domingo, 15 de maio de 2005

"Arte" Moderna (pt. 1)

ouvindo: Apocalyptica - Romance
frase do dia: "A arte abstrata é um produto dos incompetentes, vendida pelos inescrupulosos e comprada pelos imbecis." - Al Capp

Vocês pediram. Vocês imploraram. Vocês encheram o saco. Vocês fecharam as avenidas com passeatas. Vocês fizeram piquete. Vocês pagaram um boquete. Vocês clamaram aos céus para que eu não fizesse isso... pois aqui estou eu fazendo uma análise experimental e prática explicando porque diabos eu odeio Modernismo. Se não era isso que esperava ler, pode parar por aqui, mas devido ao tamanho costumaz de meus posts, se você veio ler alguma coisa por aqui, já sabe mais ou menos (digo, menos) o que esperar.

Estudar Modernismo é a coisa mais paradoxal que existe. Nossos amigos "artistas" queriam quebrar barreiras. Ok. Queriam fazer algo novo, conectado com a Zeitung vigente. Ok. Queriam mostrar que não é necessário escandir sonetos e fazer rimas toantes raras para se fazer algo bonito. Ok. Queriam fazer a "arte" do povo, na "língua errada do povo, língua certa do povo". Ok.

Mas então, posso saber pra que diabos queriam fazer isso apenas para aqueles com formação intelectual, e nunca no meio de sua tão amada populaça?!

No que tange a tais manifestações populistas, esperar algo conciso e coerente é como esperar que um burro pinte um quadro de arte abstrata com um pincel amarrado no rabo... opa, peraí, isso também aconteceu! Estou me adiantando demais.

Os modernistas brasileiros são os maiores culpados por toda a nossa gente ser burra, inclusive aqueles que se declamam a "elite intelectual". Nowadays, neguinho acha que ouvir Gilberto Gil no lugar de Bonde do Tigrão é um sinal de gosto elevado. Hume não conhecia esses pulhas... mas o mais espantoso é não só acharem tais vilipêndios uma forma genuína de manifestação "artística", como acharem que é o ápice da refinação estética.

Vamos analisar tudo calmamente. Essas nobres almas quiseram achar uma "identidade nacional" num país que tem como maior identidade uma miscigenação racial, intelectual e, sobretudo, cultural. É como dizer que formamos a "raça brasileira" e criar um comitê buscando "pureza racial" das pessoas por aí.

Pra piorar, quiseram quebrar lastros com a França, especialmente Paris pois, naquela época, este era o epicentro de toda a produção mental no Ocidente. Hum... peraí, o Modernismo não surgiu na Cidade-Luz francesa?! Eles não simplesmente continuaram fazendo o que todos faziam antes?! Ponto negativo novamente.

Antropofagia... essa até hoje não consegui entender. Não era o que vinha sendo feito desde... desde o Padre Antônio Vieira, afinal?!

Mas tudo bem, não vamos ser europeus, vamos ser brasileiros e obrigar os cursos de Letras (*revirando o olhar*) a terem Tupi no currículo básico. Minha pergunta continua sendo: por que toda aquela verborragia vomitada no Teatro Mvnicipal, e não na Funai ou na reserva dos Pataxós?!

Iconoclastia da pior espécie. Isso é, da espécie burra. Ser esperto é perceber que um soneto alexandrino é uma invenção humana e não é a única forma poética funcional? Genial. Mas aí pergunto: e qual o problema com o soneto? Não é só porque não é a única viável, que significa que todo soneto é inviável. Probleminha de lógica simples, até eu consigo resolver.

Os únicos artistas de verdade foram aqueles que destruíram o que era vigente e rejeitaram as regras impostas? Tal imposição não deixa de ser uma regra perigosa. Shakespeare não foi um iconoclasta mortífero escrevendo seus sonetos e seu teatro elisabetano? Baudelaire precisou escrever como uma criança de 10 anos e abandonando a norma culta (oh, bela e culta!) para ter seu livro considerado "imoral"? (não surpreende que um tal Libertinagem, por aí, seja tão inofensivo a ponto de ser estudado em qualquer ensino médio...)

Ser revolucionário, num mundo onde os disparates e tentativas de originalidade já ultrapassaram as raias do risível, é desbaratar a criatividade em prol da... do quê, afinal?!

Uma coisa imperceptível aos amantes do que é moderno é que tais panfletagens, além de serem tão artísticas quanto um comercial da MTV (a emissora com maior número de auto-propaganda por minuto quadrado, e uma perfeita mostra de onde chegaremos com tanta "modernidade"), já dão mostras de serem dependentes de quem se dispõe a suar e fazer seu trabalho de verdade. É uma comunicação de valor ontológico mais baixo. Para existir, é necessário que exista uma arte anterior. Podemos ler Wuthering Heights e o livro fala por si só - ele faz o que diz. Agora, temos de entender um contexto x, y, z num espaço/tempo curvo onde Olavo Bilac já tava enchendo o saco para podermos ler Macunaíma e dizer: "ah, tá, o livro é uma merda pois ele vai contra o Parnasianismo... então, não é que o livro é uma merda por si só, é uma merda de propósito... literalmente, não foi na cagada... legal."

A lambança chega a dar nojo quando concluímos a que ponto tal... ahn... "filosofia estética" nos levará, além dos comerciais da MTV. A arte "verdadeira" é a "arte" do povo? Hum... se o que é genial está na boca de quem não estudou, pra que estudar? E se não vamos escrever palavras como "comborço", "concupiscência", "consubstanciação" e "consuetudinário" (pra ficar só no c) em nossos escritos, por que não refazemos a Inquisição, queimamos todos os exemplares da Divina Comédia e declaramos as letras do MV Bill como matéria obrigatória para selecionar os melhores candidatos nos vestibulares Brasil afora?

Quer dizer que não podemos falar sobre Palas Athenas e transmutação da alma pelo platonismo, pois isso é "elitista". Em primeiro lugar: o que é elite?! Segundo o lusitano Priberam, dicionário mais rápido disponível no momento:

do Fr. élite, s. m.
s. f.
,
o que há de melhor numa sociedade ou num grupo;

Se ser "elitista" é gostar do que há de melhor em algo, pois bem, eu sou elitista! Aliás, qual a vantagem em não o ser?! Agora, tal concepão imbrica em um ponto morto que vira nossas concepções e nosso estômago do avesso. Só posso fazer arte de acordo com a sociedade vigente? Então, qual o papel do artista? Ficar na dele, não criar nada, ignorar tudo aquilo que ele próprio conquistou e é capaz de criar (como cada palavra nova que é capaz de pronunciar, ao contrário do rebanho) só pra não ser "difícil"? Que tal, então, fazermos algo bem popular, como um poema composto apenas por As, para até os analfabetos conseguirem ler, ou quem sabe, para não sermos elitistas com os animais, escrevermos latindo e crocitando?!

Já até comecei a minha mais nova pintura "do povo" cego.

O Modernismo diz que a forma é estrutura, não é individual. A busca do eu, do individualismo máximo na arte, a rejeição às amarras e regras que contagiavam os salões culturais naqueles tempos. Primus, que nem toda forma é um curral de ovelhas - o soneto, o haicai, a elegia, o gazal e tantas outras metrificações da forma poética (pra me ater a uma área a qual estou mais familiarizado) são apenas consagradas por sua beleza natural e conseguirem até mesmo facilitar a expressão do poeta. Algo como uma escala musical harmônica, melódica, maior ou menor.

Secundus, Baudelaire era um poeta pois fazia poesia, mesmo falando de vermes, putas e Satã. Podemos até falar de Palas Atenas, ninfas no Parnaso e a descida de Enéas ao Avernus, se não o for como poetas, não será poesia. O que dizer, então, de pseudo-reformadores estéticos que não só não têm conteúdo (problema dos Parnasianos), como também não têm forma? É como fazer arte sem sentimento, sem beleza, sem cor, sem intelecto, sem... talento.

Tertius, essa busca do eu só é válida quando esse eu existe. Arte é pra poucos. "Viver é algo raro, a maioria das pessoas apenas existe" - Oscar Wilde. Quando se tenta buscar um válido individualismo chafurdado no rebanho, se cai cada vez mais no coletivo, no eu que não se desenvolveu e não passa de um subproduto histórico nos melhores moldes "Marx de cu é Hegel". Na populaça, quanto mais se busca o eu, mais se cai no lugar-comum do impessoal, chato, insípido e desprovido de arte.

Aguardem o próximo bloco, quando analisarei alguns de nossos grandes "mestres" modernistas.

5 pessoas leram e discordaram:

Lady Drago disse...

O link diz tantas "pessoas leram e discordaram"... quanto à isso, só lamento: ainda não encontrei algo prá discordar! (Vejamos a "Arte" Moderna - parte II: A Vingança ! hehehehehehe!!)
Um único comentário quanto ao que escrito está: ATÉ QUE ENFIM!!! Finalmente entendo o Modernismo e o motivo de não me agradar...!! =D

Mas tenho uma pergunta: o Modernismo não foi assim batizado prá que todos vissem que era algo novo? O nome se perdeu no tempo, então, pq o "Modernismo" já tá bem veínho...! (hahahahaha!!)

Bjs, xuxu!!

Scarlett disse...

COmo sempre, adoro seus textos!

Rodrigo disse...

Claro claro... Te entendi, como em todas as outras vezes em que discutimos (ou tentamos) o modernismo. Digo que dessa vez tenho que dar o braço a torcer em alguns aspectos, mas fica uma pergunta simples ra ti, meu amigo:
-- Flavinho, você nunca gostou de alguma coisa simples mente por gostar? Sem qualquer comprometimento intelectual?

Abração!

Marcela disse...

Flavinho, Flavinho...
Admito, repito, reescrevo que sua escrita é algo que me surpreende de uma forma única, mas devo admitir que tu andas abusando dos limites da pedância.
Concordo em todos os pontos quanto à modernização catastrófica, indecisa, exagerada, by any cost, mtvizada... E quanto à negação às artes clássicas, às formas clássicas. Mas devo dizer, que o meu conhecimento sobre o modernismo não me permite ser tão injusta quanto aos autores, que, por mais que tenham revolucionado a forma, a principal preocupação era com o conteúdo. Bandeira escreveu sonetos, gazais meu filho querido. Todos de um brilho estonteante... (Espero que você tb não queira que a temática seja sempre a mesma para que algo seja considerado bom... ).
E eu também queria entender, por que por uma forma de arte ter nascido para criticar a outra ela se torna menor que esta? Que tipo de conceito arbitrário é esse? A arte, pra mim , é independente... E nunca foi dito (nem pelos modernistas) que não devemos ler os clássicos, discutir Platão,Shakespeare, Palas Athena...
Bom discordei demais né? Você é incrível Flavinho... já disse... O espaço é todo seu... muitos beijos Mr. Know it all...

Lonely Star disse...

Uhu!
MorningStar ruleia! hihi

Bjaum.

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domingo, 15 de maio de 2005

"Arte" Moderna (pt. 1)


ouvindo: Apocalyptica - Romance
frase do dia: "A arte abstrata é um produto dos incompetentes, vendida pelos inescrupulosos e comprada pelos imbecis." - Al Capp

Vocês pediram. Vocês imploraram. Vocês encheram o saco. Vocês fecharam as avenidas com passeatas. Vocês fizeram piquete. Vocês pagaram um boquete. Vocês clamaram aos céus para que eu não fizesse isso... pois aqui estou eu fazendo uma análise experimental e prática explicando porque diabos eu odeio Modernismo. Se não era isso que esperava ler, pode parar por aqui, mas devido ao tamanho costumaz de meus posts, se você veio ler alguma coisa por aqui, já sabe mais ou menos (digo, menos) o que esperar.

Estudar Modernismo é a coisa mais paradoxal que existe. Nossos amigos "artistas" queriam quebrar barreiras. Ok. Queriam fazer algo novo, conectado com a Zeitung vigente. Ok. Queriam mostrar que não é necessário escandir sonetos e fazer rimas toantes raras para se fazer algo bonito. Ok. Queriam fazer a "arte" do povo, na "língua errada do povo, língua certa do povo". Ok.

Mas então, posso saber pra que diabos queriam fazer isso apenas para aqueles com formação intelectual, e nunca no meio de sua tão amada populaça?!

No que tange a tais manifestações populistas, esperar algo conciso e coerente é como esperar que um burro pinte um quadro de arte abstrata com um pincel amarrado no rabo... opa, peraí, isso também aconteceu! Estou me adiantando demais.

Os modernistas brasileiros são os maiores culpados por toda a nossa gente ser burra, inclusive aqueles que se declamam a "elite intelectual". Nowadays, neguinho acha que ouvir Gilberto Gil no lugar de Bonde do Tigrão é um sinal de gosto elevado. Hume não conhecia esses pulhas... mas o mais espantoso é não só acharem tais vilipêndios uma forma genuína de manifestação "artística", como acharem que é o ápice da refinação estética.

Vamos analisar tudo calmamente. Essas nobres almas quiseram achar uma "identidade nacional" num país que tem como maior identidade uma miscigenação racial, intelectual e, sobretudo, cultural. É como dizer que formamos a "raça brasileira" e criar um comitê buscando "pureza racial" das pessoas por aí.

Pra piorar, quiseram quebrar lastros com a França, especialmente Paris pois, naquela época, este era o epicentro de toda a produção mental no Ocidente. Hum... peraí, o Modernismo não surgiu na Cidade-Luz francesa?! Eles não simplesmente continuaram fazendo o que todos faziam antes?! Ponto negativo novamente.

Antropofagia... essa até hoje não consegui entender. Não era o que vinha sendo feito desde... desde o Padre Antônio Vieira, afinal?!

Mas tudo bem, não vamos ser europeus, vamos ser brasileiros e obrigar os cursos de Letras (*revirando o olhar*) a terem Tupi no currículo básico. Minha pergunta continua sendo: por que toda aquela verborragia vomitada no Teatro Mvnicipal, e não na Funai ou na reserva dos Pataxós?!

Iconoclastia da pior espécie. Isso é, da espécie burra. Ser esperto é perceber que um soneto alexandrino é uma invenção humana e não é a única forma poética funcional? Genial. Mas aí pergunto: e qual o problema com o soneto? Não é só porque não é a única viável, que significa que todo soneto é inviável. Probleminha de lógica simples, até eu consigo resolver.

Os únicos artistas de verdade foram aqueles que destruíram o que era vigente e rejeitaram as regras impostas? Tal imposição não deixa de ser uma regra perigosa. Shakespeare não foi um iconoclasta mortífero escrevendo seus sonetos e seu teatro elisabetano? Baudelaire precisou escrever como uma criança de 10 anos e abandonando a norma culta (oh, bela e culta!) para ter seu livro considerado "imoral"? (não surpreende que um tal Libertinagem, por aí, seja tão inofensivo a ponto de ser estudado em qualquer ensino médio...)

Ser revolucionário, num mundo onde os disparates e tentativas de originalidade já ultrapassaram as raias do risível, é desbaratar a criatividade em prol da... do quê, afinal?!

Uma coisa imperceptível aos amantes do que é moderno é que tais panfletagens, além de serem tão artísticas quanto um comercial da MTV (a emissora com maior número de auto-propaganda por minuto quadrado, e uma perfeita mostra de onde chegaremos com tanta "modernidade"), já dão mostras de serem dependentes de quem se dispõe a suar e fazer seu trabalho de verdade. É uma comunicação de valor ontológico mais baixo. Para existir, é necessário que exista uma arte anterior. Podemos ler Wuthering Heights e o livro fala por si só - ele faz o que diz. Agora, temos de entender um contexto x, y, z num espaço/tempo curvo onde Olavo Bilac já tava enchendo o saco para podermos ler Macunaíma e dizer: "ah, tá, o livro é uma merda pois ele vai contra o Parnasianismo... então, não é que o livro é uma merda por si só, é uma merda de propósito... literalmente, não foi na cagada... legal."

A lambança chega a dar nojo quando concluímos a que ponto tal... ahn... "filosofia estética" nos levará, além dos comerciais da MTV. A arte "verdadeira" é a "arte" do povo? Hum... se o que é genial está na boca de quem não estudou, pra que estudar? E se não vamos escrever palavras como "comborço", "concupiscência", "consubstanciação" e "consuetudinário" (pra ficar só no c) em nossos escritos, por que não refazemos a Inquisição, queimamos todos os exemplares da Divina Comédia e declaramos as letras do MV Bill como matéria obrigatória para selecionar os melhores candidatos nos vestibulares Brasil afora?

Quer dizer que não podemos falar sobre Palas Athenas e transmutação da alma pelo platonismo, pois isso é "elitista". Em primeiro lugar: o que é elite?! Segundo o lusitano Priberam, dicionário mais rápido disponível no momento:

do Fr. élite, s. m.
s. f.
,
o que há de melhor numa sociedade ou num grupo;

Se ser "elitista" é gostar do que há de melhor em algo, pois bem, eu sou elitista! Aliás, qual a vantagem em não o ser?! Agora, tal concepão imbrica em um ponto morto que vira nossas concepções e nosso estômago do avesso. Só posso fazer arte de acordo com a sociedade vigente? Então, qual o papel do artista? Ficar na dele, não criar nada, ignorar tudo aquilo que ele próprio conquistou e é capaz de criar (como cada palavra nova que é capaz de pronunciar, ao contrário do rebanho) só pra não ser "difícil"? Que tal, então, fazermos algo bem popular, como um poema composto apenas por As, para até os analfabetos conseguirem ler, ou quem sabe, para não sermos elitistas com os animais, escrevermos latindo e crocitando?!

Já até comecei a minha mais nova pintura "do povo" cego.

O Modernismo diz que a forma é estrutura, não é individual. A busca do eu, do individualismo máximo na arte, a rejeição às amarras e regras que contagiavam os salões culturais naqueles tempos. Primus, que nem toda forma é um curral de ovelhas - o soneto, o haicai, a elegia, o gazal e tantas outras metrificações da forma poética (pra me ater a uma área a qual estou mais familiarizado) são apenas consagradas por sua beleza natural e conseguirem até mesmo facilitar a expressão do poeta. Algo como uma escala musical harmônica, melódica, maior ou menor.

Secundus, Baudelaire era um poeta pois fazia poesia, mesmo falando de vermes, putas e Satã. Podemos até falar de Palas Atenas, ninfas no Parnaso e a descida de Enéas ao Avernus, se não o for como poetas, não será poesia. O que dizer, então, de pseudo-reformadores estéticos que não só não têm conteúdo (problema dos Parnasianos), como também não têm forma? É como fazer arte sem sentimento, sem beleza, sem cor, sem intelecto, sem... talento.

Tertius, essa busca do eu só é válida quando esse eu existe. Arte é pra poucos. "Viver é algo raro, a maioria das pessoas apenas existe" - Oscar Wilde. Quando se tenta buscar um válido individualismo chafurdado no rebanho, se cai cada vez mais no coletivo, no eu que não se desenvolveu e não passa de um subproduto histórico nos melhores moldes "Marx de cu é Hegel". Na populaça, quanto mais se busca o eu, mais se cai no lugar-comum do impessoal, chato, insípido e desprovido de arte.

Aguardem o próximo bloco, quando analisarei alguns de nossos grandes "mestres" modernistas.

5 pessoas leram e discordaram:

Lady Drago disse...

O link diz tantas "pessoas leram e discordaram"... quanto à isso, só lamento: ainda não encontrei algo prá discordar! (Vejamos a "Arte" Moderna - parte II: A Vingança ! hehehehehehe!!)
Um único comentário quanto ao que escrito está: ATÉ QUE ENFIM!!! Finalmente entendo o Modernismo e o motivo de não me agradar...!! =D

Mas tenho uma pergunta: o Modernismo não foi assim batizado prá que todos vissem que era algo novo? O nome se perdeu no tempo, então, pq o "Modernismo" já tá bem veínho...! (hahahahaha!!)

Bjs, xuxu!!

Scarlett on 23 de maio de 2005 08:16 disse...

COmo sempre, adoro seus textos!

Rodrigo disse...

Claro claro... Te entendi, como em todas as outras vezes em que discutimos (ou tentamos) o modernismo. Digo que dessa vez tenho que dar o braço a torcer em alguns aspectos, mas fica uma pergunta simples ra ti, meu amigo:
-- Flavinho, você nunca gostou de alguma coisa simples mente por gostar? Sem qualquer comprometimento intelectual?

Abração!

Marcela disse...

Flavinho, Flavinho...
Admito, repito, reescrevo que sua escrita é algo que me surpreende de uma forma única, mas devo admitir que tu andas abusando dos limites da pedância.
Concordo em todos os pontos quanto à modernização catastrófica, indecisa, exagerada, by any cost, mtvizada... E quanto à negação às artes clássicas, às formas clássicas. Mas devo dizer, que o meu conhecimento sobre o modernismo não me permite ser tão injusta quanto aos autores, que, por mais que tenham revolucionado a forma, a principal preocupação era com o conteúdo. Bandeira escreveu sonetos, gazais meu filho querido. Todos de um brilho estonteante... (Espero que você tb não queira que a temática seja sempre a mesma para que algo seja considerado bom... ).
E eu também queria entender, por que por uma forma de arte ter nascido para criticar a outra ela se torna menor que esta? Que tipo de conceito arbitrário é esse? A arte, pra mim , é independente... E nunca foi dito (nem pelos modernistas) que não devemos ler os clássicos, discutir Platão,Shakespeare, Palas Athena...
Bom discordei demais né? Você é incrível Flavinho... já disse... O espaço é todo seu... muitos beijos Mr. Know it all...

Lonely Star on 28 de maio de 2005 17:30 disse...

Uhu!
MorningStar ruleia! hihi

Bjaum.

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