domingo, 27 de dezembro de 2009

James Cameron e o Counter-Strike amazônico

O Gravataí já está me devendo todo o meu estoque
de Subway neste ano. Como uma dívida a mais não
faz diferença (pra ele), resolveu apostar que a resenha
dele seria melhor do que a minha. Alea jacta est.


Quando um filme, sendo uma bosta ou não, é obra de alguém do porte de um James Cameron (que pode não ser um puta gênio do caralho como Schopenhauer, Dostoiévski ou o cara que descobriu que as ostras são comestíveis, mas é responsável pelo melhor filme do mundo: O Exterminador do Futuro 2), entender esta obra exige um pouco de raciocínio sobre a forma de pensar do homem por trás das câmeras. E o que isso significa?



Avatar tem gráficos nota 11, som arrepiante, jogabilidade fluída e uma idéia que, se não é fantástica, não deixa de ser interessante por detrás, mas é impossível continuar jogando depois da primeira fase. O filme pagou pedágio na fila de clichês e achou que era melhor não trocar de faixa porque havia um tal de Hayao Miyazaki discutindo demoradamente com o caixa dos roteiros surpreendentes.


Sem medo de ser spoiler


Tudo, absolutamente tudo o que Avatar tem são clichês. Macho branco é um pacóvio, mas acordou com uma estrelinha na testa escrito chosen one e tem a sorte de ter o mesmo código genético de seu irmão-gêmeo gênio (science FAIL), a sorte de não levar um ralho após quase matar seu próprio avatar por insistir em se levantar mesmo que uma instalação militar implore contra isso, a sorte de libélulas premeditadoras do futuro indicarem à guerreira de uma tribo que ele é seu salvador branco e americano, a sorte de poder andar de dragão em meio a uma chuva de balas de 800 metralhadoras sem levar na bunda, a sorte de alguém o ter escolhido pra herói do filme.

É o fator Harry Potter: mocinho não faz nada, mas tem seu nome na capa do filme logo, toda a força do vilão, capaz de explodir a floresta amazônica, será tão inútil contra o mocinho como se este vivesse no Acre, mesmo que seus méritos o fizessem reprovar no maternal.

Aliás, seu avatar também é clichê: seres vivos humanóides mais poderosos que humanos, de orelhas pontudas (hey, chega, né?), maiores e imunes a algo ao qual humanos sucumbem, vivem na floresta, amam a natureza, bons selvagens. De Senhor dos Anéis ao MST, todo mundo já viu esse filme.

Sim, o enredo é o mesmo de Dança com Lobos. Sim, o vilão será o coronel com pinta de durão das primeiras cenas. Sim, sua equipe irá virar a casaca a seu favor na última hora. Sim, você irá cavalgar uma lagarta gigante contra naves indestrutíveis e jogá-las todas no buraco. Sim, você irá atravessar uma fileira de homens com metralhadoras armado de um porrete, e todos eles, exatamente naquele momento, não estarão com suas 15 metralhadoras apontadas para você, e nem terão tempo de mirar decentemente, pois coincidentemente estarão apontadas cada uma para um ponto morto no éter enquanto você trafega por entre o tiroteio.

Mas pior que um filme ruim é um filme de idéia boa que é um filme ruim. E pior que um filme de idéia boa que é um filme ruim é um filme de idéia boa e desenhos tecnológicos fodidos e diretor famoso que, ainda assim, é um filme ruim.

O filme é oportuno: trata de questões ambientais (em época de COP15), guerras por recursos naturais (em época de Iraque) e fubangas com os peitos de fora (em época de Fernanda Young).

E óbvio que já vimos tudo isso antes, mas o roteiro de Dança Com Lobos ainda pode faturar algum se você transportá-lo para o Japão feudal com Tom Cruise ou se fizer um filme em 3D para crianças
ou com uma estratégia de marketing que faça qualquer idiota de barba ver o filme e depois falar mal em seu blog.

Valeria uma aula de roteiro o que Cameron fez para destruir uma história batida, porém competente algo, alguma coisa nesse filme tinha de não ser um clichê. Mas não dá pra fugir do padrão de falta de lógica hollywoodiano.

Vejamos:
O tal "avatar" do personagem se perde do resto do grupo fuçando plantas que somem com o toque, enquanto os cientistas gênios, sabendo que o pentelho é uma versão Smurf de Dennis, o Pimentinha, o ignoram solto na floresta mais perigosa do (outro) planeta sem coleira;

Após fugir de monstros que fariam Jurassic Park parecer o cenário dos Teletubbies, escapa de ser flechado por uma tribo de selvagens porque uma das guerreiras viu uma libélula mágica bem no átimo de centésimo em que ia disparar a flecha, o que indica que nosso personagem está com o seu carnê do Baú em dia;

Herói cai nas graças da tribo da floresta, que supõe que podem aprender guerrilha armada com ele (e o que é mesmo que nosso paspalho lhes ensina?);

Camarada que se acostuma com seu novo look azul começa a se apaixonar pela mocinha azul que detestou a idéia de cuidar de seu rabo (já que ele ainda pouco se acostumou a ter um);

Novo selvagem new age só é considerado digno de entrar para a tribo se domar um dragão que tenta comê-lo; após muita briga, eis que este é o começo de uma grande amizade; achei uma pena nosso elfo azul não chamá-lo de Bucéfalo;


Anta desqualificada só se lembra de que está usando o seu avatar, na verdade, para descobrir e indicar a americanos brancos como chegar ao santuário dos seus novos amiguinhos (os únicos que teve em vida, ao que parece) apenas depois de já ter se acostumado a brincar ao vivo de Super Mario, Sonic, Panzer Dragoon e tantas outras cenas roubadas de videogames passados em floresta e, claro, quando é tarde demais para explicar que, na real, é um agente infiltrado e lhes ensinar o refrão de Run to the hills... run for your lives.

Animal de teta, então, percebe que misteriosamente está apaixonado por uma fêmea de cauda azul de 4,5 metros de altura e passa por traidor do movimento hippie por esquecer de avisar seus amiguinhos de que (putz, o que era mesmo?!) eles todos foram traídos e vão morrer (ah, lembrei!);

Sem conseguir adentrar na tribo para pedir desculpas por um genocídio de proporções bushicas, tem uma idéia brilhante: voar por cima do lagarto voador que atemoriza a tribo, saltar sobre sua carcaça e torná-lo um ser do bem, usando seu plug de tomada (o que prova que aquele planeta não é tão índio assim);

Chega na tribo e, mesmo sendo responsável por cadáveres contados às mancheias, prova que... bom, que... que pode cavalgar uma lagarta gigante!! Mocinha imediatamente o perdoa com laivos de "meu herói!" após as bananices do seu herói terem matado o seu pai (como disse a Bárbara Magalhães, essa é a maior maria-gasolina da história do cinema);

Sem armas nucleares para enfrentar a armada americana, nosso tosco protagonista, que começa o filme tímido e amuado, vira um baita discursante, um verdadeiro Trotsky que aprendeu retórica na FFLCH, e convence, é claro, as tribos inimigas a selarem a paz contra um inimigo comum, coisa que os selvagens nunca pensariam em fazer sozinhos e sem discursos de "somos todos irmãos na Terra da Liberdade americana";

Mas a guerra começa, e selvagens usam dragões, arco e flecha e a força do rock'n'roll contra espaçonaves caralhosas. Com este cenário, não é preciso ser spoiler com o caro leitor para lhe informar quem ganha (dica: um dos lados terá ajuda dos seres da floresta apenas no momento oportuno em que alguém estiver prestes a morrer).

Honestamente, tem como ter medo de estragar a graça de um filme o qual você adivinha cada cena alguns segundos antes de ela aparecer na tela?!

O estranho é que, a despeito do 3D, não há uma única cena que já não tenha sido vista antes. Mas uma cena me mostrou o que se passa na cabeça de Cameron além do acima exposto: não é de estranhar que, depois de tantas cenas chupinhadas de videogames (até as cores são as dos jogos de floresta do Playstation), todos os mechs que surjam na batalha final sejam idênticos aos de tantos jogos de tiro, como Halo, Shogo, Mechwarriors e derivados?!


Mas, na última luta (sem estragar a surpresa de ninguém, aquela que acontece depois de o azulão atravessar uma infinidade de artilheiros em posições diversificadas sem levar um tiro, explodir a nave fugindo dela a tempo e caindo de uma altura de alguns quilômetros sem sofrer um arranhão, junto com seu arqui-inimigo da primeira cena), após o Mech perder a metralhadora (foi melhor que o Bruce Lee arrancando sozinho a espada das mãos de um samurai, convenhamos), não atenta contra a inteligência que o grande Mech use... bem, é meio constrangedor mas... saque uma faca em forma de tacape para acabar com o inimigo?!?! Já estou ouvindo os meninos na lan house gritando: "Vai na faca!!"

Não tenham dúvidas, crianças: se algum dia estiverem jogando Counter-Strike em um servidor internacional, e houver no time dos mercenários um jogador com o nick de Terminator, dêem a vida para acertar sua cabeça. Assim, poderão dizer a todos que acabaram com James Cameron no meio de seu vício notívago pós-Linda Hamilton.

5 pessoas leram e discordaram:

Gravata disse...

James Cameron é um fabricante de traíras. Andróides, Avatares...

Carol disse...

Uma fila gigantesca na única sala 3D da minha cidade me fez desistir do filme.

Vejo que, a partir das críticas (sua e do Gravz), não perdi nada.

Bj

Rodrigo disse...

Piada do ano, certeza. Só não se esqueça que o ano acabou de começar ;)

Vinicius Hijano disse...

Não achei o filme tão ruim. Acho que classificá-lo como revolução e como original e num sei o que lá, é errado. Mas isso não significa que ele seja ruim. O rapaz é uma espécie de Neo, o escolhido, que é uma espécie de x que é uma espécie de x que é uma espécie de Jesus Cristo. Tudo, hoje em dia, é "remetível" à alguma coisa. Se for assim, nenhum enredo presta.

Guilherme disse...

Hilário o seu post!!
rsrsrs...
Gostei bastante do filme (na época), mas convenhamos, é mesmo clichê pra caráleo!!
Vc só num citou Pocahontas e (o q eu acho q seja a origem!) Iracema, leituras anteriores da historinha em questão...

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domingo, 27 de dezembro de 2009

James Cameron e o Counter-Strike amazônico


O Gravataí já está me devendo todo o meu estoque
de Subway neste ano. Como uma dívida a mais não
faz diferença (pra ele), resolveu apostar que a resenha
dele seria melhor do que a minha. Alea jacta est.


Quando um filme, sendo uma bosta ou não, é obra de alguém do porte de um James Cameron (que pode não ser um puta gênio do caralho como Schopenhauer, Dostoiévski ou o cara que descobriu que as ostras são comestíveis, mas é responsável pelo melhor filme do mundo: O Exterminador do Futuro 2), entender esta obra exige um pouco de raciocínio sobre a forma de pensar do homem por trás das câmeras. E o que isso significa?



Avatar tem gráficos nota 11, som arrepiante, jogabilidade fluída e uma idéia que, se não é fantástica, não deixa de ser interessante por detrás, mas é impossível continuar jogando depois da primeira fase. O filme pagou pedágio na fila de clichês e achou que era melhor não trocar de faixa porque havia um tal de Hayao Miyazaki discutindo demoradamente com o caixa dos roteiros surpreendentes.


Sem medo de ser spoiler


Tudo, absolutamente tudo o que Avatar tem são clichês. Macho branco é um pacóvio, mas acordou com uma estrelinha na testa escrito chosen one e tem a sorte de ter o mesmo código genético de seu irmão-gêmeo gênio (science FAIL), a sorte de não levar um ralho após quase matar seu próprio avatar por insistir em se levantar mesmo que uma instalação militar implore contra isso, a sorte de libélulas premeditadoras do futuro indicarem à guerreira de uma tribo que ele é seu salvador branco e americano, a sorte de poder andar de dragão em meio a uma chuva de balas de 800 metralhadoras sem levar na bunda, a sorte de alguém o ter escolhido pra herói do filme.

É o fator Harry Potter: mocinho não faz nada, mas tem seu nome na capa do filme logo, toda a força do vilão, capaz de explodir a floresta amazônica, será tão inútil contra o mocinho como se este vivesse no Acre, mesmo que seus méritos o fizessem reprovar no maternal.

Aliás, seu avatar também é clichê: seres vivos humanóides mais poderosos que humanos, de orelhas pontudas (hey, chega, né?), maiores e imunes a algo ao qual humanos sucumbem, vivem na floresta, amam a natureza, bons selvagens. De Senhor dos Anéis ao MST, todo mundo já viu esse filme.

Sim, o enredo é o mesmo de Dança com Lobos. Sim, o vilão será o coronel com pinta de durão das primeiras cenas. Sim, sua equipe irá virar a casaca a seu favor na última hora. Sim, você irá cavalgar uma lagarta gigante contra naves indestrutíveis e jogá-las todas no buraco. Sim, você irá atravessar uma fileira de homens com metralhadoras armado de um porrete, e todos eles, exatamente naquele momento, não estarão com suas 15 metralhadoras apontadas para você, e nem terão tempo de mirar decentemente, pois coincidentemente estarão apontadas cada uma para um ponto morto no éter enquanto você trafega por entre o tiroteio.

Mas pior que um filme ruim é um filme de idéia boa que é um filme ruim. E pior que um filme de idéia boa que é um filme ruim é um filme de idéia boa e desenhos tecnológicos fodidos e diretor famoso que, ainda assim, é um filme ruim.

O filme é oportuno: trata de questões ambientais (em época de COP15), guerras por recursos naturais (em época de Iraque) e fubangas com os peitos de fora (em época de Fernanda Young).

E óbvio que já vimos tudo isso antes, mas o roteiro de Dança Com Lobos ainda pode faturar algum se você transportá-lo para o Japão feudal com Tom Cruise ou se fizer um filme em 3D para crianças
ou com uma estratégia de marketing que faça qualquer idiota de barba ver o filme e depois falar mal em seu blog.

Valeria uma aula de roteiro o que Cameron fez para destruir uma história batida, porém competente algo, alguma coisa nesse filme tinha de não ser um clichê. Mas não dá pra fugir do padrão de falta de lógica hollywoodiano.

Vejamos:
O tal "avatar" do personagem se perde do resto do grupo fuçando plantas que somem com o toque, enquanto os cientistas gênios, sabendo que o pentelho é uma versão Smurf de Dennis, o Pimentinha, o ignoram solto na floresta mais perigosa do (outro) planeta sem coleira;

Após fugir de monstros que fariam Jurassic Park parecer o cenário dos Teletubbies, escapa de ser flechado por uma tribo de selvagens porque uma das guerreiras viu uma libélula mágica bem no átimo de centésimo em que ia disparar a flecha, o que indica que nosso personagem está com o seu carnê do Baú em dia;

Herói cai nas graças da tribo da floresta, que supõe que podem aprender guerrilha armada com ele (e o que é mesmo que nosso paspalho lhes ensina?);

Camarada que se acostuma com seu novo look azul começa a se apaixonar pela mocinha azul que detestou a idéia de cuidar de seu rabo (já que ele ainda pouco se acostumou a ter um);

Novo selvagem new age só é considerado digno de entrar para a tribo se domar um dragão que tenta comê-lo; após muita briga, eis que este é o começo de uma grande amizade; achei uma pena nosso elfo azul não chamá-lo de Bucéfalo;


Anta desqualificada só se lembra de que está usando o seu avatar, na verdade, para descobrir e indicar a americanos brancos como chegar ao santuário dos seus novos amiguinhos (os únicos que teve em vida, ao que parece) apenas depois de já ter se acostumado a brincar ao vivo de Super Mario, Sonic, Panzer Dragoon e tantas outras cenas roubadas de videogames passados em floresta e, claro, quando é tarde demais para explicar que, na real, é um agente infiltrado e lhes ensinar o refrão de Run to the hills... run for your lives.

Animal de teta, então, percebe que misteriosamente está apaixonado por uma fêmea de cauda azul de 4,5 metros de altura e passa por traidor do movimento hippie por esquecer de avisar seus amiguinhos de que (putz, o que era mesmo?!) eles todos foram traídos e vão morrer (ah, lembrei!);

Sem conseguir adentrar na tribo para pedir desculpas por um genocídio de proporções bushicas, tem uma idéia brilhante: voar por cima do lagarto voador que atemoriza a tribo, saltar sobre sua carcaça e torná-lo um ser do bem, usando seu plug de tomada (o que prova que aquele planeta não é tão índio assim);

Chega na tribo e, mesmo sendo responsável por cadáveres contados às mancheias, prova que... bom, que... que pode cavalgar uma lagarta gigante!! Mocinha imediatamente o perdoa com laivos de "meu herói!" após as bananices do seu herói terem matado o seu pai (como disse a Bárbara Magalhães, essa é a maior maria-gasolina da história do cinema);

Sem armas nucleares para enfrentar a armada americana, nosso tosco protagonista, que começa o filme tímido e amuado, vira um baita discursante, um verdadeiro Trotsky que aprendeu retórica na FFLCH, e convence, é claro, as tribos inimigas a selarem a paz contra um inimigo comum, coisa que os selvagens nunca pensariam em fazer sozinhos e sem discursos de "somos todos irmãos na Terra da Liberdade americana";

Mas a guerra começa, e selvagens usam dragões, arco e flecha e a força do rock'n'roll contra espaçonaves caralhosas. Com este cenário, não é preciso ser spoiler com o caro leitor para lhe informar quem ganha (dica: um dos lados terá ajuda dos seres da floresta apenas no momento oportuno em que alguém estiver prestes a morrer).

Honestamente, tem como ter medo de estragar a graça de um filme o qual você adivinha cada cena alguns segundos antes de ela aparecer na tela?!

O estranho é que, a despeito do 3D, não há uma única cena que já não tenha sido vista antes. Mas uma cena me mostrou o que se passa na cabeça de Cameron além do acima exposto: não é de estranhar que, depois de tantas cenas chupinhadas de videogames (até as cores são as dos jogos de floresta do Playstation), todos os mechs que surjam na batalha final sejam idênticos aos de tantos jogos de tiro, como Halo, Shogo, Mechwarriors e derivados?!


Mas, na última luta (sem estragar a surpresa de ninguém, aquela que acontece depois de o azulão atravessar uma infinidade de artilheiros em posições diversificadas sem levar um tiro, explodir a nave fugindo dela a tempo e caindo de uma altura de alguns quilômetros sem sofrer um arranhão, junto com seu arqui-inimigo da primeira cena), após o Mech perder a metralhadora (foi melhor que o Bruce Lee arrancando sozinho a espada das mãos de um samurai, convenhamos), não atenta contra a inteligência que o grande Mech use... bem, é meio constrangedor mas... saque uma faca em forma de tacape para acabar com o inimigo?!?! Já estou ouvindo os meninos na lan house gritando: "Vai na faca!!"

Não tenham dúvidas, crianças: se algum dia estiverem jogando Counter-Strike em um servidor internacional, e houver no time dos mercenários um jogador com o nick de Terminator, dêem a vida para acertar sua cabeça. Assim, poderão dizer a todos que acabaram com James Cameron no meio de seu vício notívago pós-Linda Hamilton.

5 pessoas leram e discordaram:

Gravata on 30 de dezembro de 2009 18:26 disse...

James Cameron é um fabricante de traíras. Andróides, Avatares...

Carol on 31 de dezembro de 2009 08:24 disse...

Uma fila gigantesca na única sala 3D da minha cidade me fez desistir do filme.

Vejo que, a partir das críticas (sua e do Gravz), não perdi nada.

Bj

Rodrigo on 4 de janeiro de 2010 15:01 disse...

Piada do ano, certeza. Só não se esqueça que o ano acabou de começar ;)

Vinicius Hijano on 19 de janeiro de 2010 08:05 disse...

Não achei o filme tão ruim. Acho que classificá-lo como revolução e como original e num sei o que lá, é errado. Mas isso não significa que ele seja ruim. O rapaz é uma espécie de Neo, o escolhido, que é uma espécie de x que é uma espécie de x que é uma espécie de Jesus Cristo. Tudo, hoje em dia, é "remetível" à alguma coisa. Se for assim, nenhum enredo presta.

Guilherme on 17 de setembro de 2011 20:49 disse...

Hilário o seu post!!
rsrsrs...
Gostei bastante do filme (na época), mas convenhamos, é mesmo clichê pra caráleo!!
Vc só num citou Pocahontas e (o q eu acho q seja a origem!) Iracema, leituras anteriores da historinha em questão...

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