sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

O Capengal: O Livro (bem) Vermelho do Marxismo Universitário

frase do dia: "A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo o que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina." - Millôr Fernandes


Rotos que me estão a ler! Eis aqui a apresentação do primeiro capítulo, ou melhor, do primeiro item do primeiro capítulo do meu mais novo livro - "O Capengal: O Livro (bem) Vermelho do Marxismo Universitário".

Trata-se de uma análise sociocrítica, sociohistórica, sociolingüística, sociopata, sociogenética e mais um monte de esquerdismos canhestros com "socio" no nome de uma força cada vez mais onipresente nas Universidades brasileiras: o MBM - Movimento Bolchevique Mauricinho.

Para quem estiver interessado, é uma renúncia fiscal de apenas 30 mais-valias, e vão fazer um universitário solitariamente reaça feliz! \o/

Aí está:


A Pré-História e Marx: a dialética sem diálogo

No princípio era a verba. Havia homens, mulheres e criancinhas – o homossexualismo, como se sabe, é uma perversão esquizofrênica da futura sociedade capitalista. Ninguém tinha inventado a aritmética, e não foi possível dividir as terras igualmente logo de cara, embora tudo fosse coletivo. Todos utilizavam o que era de todos – pelo menos de acordo com os livros de História – e, ao que parece, ninguém sabe se isso também valia para vocês-sabem-o-quê.

Um certo macho, muito provavelmente branco e americano, foi pegar na foice e no martelo para dividir os lucros com todos, bonzinho que era, e deixou a mulher na caverna. A mulher foi passear no bosque e acabou dando de cara com uma Cobra – alguns boatos afirmam ser um dos codinomes de Silvester Stallone. A Cobra quis enganar a mulher, fazendo-a se traumatizar com vermelho, e lhe mostrou uma maçã. Disse-lhe: “Eva, esse troço aí é coisa boa, mas é da árvore do conhecimento do Ben e do Mao. De qualquer forma, tirando alguns companheiros demitidos da Apple, isso nunca matou ninguém.”

A mulher comeu e gostou, mas passou a notar que estava nua – bem, isso é intriga de direita, mas estava usando coisas de segunda mão. Deu ao seu marido (a maçã) e esse também começou a ter idéias revolucionárias, sobre livre-concorrência e iniciativa privada, e como também notou que estava molambento, resolveu esconder as vergonhas com folhas. E assim, surgiu a primeira grife da história.

(Os marxistas, digo, as marxistas ligadas à linha Simone du Beauvoir insistem em dizer que foi o macho quem fez a cagada e só botou a culpa na mulher. É um comportamento tipicamente masculino, admitamos, mas essa de conversar com Cobra já é meio suspeita.)

Ora, assim sucedeu que o Paraíso inicial, onde o Estado bonzinho controlava tudo, foi abaixo com toda a pouca vergonha de se usar roupas de qualidade, e Deus, ou melhor, o gentil companheiro que cuidava dessas burocracias chatas teve de expulsar o casalzinho subversivo da maravilhosa ilha de bonança que era a sociedade livre, em que o Estado escolhe tudo por você. Eles foram pra leste do Éden e formaram um lugar que é um verdadeiro inferno, unindo as 12 tribos de Canaã num lugar chamado “Estados Unidos da América”. O Paraíso continuou sendo a ilhotinha onde tudo começou, e onde o Cara Lá de Cima continua governando até hoje, com sua barba, sua farda e seus discursos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Uma Noite Antes da Guerra

ouvindo: Dead Can Dance - Persian Love Song
frase do dia: "Aqui, os soldados são como água derramada - a areia os engole." - Alberto Vazquez-Figueroa, 'Tuareg'
outra frase do dia: "O amor é a distância entre a realidade e a dor." - Robin Hitchcock

Um dia de guerra merece um gazel militar:


Uma Noite Antes da Guerra

Dizes-me que lutas em razão da amada
Eu te digo que ames mais tua espada

A lembrança não te faz vencedor da guerra
Alma ou arma - qual trazes mais afiada?

Golpes apaixonados não são mais certeiros
E um guerreiro sem lâmina não é nada

Sangue quente pede para ser derramado
Sem apagar as chamas de tua morada

Se o inimigo atalhar tua sorte
Tua senhora prantará a estocada

A cáfila trará teu corpo sem vitória
Ceifado pela morte desembainhada

Amigo, atente bem às minhas palavras:
A mulher do soldado é sua espada.


(04.12.2006)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

O Capengal: O Livro (bem) Vermelho do Marxismo Universitário


frase do dia: "A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo o que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina." - Millôr Fernandes


Rotos que me estão a ler! Eis aqui a apresentação do primeiro capítulo, ou melhor, do primeiro item do primeiro capítulo do meu mais novo livro - "O Capengal: O Livro (bem) Vermelho do Marxismo Universitário".

Trata-se de uma análise sociocrítica, sociohistórica, sociolingüística, sociopata, sociogenética e mais um monte de esquerdismos canhestros com "socio" no nome de uma força cada vez mais onipresente nas Universidades brasileiras: o MBM - Movimento Bolchevique Mauricinho.

Para quem estiver interessado, é uma renúncia fiscal de apenas 30 mais-valias, e vão fazer um universitário solitariamente reaça feliz! \o/

Aí está:


A Pré-História e Marx: a dialética sem diálogo

No princípio era a verba. Havia homens, mulheres e criancinhas – o homossexualismo, como se sabe, é uma perversão esquizofrênica da futura sociedade capitalista. Ninguém tinha inventado a aritmética, e não foi possível dividir as terras igualmente logo de cara, embora tudo fosse coletivo. Todos utilizavam o que era de todos – pelo menos de acordo com os livros de História – e, ao que parece, ninguém sabe se isso também valia para vocês-sabem-o-quê.

Um certo macho, muito provavelmente branco e americano, foi pegar na foice e no martelo para dividir os lucros com todos, bonzinho que era, e deixou a mulher na caverna. A mulher foi passear no bosque e acabou dando de cara com uma Cobra – alguns boatos afirmam ser um dos codinomes de Silvester Stallone. A Cobra quis enganar a mulher, fazendo-a se traumatizar com vermelho, e lhe mostrou uma maçã. Disse-lhe: “Eva, esse troço aí é coisa boa, mas é da árvore do conhecimento do Ben e do Mao. De qualquer forma, tirando alguns companheiros demitidos da Apple, isso nunca matou ninguém.”

A mulher comeu e gostou, mas passou a notar que estava nua – bem, isso é intriga de direita, mas estava usando coisas de segunda mão. Deu ao seu marido (a maçã) e esse também começou a ter idéias revolucionárias, sobre livre-concorrência e iniciativa privada, e como também notou que estava molambento, resolveu esconder as vergonhas com folhas. E assim, surgiu a primeira grife da história.

(Os marxistas, digo, as marxistas ligadas à linha Simone du Beauvoir insistem em dizer que foi o macho quem fez a cagada e só botou a culpa na mulher. É um comportamento tipicamente masculino, admitamos, mas essa de conversar com Cobra já é meio suspeita.)

Ora, assim sucedeu que o Paraíso inicial, onde o Estado bonzinho controlava tudo, foi abaixo com toda a pouca vergonha de se usar roupas de qualidade, e Deus, ou melhor, o gentil companheiro que cuidava dessas burocracias chatas teve de expulsar o casalzinho subversivo da maravilhosa ilha de bonança que era a sociedade livre, em que o Estado escolhe tudo por você. Eles foram pra leste do Éden e formaram um lugar que é um verdadeiro inferno, unindo as 12 tribos de Canaã num lugar chamado “Estados Unidos da América”. O Paraíso continuou sendo a ilhotinha onde tudo começou, e onde o Cara Lá de Cima continua governando até hoje, com sua barba, sua farda e seus discursos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Uma Noite Antes da Guerra


ouvindo: Dead Can Dance - Persian Love Song
frase do dia: "Aqui, os soldados são como água derramada - a areia os engole." - Alberto Vazquez-Figueroa, 'Tuareg'
outra frase do dia: "O amor é a distância entre a realidade e a dor." - Robin Hitchcock

Um dia de guerra merece um gazel militar:


Uma Noite Antes da Guerra

Dizes-me que lutas em razão da amada
Eu te digo que ames mais tua espada

A lembrança não te faz vencedor da guerra
Alma ou arma - qual trazes mais afiada?

Golpes apaixonados não são mais certeiros
E um guerreiro sem lâmina não é nada

Sangue quente pede para ser derramado
Sem apagar as chamas de tua morada

Se o inimigo atalhar tua sorte
Tua senhora prantará a estocada

A cáfila trará teu corpo sem vitória
Ceifado pela morte desembainhada

Amigo, atente bem às minhas palavras:
A mulher do soldado é sua espada.


(04.12.2006)