheira) Será que a retardadice mental é tamanha que essas pessoas também comemoram com faniquitos dementes se alguém soltar uma bolota de papel no ar e ela cair no chão, se a luz acender quando apertarem o interruptor, a cada milho que se torna pipoca na panela ou caso seja oferecida uma rodada de suco pra galera?

Ora, sabemos que nosso país é mesmo a Banânia quando percebemos que uma forma de comunicação triássica (cf. o efeito estufa provocado por heterodontossauros peidorreiros) é usada, em plena época do iPod, apenas para... fazer um barulho ainda mais ensurdecedor, e com cheiro parecido. Caralhos cá que me fodam, se eu quisesse mesmo fazer barulho e espalhar a fedentina nos ares eu teria trocado o tender com vodca por uma feijoada tripla com repolho e batata doce - e ainda teria me alimentado a contento.

Qualidade x Quantidade

O nosso nível de palermice aguda atingiu patamares tão incomparáveis que podemos vislumbrar o tenebroso futuro do intelecto no filme Idiocracy, em que o óbvio ululante do nosso futuro é mostrado sem chorumelas: enquanto os inteligentes estão preocupados com suas carreiras, suas carteiras e com coisas mais interessantes do que bebês cagões - livros, verbi gratia - a massa de ineptos só sabe fazer... réplicas de sua ignorância. Ao invés de adotar um cachorro na rua, a patuléia ignara consuetudinariamente diminui a felicidade que possuia antes de se infectar com essa terrível doença sexualmente transmissível chamada "vida" e coloca dentro de casa o bicho de estimação mais insuportável que existe: o filho!

robert-malthus.gifO resultado prático desta poluição ambiental: TODAS as mazelas que transformam boa parte da humanidade em flagelados da miséria é facilmente explicada em uma palavra: hiperpopulação. Seja a fome mundial ou o aquecimento global (o que pode ser pior para a quantidade de alimentos no mundo e dinheiro no bolso do que duplicar um organismo - e o lixo que produz - sem duplicar os recursos naturais que este consome?), passando pelas pessoas que não entram em Universidades sem cotas até o fanatismo religioso e a música vagabunda (visto que Schopenhauer já avisara que podia medir o grau intelectual de uma pessoa na razão oposta à quantidade de ruído que ela era capaz de suportar): tudo é compreensível quando se lembra que, enquanto os inteligentes se reproduzem em progressão aritmética, a farândola melcatrefe se reproduz em progressão geométrica.

O paradoxo de Malthus

Conquanto saibamos que o poviléu grão biltre torra recursos do planeta, como a pólvora, e se sente feliz criando mais versões estultificadas d'eles mesmos para (é sua crença) conquistar alguma felicidade podendo escravizar uma edição menor e mais fraca de si (não sabendo o altíssimo preço que não só eles terão de pagar), nada podemos fazer pois absolutamente qualquer medida voltada para diminuir o nível de estupidez do mundo é logo tachada de fascista, intolerante, reacionária, burguesa ou eugenista (como se a Natureza, o Cosmo e a Matemática não fossem as coisas mais eugenistas que podem existir).

Isso nos leva a um paradoxo: os que têm capacidade de fazer algo para não tornar o mundo povoado por bestas estultificadas, gritando com explosões fora das guerras, só podem não ter filhos, o que, afinal, vai ajudar a estupidificação universal. Os que não têm capacidade vão se reproduzir ainda mais - e, para piorar, consumir mais recursos e jogar no poço a média de inteligencia mundial. Assim, Malthus mostra que os alimentos serão escassos para todos, mas suas previsões também foram qualitativamente tenebrosas, sem que ele o percebesse: como evitar a propagação da nulidade existencial?

Apenas a Lex Talionis propagada por Paulo Maluf (a única coisa que presta proferida por ele), de castrar os pobres, oferece uma solução viável, desde que seja voltada não apenas para os pobres, como para os filhinhos de adevogados que sejam burros - nunca mais teríamos um Nardoni da vida. Mas como barrar o politicamente correto, criado por seres um pouco mais pensantes, porém complacentes em excesso com jegues, e nojinho de parecer ser contra a liberdade do outro de destruir o mundo inconseqüentemente?

À guisa de conclusão, lembremos que os fogos de artifício foram inventados pelos chineses, o país com 1/6 da população terrestre e sua tardia lei de filho único criada pelo Partido Comunista - vindo de vermelhos, só poderíamos mesmo esperar esse estrepitoso e decadente vezo pela baderna.

1 pessoas leram e discordaram:

Denise disse...

*_* GENIAL!!
Penso absolutamente o mesmo, pena que não tenho a sua capacidade de verbalizar. Mas um dia chego lá.

Postar um comentário